por Roberto Vilanova
Brasília – Daqui a leitura que se faz sobre o “espetaculoso” assalto à agência do Banco do Brasil em Piaçabuçu é a seguinte:
Se a polícia não prender os assaltantes, esse assalto reabre a temporada de assaltos em ano pré-eleitoral e eleitoral em Alagoas – o que não se registrava desde 2007.
A investigação deve levar em conta o relatório da CPI da Pistolagem na Câmara Federal, que destrincha tim-tim por tim-tim o mecanismo do crime.
O relatório do deputado federal Luiz Couto (PT-PB) é contundente quando afirma que existe uma ligação para o crime entre os estados.
Na verdade é o velho Sindicato do Crime, que atua hoje remasterizado. É a volta dos que não foram.
O relatório diz que o conluio criminoso junta bandidos de Alagoas, de Pernambuco e da Paraíba e, de ordinário, tem a participação de policiais e ex-policiais.
São organizados, de modo que a “tropa” de assaltantes se alterna nas ações. A tropa de Pernambuco não atua em Pernambuco – atua na Paraíba, Alagoas...
A “tropa” de Alagoas idem.
Aliás, a “tropa” alagoana sofreu sérias baixas com a prisão dos “cabeças” do bando. Na solidariedade que une os criminosos, o assalto à agência do BB de Piaçabuçu pode ser o primeiro gesto de apoio aos “irmãos do crime” que estão em apuros.
Quem negou essa relação entre assaltos a bancos e a política em Alagoas agiu por inocência ou conivência.
Não dá para separar.
Resta saber agora qual a próxima agência do Banco do Brasil a ser assaltada. Qual será?
Que injustiça com os delinqüentes. Faltou juntar à cumplicidade criminosa dos bandidos de Alagoas, Pernambuco e Paraíba a corja de políticos que mandam matar e assaltar e depois correm para as instâncias provocadoras de ecos propagando que o Governo não investe em segurança.
A ?campanha? de assaltos pré-eleitoral tarda, mas não falta. O Governo faz a sua parte dotando a Segurança de recursos materiais com vistas a minorar os índices desfavoráveis, mas alguns daqueles que são pagos para evitar que tal estado de coisas aconteça estão amotinados em greve branca.
MEU CARISSIMO BOB, EM ALAGOAS COMUNENTE OS NOSSOS GOVENANTES TEM UMA COISA EM COMUM, ELES SO E SOMENTE SÓ, FALAM EM: - ARMAS, COLETES, VIATURAS, MOTOS E MATERIAS PARA UMA BOA PERICIA, MAS ESQUECEM DO SER HUMANO, SERÁ QUE ISSO É FAZER SEGURANÇA PÚBLICA.
A ser verdadeiro este seu reciocínio, quem seriam estes bandidos do sindicato do crime de Alagoas?
ohh bob, mas falaram q eles nao conseguiram levar nenhum dinheiro nao da agencia!!
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.