Olá, pensadores!
Hoje, o mundo lamenta a morte de Steve Jobs, um homem que foi capaz de revolucionar a vida de grande parte de todos nós. O homem que, durante anos a fio, esteve à frente da Apple, gravou seu nome de forma indelével ao oferecer produtos eletrônicos que, se não próximos da perfeição, são tão úteis e funcionais que viraram referência nas áreas de tecnologia, informática e comunicação.
Steve Jobs enfrentou um câncer no pâncreas, em 2004, doença da qual se declarou curado. No ano de 2009, passou por um transplante de fígado. Em agosto desse ano, em um comunicado inesperado, afastou-se da presidência da Apple e, desde então, entendeu-se que as coisas, pelo menos na saúde do CEO, não estavam tão bem. Prenunciava-se o fim da Era Jobs, mas não da revolução tecnológica criada por ele.
A verdade é que os players de música, os tablets e os smartphones, depois da Apple, nunca mais foram os mesmos. O excelente desempenho do conjunto software-hardware e dos componentes eletrônicos constituintes dos produtos da empresa, o design vanguardista e o acabamento, sempre refinado, fizeram dos inventos de Jobs verdadeiras minas de ouro para a Apple, que é uma das marcas mais valiosas do mundo e, também, líder no seguimento de playres de música (com seu famoso iPod), tablets (iPad) e smartphones (iPhone) há um bom tempo. Há que se reconhecer, ainda, seu bom desempenho nas áreas de notebooks (com o MacBook) e o mais novo e promissor produto da maçã: o iCloud, uma espécie de armazenamento virtual que vai permitir, entre outras coisas, que seus dados armazenados sejam visualizados em qualquer (e em todos) dos dispositivos Apple que você possua.
Para nós, usuários, as idéias de Jobs podem ser aferidas em números: uma pesquisa publicada, esse mês, na Info Exame Digital, revelou que 90% de clientes usuários da Apple declaravam-se inteiramente satisfeitos com os produtos da marca; já 89% afirmaram que não trocariam de marca de celular, computador ou tablet. A segunda colocada beirou, em ambos os quesitos, a casa dos trinta pontos percentuais.
Os produtos Apple sempre foram meu sonho de consumo. Não simplesmente porque o emblema da maçã carregava consigo um estranho poder de seduzir e fascinar os usuários. Mas, principalmente, porque eles me traziam a impressão de que o melhor da tecnologia disponível no momento estaria ali de forma prática, didática, intuitiva e, até, preditiva. E foi exatamente isso que senti quando tive nas mãos o meu primeiro iPod. Depois dele, vieram os iPhones (3g, 3gS e, agora, o 4) que me fizeram ser parte dos 90% de usuários que se dão inteiramente satisfeitos com a marca e, também, engrossar as fileiras dos que não pretendem trocá-la por outra.
Jobs, que iniciou sua carreira no ramo da tecnologia em meados dos anos 70, não conseguiu montar apenas uma empresa sólida e com sucesso notório. Ele, simplesmente, foi responsável pela revolução tecnológica que permitiu a todos nós, hoje, contato com todo o mundo e acesso a uma infinidade de informações, bastando tirar um aparelho pequenino do bolso. Da cabeça de Jobs saiu um mundo de acessibilidade (e, mais recentemente, a partir de 2007, com o lançamento do iPhone, de acessibilidade móvel) que transformou-nos todos. Hoje, por força da genialidade de Steve Jobs, nenhuma pergunta fica sem resposta... o iPhone ou o iPad respondem
E mesmo que me digam que outras marcas, inclusive mais antigas, já atuavam no setor e tinham trabalhos tão promissores quanto os de Steve Jobs, eu lhes respondo que pode até ser verdade... Mas, digo a todos, sem medo de errar: essas marcas tiveram de se transformar profundamente e precisaram, até mesmo, imitar, copiar e plagiar produtos para tentar enfrentar o mundo que a Apple desenhou, o mundo que Jobs arquitetou e nos ofereceu.
Do legado que ele nos deixou, talvez esse seja o mais importante: o de se tornar referência quase singular, no mundo da tecnologia, mesmo para aqueles que, embora se dissessem seus concorrentes, eram, na verdade, seus aprendizes.
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