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Familiares denunciam no MP negligência médica de hospital

Pai de radialista não teve atendimento adequado e acabou falecendo nesta segunda-feira


Por Redação

Hospital atende pelo Hapvida Saúde

CadaMinuto

O radialista Elias Ferreira esteve na manhã desta terça-feira (08), na sede do Ministério Público Estadual para denunciar a negligência do Hospital Maceió, que atende os usuários do Plano Hapvida, e que acabou acarretando no falecimento de seu pai, José Ferreira.

Os promotores de justiça Max Martins e Denise Guimarães de Oliveira, do Direito do Consumidor, receberam Elias Ferreira, que denunciou o mau atendimento a seu familiar.

Segundo Elias, seu pai que tinha 90 anos, tentou dar entrada ontem às 11 horas da noite no hospital. Ao chegar à unidade, a entrada do paciente teria sido negada. A médica chegou a dar alta, mas a família se recusou a tirar seu José do hospital. Depois de muita confusão ele foi levado a Sala de Observação e a médica confidenciou para a família que ele estava com quadro de pneumonia, mas não podia dar o medicamento, pois o plano em Fortaleza não havia liberado.

Na audiência na sede do MP, os promotores informaram que irão solicitar o prontuário de José Ferreira, que deverá ser entregue pelo hospital em um prazo de 48 horas. Além disso, o representante do órgão explicou que vai solicitar uma cópia das câmeras de segurança do hospital dos últimos dois dias.

Uma cópia da representação ingressada no órgão pelo radialista será encaminhada à Diretora Chefe da Agência Nacional de Saúde do Nordeste, Cíntia Curado, que deverá acompanhar o caso.

As duas médicas, identificadas como Jaqueline e Franciele, serão intimadas pelo MP para prestarem esclarecimentos sobre as denúncias feitas ao órgão pelo pai da vítima.

Elias Ferreira, durante o depoimento, disse ainda que a causa da morte ainda não foi divulgada pelo hospital. Segundo ele, na tentativa de reanimar o pai, os médicos acabaram quebrando uma das costelas que atingiu e perfurou o pulmão, outra versão é que o paciente poderia ter sido derru bado da maca.

A família teve dificuldades em liberar o corpo de José Ferreira, por conta da não liberação do atestado de óbito.

Defesa

A reportagem do CadaMinuto foi procurada pelo advogado Paulo Nicolas, que representa a médica Franciele Santos, citada por parentes de José Ferreira Miquelino. Segundo Nicolas, a médica informou que atendeu o paciente apenas uma vez (ontem) e que esse foi o primeiro plantão dela no hospital. “Ela atende em vários hospitais em Maceió, mas nessa unidade foi a primeira e a última, já que ela está se desligando pela falta de estrutura do local”, afirmou.

O advogado afirmou ainda que a médica está solidária à família do paciente para prestar qualquer esclarecimentos sobre o caso. “A médica também está indignada com a falta de estrutura do hospital. Ela pedia as coisas, determinava, mas o hospital não fornecia. Não havia condições de trabalho e por isso ela está se afastando”, finalizou Paulo Nicolas.
 


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