por Roberto Vilanova
No feriado do 7 de setembro eu e o jornalista Eduardo Cardeal conversamos com o deputado estadual Marcos Barbosa (PP) – que se mostrava indignado com a denúncia contra ele.
De fato, a denúncia contém erros primários que levam a acreditar em armação em ano eleitoral; dois dias antes da denúncia, o deputado tinha-se recusado a apoiar uma candidatura majoritária.
A denúncia é de que o deputado estava adquirindo donativos do Corpo de Bombeiros, destinados às vítimas das enchentes, para usá-los como moeda eleitoral.
É denúncia séria, sem dúvida, e o caso é grave de for verdadeiro. Mas, os erros primários na denúncia deixam duvidas atrozes. Vejamos:
1) A denúncia é anônima, mas foi endereçada a uma autoridade previamente escolhida, e depois repassada a um órgão de imprensa – e não à imprensa em geral.
2) De ordinário, as denúncias são encaminhadas às instituições e não a um integrante previamente escolhido. Por exemplo: quem denuncia alguma coisa à Polícia Federal o faz à instituição e não diretamente a um delegado.
3) Denuncia com endereço certo da autoridade pode ser armação.
4) Sendo anônima, a praxe é não dar publicidade à denúncia antes da apuração. Mas, deram.
O mais grave é que a denúncia anônima envolve o Corpo de Bombeiros, uma instituição que presta relevantes serviços à comunidade e merece todo o respeito. Na denúncia anônima cita-se a instituição, mas não se identifica o integrante que estaria cometendo a irregularidade.
Trata-se, sem dúvida, de um caso para a Polícia Federal apurar; o deputado Marcos Barbosa tem o suspeito de ter tramado o golpe e a suspeita de ter redigido o que ele acredita ser ignomínia.
Mas, aí eu aproveitei a conversa e perguntei ao deputado:
Se não foi o senhor que mandou matar o líder comunitário Baré-Cola, então quem foi?
- Não sei. Só sei que eu não matei nem mandar matar ninguém e, graças a Deus, estou provando minha inocência na Justiça. Graça a Deus o caso está nas mãos de um homem de bem, que já ouviu os próprios parentes do Baré-Cola dizerem que eu não tenho nada com esse crime.
- Então, quem foi? Insisti.
- Eu não sou policial, não sou delegado nem posso me defender acusando ninguém. Se a polícia investigar direitinho vai saber quem mandou matar.
Pois é; fica aí a questão em aberto. Quanto à denúncia sobre aquisição de donativos às vítimas das enchentes, o deputado Marcos Barbosa pediu para a Polícia Federal apurar. E sugere ao comando do Corpo de Bombeiros fazer o mesmo, porque o nome da instituição foi “irresponsavelmente usado”.
O que os amigos internautas acham?
Não, ele se suicidou!!!!!!!!!
Deu este espaço ao Dep.Marcos Barbosa para se explicar só porque é da coligação do seu candidato Teo.Por que nunca agiu desta forma com o ex-gov. Ronaldo? Usa seu blog para atacá-lo e antecipar inverdades como fez na pesquisa Ibope.Ronaldo vai ganhar.Aí quero ver qual será sua nova "conduta" c/êle.
Inadmissível é o primeiro comentador desta matéria ofender ao jornalista Roberto Vilanova, um profissional honrado. O fato de não gostar de Teo, de Lessa ou de Collor não dá autoridade moral a ninguém para faltar ao respeito com seus interlocutores.
ONTEM DIA 07/09 ESTIVE NO COMISSÍO DO TÉO, NA PRAÇA Pe. CÍCERO, FIQUEI ENVERGONHADO PELA COMUNIDADE DA PONTA GROSSA QUANDO O MARCOS BARBOSA PEGOU O MICRO-FONE PARA FALAR. GENTE! ELE DISSE QUE JÁ FOI REPÓRTER, MAS QUANDO COMEÇOU A FALAR, FOI ERROS DEMAIS, FOI MUITA GENTE BALANÇANDO A CABEÇA.KKKK
Daqui a pouco esse senhor vai dizer q é santo, e vai ter comedores de capim q acreditam, quem sabe essa armação não é fruto dele mesmo pra ficar na mídia, quanto a instituição CB, é séria, agora os comandantes e os soldados não são tão sérios assim, se não não tinham roubados os donativos.
Parabéns pela excelente matéria, Sr Roberto Vilanova!
Temos que saber ouvir os dois lados mesmo.
Lendo essa entrevista, fiquei pensando... Realmente é muito estranho uma denúncia anônima ser divulgada assim tão rápido... E porquê apenas um site e um jornal teve acesso e divulgou?
Acho que o nome do candidato a amjoritária a quem ele negou apoio devia vir a tona também. Principalmente pela suspeita da ação ter sido direcionada e ter surgido após a negativa do Deputado. Alagoas tem essa prática de factóides para desviar a atenção do eleitor. Que seja apurado e punido com rigor
Bob, seja imparcial cara...não se desvalorize como profissional. Parece que vc tem tara pelo Téo Gautama.
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.