Favor digitar pelo menos 3 caracteres
Postado em 05/09/2010 às 23:17 por Redação em EsporteOutros Esportes

Às vésperas de confronto, imprensa argentina destaca "angústia" de Magnano

  • email E-mail
  • mais Mais...

por Folha Online

Três dias após falar que o choque entre Brasil e Argentina, pelas oitavas de final do Mundial de basquete, era "uma situação impensável" em entrevista à imprensa brasileira, o técnico da seleção, Rubén Magnano, agora foi o alvo do jornal argentino "Olé", que lembrou ter sido ele o comandante do país na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e do vice-campeonato mundial em 2002.

"Da boca de Magnano só saem três palavras em português durante a meia hora em que os repórteres puderam estar presentes no treino do Brasil: basquete, você e terça-feira. 'Não falo mais nada até o dia do jogo', havia avisado o treinador nascido na província de Córdoba, na Argentina", escreveu neste domingo o "Olé".

* Eslovênia vence Austrália e vai às quartas do Mundial de basquete pela primeira vez
* Mundial de basquete vê Brasil à argentina

O diário de Buenos Aires destaca a angústia vivida pelo profissional por conta da partida. "Preferia outro cruzamento. O problema é que não se pode escolher. O esporte te leva a situações curiosas", declarou, ressaltando que o fato de não ser o primeiro encontro vai lhe ajudar dentro de quadra --há três semanas, os times disputaram um amistoso, na Espanha, vencido pelo adversário por 77 a 73.

* Leandrinho responde provocação de jornalista argentino com bom humor
* Técnico argentino lamenta encontro precoce com o Brasil no Mundial de basquete
* Contra a Argentina, seleção de basquete se depara com tabu

"Nesse dia, eu disse que escutar o hino [argentino] havia sido algo chocante". 'E agora que será um jogo oficial?', questionou o jornal. "Vai ser menos complicado, porque já tenho a experiência de Logroño. Eu sou argentino. Cantei o hino tantas vezes quando estava à frente da seleção... São sensações que acontecem unicamente no esporte".

Ele admitiu que a situação dividirá o coração dos entes queridos. "Minha família, obviamente, quer que eu vá bem. Mas, dentro deles, minha esposa e meus filhos devem estar vivendo uma dualidade lógica. Com meus amigos, ocorre o mesmo. Alguns me desejam sorte e outros esperam uma derrota. O bom é que seguem gostando de mim".

"A Argentina veio com aspirações de ficar entre os quatro melhores. Vamos ver se podemos evitar isso... Estamos aptos para sonhar alto", acrescentou Magnano, que ainda precisou responder sobre como tentar parar o grande momento do ala/pivô Scola.

"Se eu disser agora, estarei morto. Mas creio que a Argentina pode encontrar respostas com outros jogadores. Leo Gutiérrez, por exemplo, converteu-se em um atleta importante. Luis consegue ir bem no 'um contra um'. Devemos anular essa parceria com Prigioni, que é perigosa. Espero que a de Marcelo Huertas com Tiago Splitter se saia melhor", concluiu o treinador. O duelo está marcado para as 15 horas da próxima terça.

Seja o primeiro a comentar!

  • cadamin icon google
  • O que estão dizendo @cadamin