por Roberto Vilanova
O censo 2010 do IBGE vai revelar uma população ilegítima de brancos em Alagoas. É isso mesmo; uma das curiosidades anotadas pelos 3 mil recenseadores que já visitaram 1 terço de 1,1 milhão de domicílios é que a maioria dos entrevistados se declara de cor branca.
- Qual a cor da sua pele?
- Branca – responde o entrevistado.
E, como o recenseador é obrigado a registrar o que lhe respondem, está aí a estatística irreal do censo 2010, com Alagoas com uma população branca que não existe.
Na condição de negro, eu fico a matutar: a Hebe Camargo, que é morena e virou “galega” tem razão; numa entrevista nas páginas amarelas da Veja, Hebe disse certa vez que o próprio negro é que se discrimina.
E citou casos de negros famosos, cuja primeira preocupação é casar com mulher branca. E, de fato, os exemplos são muitos.
Na edição deste domingo de O Jornal eu abri a coluna que escrevo, “Contexto”, abordando o tema com o título: Negro, eu?
Pois é; estamos diante de dois casos sérios:
1) O censo 2010, no que se refere a definição da cor da população, não vai refletir a realidade.
2) O mais grave, é que a discriminação é do próprio negro.
Gente! Por favor: a epiderme é apenas um detalhe do corpo.
Isso será revertido somente com Educação, com "E" maiusculo, incluindo o que a lei 10.639 determina.
Impressionante a irresponsabilidade de um jornalista ao escrever um texto sem ao menos ler sobre história e ciencias sociais, para compreender como se dá o processo de autonegação de um povo, que teve sua auto-estima esmagada por séculos de escravidão, e uma "liberdade" que os jogou na marginalidad
agora discriminção por se afeiçoar por mulheres de outras pigmentações de pele não existe foi um comentário infeliz, se eles se unem é pq não existe discrimação, a discriminação está em quem recrimina a união dos dois com comentários racistas
o alagoano com a população com maior índice de analfabetismo não sabe distinguir conceitos de raças falam apenas o que ele axa que é, não sabe o que uma miscigenação apenas as cores básicas preto ou branco e por serem um pouco claro se titula brancos mais escuros negros
ISSO É AUTO-DESCRIMINAÇÃO.
MAIS UM DETALHE: QUAL O PROBLEMA DE NEGROS SE UNIREM A MULHERES BRANCAS? É ESSA MISTURA QUE DERRUBA PRECONCEITOS! SOU BRANCO E ADORO MULHERES MORENAS E NEGRAS. SABE O QUE SOMOS? BRASILEIROS!
NÓS BRASILEIROS SOMOS UMA MARAVILHOSA MISTURA DE NEGRO, BRANCO E ÍNDIO. O QUE ACONTECE É QUE MUITAS PESSOAS SÃO IGNORANTES E NÃO SABEM QUE O CONCEITO DE RAÇA, COMO EXPLICAÇÃO PARA SUPOSTA INFERIORIDADE, CAIU COMPLETAMENTE DEPOIS QUE A BIOGENÉTICA PROVOU QUE TEMOS UM ANCESTRAL COMUM E AFRICANO.
Meu caro Bob, quero através do seu blog levantar um assunto que acho interessante para o momento. Já notou como anda rápido a reforma da GAZETA depois que o collor assumiu o cargo de senador.
Eita BOB COLLOR, tu sabes mesmo de tudo ,né?.Realmente,sou recenseador em Arapiraca, e neste ítem apenas ouvimos e assinalamos conforme a resposta do entrevistado.Fazer o que ,né Bob Collor?.
Gostaria muito de ler um comentário de uma blogueira negra que escreve neste site, mas que não aceita comentários, como se fosse superior a nós internautas. Ou ele tem discriminação contra simples internautas?
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.