A semana terminou ainda sob os efeitos do episódio da carteirada, que resultou na prisão da gerente do Centerplex, Andréia.Marques, justamente no Dia da Mulher.Um fato que teve repercussão nacional, assim como muitas coisas que acontecem em Alagoas e que mostram o quanto ainda somos uma província.
Mas a propósito do episódio, ficou evidenciado que a gerente teve coragem para barra o policial que terminou por gerar sua prisão.
No meu ponto de vista, é de uma gerente dessas que o futebol alagoano precisa, uma pessoa destemida, que cumpre com suas obrigações ao pé da letra. Gostaria de vê-la comandando os guichês do Estádio Rei Pelé, principalmente em dias de clássicos, quando a carteirada é tão comum como vender churrasquinhos nas noites de Maceió.
O percentual de pessoas que entram sem pagar nos campos de futebol de Alagoas é absurdo, chegando em alguns casos até a 30, porque aqui qualquer pessoa que se ache “autoridade” não gosta de pagar aos espetáculos proporcionados pelo mundo da bola. E não só os que se dizem autoridades, mas também os seus familiares e amigos. Já vi ocasiões de uma dessas autoridades colocarem para dentro do estádio mais de cinco pessoas, na base da carteirada. Um absurdo.
E como ninguém tomou qualquer providências – elas ficam apenas no papel –, porque não contratar a Andréia Marques para comandar essa missão? Claro que ela correria o risco de novamente voltar a ser presa, mas por certo inibiria a ação daqueles que, como autoridades, promovem um desserviço ao nosso futebol.
DOIS TOQUES
1 – A derrota do ASA para o União, lanterna até então do campeonato, serviu para mostrar que as zebras continuam existindo, aqui e em qualquer lugar onde se pratique futebol. Mas nada que abale o Alvinegro para o compromisso dessa quarta-feira, no Nelson Feijó, contra o Vasco da Gama, pela Copa do Brasil. Um jogo no qual aponto o campeão alagoano como favorito, já que o time da Cruz de Malta é uma equipe normal como qualquer outra, sem grandes nomes, a não ser o meia Carlos Alberto. Se jogar o que sabe, o ASA sai de campo de bem com a vida. Aliás, o Alvinegro precisa quebrar um tabu, que é o de não conseguir chegar à terceira fase da Copa do Brasil.
2 – O artilheiro Wellington confidenciou que chegou a ser sondado pelo Santa Cruz, de Recife, dentre outras equipes que já demonstraram interesse no seu futebol. O jovem atleta do CRB confidenciou também que não tem nenhuma vontade de atuar pelo Tricolor pernambucano, que anda numa fase de fazer dó. Na verdade, em que pese o Santa Cruz ser um time de tradição no futebol brasileiro e remunere muito bem seus atletas, essa opção não seria interessante, já que no momento a Cobra Coral é “um time fora de série”.
Grande Machado...sabe como isso se resolve? Terceirizem uma empresa e contratem com ela repasssar 50% do prejuízo evitado, ou seja, dos 30% da carteirada, se ela baixar para 10%, valor da metade de 20% evitados, (10%)vai pra ela. É assim que funciona tudo no transito.Todos comem felizes.
Editado pelo Jornalista Esportivo José Machado.