O secretário Rogério Teófilo recebeu esta semana a visita dos alunos da Escola Estadual Profª Isaura Antônia de Lisboa que, junto a sua orientadora, Nadja Maria Alves de Souza, professora de Química, desenvolveram um projeto de pesquisa intitulado Projeto Beleza e Sabor: Flores Comestíveis. O projeto foi um dos escolhidos para ser apresentado na 8ª Feira Brasileira de Ciência e Engenharia, entre os dias 9 e 13 de março deste ano, na Universidade de São Paulo (USP).

O incentivo aos alunos Jamisson dos Santos Melo, Camila Tâmara Silva Bomfim e Jessika Viturino Cavalcante partiu do secretário da Educação. “Os jovens são realmente esforçados e talentosos e não devemos desperdiçar o potencial desses jovens cientistas que, a partir de suas realidades de vida, de suas geografias, pesquisam o potencial químico das plantas da região de Arapiraca, Lagoa da Canoa e municípios vizinhos”, destacou o secretário.

De acordo com o secretário, o Estado arcará com custos de passagens, inscrição e ajuda de custo para que a equipe possa representar Alagoas de forma digna. “Esta é uma oportunidade para que se saiba que nós, alagoanos, temos condições de participar desta grande teia de saberes da atualidade que ajuda ao progresso da ciência e tecnologia do Brasil e do mundo”.

Segundo Jamisson Santos, 18, desde muito cedo ele despertou para olhar o mundo de uma forma curiosa. Para ele, as coisas não aconteciam por acaso, mas havia motivos, causas e efeitos. “Tenho certeza de que nossa agricultura de subsistência e medicinal tem um enorme poder curativo. Além das flores, que são o foco do estudo que levaremos à USP, temos chás, folhas e arbustos que, se cultivados sem a utilização de qualquer agrotóxico, podem curar doenças como câncer”, afirmou.

Jamisson ainda alertou sobre os cuidados que se deve ter ao manipular plantas. “Algumas podem ser venenosas. No entanto, é muito interessante como pessoas pouco eruditas conseguem uma troca perfeita com a natureza, uma relação em que é necessário sensibilidade para conhecer e respeitar”, disse.

Para a professora Nadja Maria Alves, o motor de todo seu esforço é ter a certeza de que o conhecimento está sendo perpetuado e que muitos alunos se interessam por assuntos que fazem parte do seu dia-a-dia. Algumas vezes, quando se dão conta, estão discutindo sobre leis da química ou da física. “Inclusive o índice de alunos aprovados em química no município da Lagoa da Canoa cresceu muito”, disse a professora, que obteve o título de Mulher do Ano concedido pela Câmara Municipal de Arapiraca.

Já a aluna Camila Tâmara considera ser importante todos incentivarem o cultivo de flores comestíveis. “Meu objetivo é fazer graduação em Ciências Biológicas e provar o poder das flores”, afirmou.

Jéssica Vitorino também quer estudar biologia. “Acho necessário resgatar um pouco da época em que comíamos sem pressa, menos fast-food e tínhamos mais tempo para estar à mesa com nossa família”, declarou a estudante. “Vou estudar e ser pesquisadora”, acrescentou Jéssica.