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Prostituição dispara em Maceió: Veja fotos inéditas e um mapa da venda de sexo em Alagoas

Traficantes dominam maioria dos pontos de pontos de prostituição


Por Redação

Pajuçara

O número de denúncias sobre exploração da prostituição infantil em Maceió encaminhadas pela população ao Disque-Denúncia aumentou em mais de 20% em 2009 em comparação com 2008. O disque 100, criado inicialmente para receber denúncias de exploração sexual contra crianças e adolescentes, acaba recebendo também denúncias de outros tipos de violência e até de crianças desaparecidas.

Em Maceió as investigações comprovam que a prostituição envolvendo menores e adolescentes está ligada ao prazer do risco e ao ganho fácil de dinheiro. Durante a noite da última sexta-feira (4) a reportagem do CadaMinuto acompanhou um trabalho de investigação feita por órgãos de fiscalização que mapearam vários bairros da Capital onde existem denuncias de prostituição. As investigações começaram pela Ceasa, entre os municípios de Maceió e Rio Largo.

Lá, caminhoneiros passam a noite e de madrugada, aguardando para descarregarem suas mercadorias, são acompanhados de garotas, muitas menores. Algumas chegam a levar os próprios filhos e enquanto fazem os programas dentro das cabines dos caminhões, as crianças ficam nos braços de outras jovens.

No bairro da Serraria, em Maceió, o novo ‘point’ é o trecho entre a entrada do Conjunto José Tenório e a antiga Eturb. O local, segundo as jovens, com idades entre 14 aos 22 anos, é propicio, pois é uma via de pouca fiscalização e onde são encontrados diversos motéis, onde alguns funcionários são complacentes principalmente com as menores que levam os clientes para os estabelecimentos em troca de ganharem R$ 10 de cada R$ 50 reais gasto nos motéis.

Algumas garotas admitem que numa única noite chegam a ganhar R$ 800 reais, mas para isso, tem de convencer o cliente a ir para uma área escura e perigosa entre o Conjunto José Tenório e o prédio da Justiça Federal, onde a pratica do sexo acontece dentro do carro do próprio cliente que chega a pagar até R$ 50 reais dependendo do serviço solicitado.

Não muito longe dali, na avenida principal do Conjunto Betaville, garotas de classe média, em sua maioria estudantes universitárias residentes em condomínios localizados nas proximidades, também encontraram no sexo a forma fácil de conseguir dinheiro. Poucos moradores do conjunto, de classe média alta, despertaram a atenção para os passeios de garotas, algumas de bicicletas, pela avenida principal, sempre em direção a áreas desertas. O local já é conhecido como ‘Área Vip’ onde as jovens fazem sexo ao ar livre e até em cima de motos, capus de carros e até em carrocerias de caminhonetas.

No bairro do Feitosa, periferia de Maceió, a situação é ainda mais complexa. Em uma das ruas que dá acesso ao Terminal Rodoviário e a Grota do Pau D’Arco, considerada pela polícia, como local de extrema violência, jovens se prostituem em plena calçada, sob o olhar das pessoas que passam pelo local.

Em meio a vários motéis e bares, a prática de sexo é uma constante, segundo relato de alguns moradores. A maioria são adolescentes que saem de casa dizendo que vão para as escolas, mas que encontraram na prostituição a forma fácil de ganhar dinheiro.

Já nas ruas Melo Moraes e Fernandes de Barros, no Centro de Maceió, as sexta-feira são de ‘prazer’ para muitas jovens que oferecem seus corpos ao preço que varia de R$ 20 a R$ 80 reais.

O que chama a atenção é que algumas das garotas são funcionárias de lojas do Centro e que tiram em um único dia oferecendo seus corpos, 40% a mais do que todo o salário que passam 30 dias para receberem.

Nos bairros de Jaraguá e da Pajuçara a situação é idêntica. São garotas que passam as noites de sexta-feira a procura de sexo. Algumas chegam a parar os motoristas e ficar revoltadas quando são desprezadas pelos homens. Nas proximidades do Cais do porto e principalmente nas ruas paralelas da Avenida Jangadeiros Alagoano e em hotéis da orla a movimentação das jovens a procura de sexo é uma constante.

Em um bar \'inferninho\' existente entre um galpão de armazenar açúcar, quase na entrada do cais, um dos locais que dá acesso a favela de Jaraguá, a prostituição acontece todos os horários.

No local, que também é um ponto de comercialização de drogas, mulheres passam o dia à espera de traficantes que as orientam quando e em quem darão os golpes ou venderão as drogas.

A maioria das vítimas são justamente turistas que chegam em navios que atravam no porto. Temendo aparecerem, os traficantes usam as mulheres como olheiras de adolescentes \'contratadas\' para fazem \'ponto\' na orla da Pajuçara.

O bar fica localziado no inicio de uma das entradas para a favela, local de difícil acesso para quem não conhece a área que dá acesso fácil, entre os barracos, a dentro do cais e a praia, onde traficantes usam pequenos barcos para transportarem mercadorias roubadas, drogas e mulheres vindas de outras cidades para trabalharem para as quadrilhas.

Porém o que mais chamou a atenção foi o flagrante encontrado na Rua Soldado Eduardo Gomes, no Santo Eduardo. Era quase meia noite quando uma jovem de aproximadamente 20 anos, em trajes íntimos, se oferecia aos motoristas que passavam. A cena só não chamou mais a atenção devido a um detalhe. A garota faz parte de um grupo de adolescentes que quase todos os dias oferece seus corpos a quem procura sexo fácil.

Elas têm a colaboração de taxistas que as alertam sobre a aproximação de viaturas da polícia e ainda as deslocam para outros bairros da orla, sempre a procura do dinheiro fácil da prostituição.

Em todos esses locais, alguns considerados novos pela polícia, o consumo de crack é uma constante. As próprias garotas também aceitam seus pagamentos em drogas, caso o cliente não tenha dinheiro. A polícia suspeita que uma quadrilha de agenciadores e traficantes esteja recrutando estudantes nas portas de escolas e até jovens que trabalhem em lojas do comércio e de shoppings em Maceió com a finalidade de venderem seus corpus e principalmente drogas.

Até a última sexta-feira a Polícia Federal desconhecia o caso. Já as delegacias da Criança e do Adolescente e dos Crimes contra Crianças e Adolescentes, apesar das denuncias, não dispõe de efetivo e de levantamentos mais precisos sobre as denúncias
 

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