Postado em 20/11/2009 às 18:27 por Redação em Brasil/Mundo

Avós se relacionam intensamente com netos adotados

Por Redação

Avós de crianças adotadas se relacionam com estas na mesma intensidade que o fazem com os netos biológicos. A conclusão é resultado de uma pesquisa feita pela Universidade de Haifa, Israel. Essa é a primeira vez que uma pesquisa avalia as relações com filhos adotivos a partir do ponto de vista dos avós.

Mais de 50 avós, com idade entre 59 e 90 anos e de ambos os sexos, participaram dos estudos conduzidos por Nira Degani. A pesquisa identificou cinco estágios de desenvolvimento das relações emocionais entre avós e seus netos adotados.

No primeiro estágio os avós veem os netos adotados como um alívio para o fato de seus filhos não poderem ter uma criança de formas naturais. Em um segundo estágio, apesar da falta de uma conexão afetiva muito forte, os avós tendem a racionalizar o fato, se convencendo que a criança adotada foi salva de um destino onde poderia não ter o carinho e os cuidados necessários.

Em um terceiro estágio se iniciam alguns laços, ainda superficiais, que vão se tornar intensos no quarto estágio, onde esses avós veem os netos adotados como parte integral de uma família ampla e multifacetada.

No estágio final do desenvolvimento desses laços afetivos, que começa quanto os netos atingem os 18 anos, os avós estabelecem uma relação afetiva intensa, procurando saber informações sobre suas famílias biológicas originais e procurando saber se isso pode, de alguma forma, influenciar a escolha dos netos em deixar a família adotiva. De acordo com Degani, esse estágio demonstra como os avós ficam extremamente preocupados com o desligamento emocional das crianças, pois sentem que os netos adotados são membros inseparáveis da família.

Degani explica que os resultados da pesquisa podem ajudar os casais que não podem ter filhos de forma natural ou que optaram por adotar uma criança. “Alguns casais, que não conseguiram gerar filhos de forma natural, podem ainda ficar bastante preocupados em como seus pais reagirão à ideia de adoção”, diz.

“Sabendo que a família irá apoiá-los e aceitar completamente a criança adotada, esses casais muitas vezes podem desistir de vez de tratamentos para fertilização custosos e emocionalmente intensos – que podem não trazer os benefícios esperados – e optar de vez pela adoção, sabendo que no final, a família será única e indivisível, do ponto de vista emocional”, finaliza.

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