Segundo testemunhas, o subprocurador bateu no carro que estava na
frente e fugiu. A vítima, Silvana Negrão, foi atrás e só
conseguiu falar com José Arantes quando ele chegou na porta de
sua casa.
Desci do meu veículo e bati no vidro dele. E falei. Escuta desce daí e vamos conversar né", disse Silvana.
Polícia foi chamada
Segundo ela, a tentativa de conversa não deu certo e acabou em briga. A polícia foi chamada. Pediu que José Luciano Arantes fizesse o teste do bafômetro. Ele se recusou e a ordem de prisão foi dada. E gravada pelos policiais.
"Então, a gente vai levar o senhor preso. Mete o grampo
nele!", diz um policial na gravação. "Você está preso.
Eu sou um cabo da polícia militar", afirmou. E ouviu a
resposta do subprocurador: "Você é um cabo de....".
O policial militar ainda questionou: "Eu sou o quê?".
Algemado, dentro do Camburão, José Luciano xinga
os policiais. "Eu sou advogado seus... Vou botar vocês pra
rua!". Dentro da delegacia, ainda faz ameaças. "Você
passou perto da minha casa, você é um cara morto!".
Delitos
O delegado diz que o subprocurador vai responder por seis delitos (ameaça, desacato, lesão corporal, desobediência, injúria e resistência). Ele pode pegar até dois anos de prisão.
"O exame clínico, ele não afere a quantidade de alcolemia no sangue, mas os sintomas, eles estavam presentes. Foi atestada embriaguez por meio de exame clínico", disse o delegado-adjunto Daniel Malvazzo.
O subprocurador assinou um termo se compromentendo a comparecer à Justiça quando for chamado e foi liberado sem precisar pagar fiança. A produção do Jornal Nacional tentou entrar em contato com o subprocurador, mas ele não foi encontrado.