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Máfia da Pedofilia em Arapiraca: Delegadas ouvem supostas vítimas dos padres

Diretora de Escola também prestou depoimento na delegacia; depoimentos retornaram na manhã de hoje


Por Redação

Wadson Correia

As delegadas da Polícia Civil de Alagoas, Bárbara Arraes e Maria Angelita Melo, que investigam o suposto caso de pedofilia envolvendo padres da igreja católica e ex-coroinhas em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas ouviram ontem a tarde (24), as supostas vítimas que denunciaram as práticas criminosa que teria acontecido em casas paroquiais pertencentes à própria igreja.

Diretores da escola Francisco de Assis, onde os ex-coroinhas estudavam cuja mensalidades eram pagas pelos monsenhores Luiz Marques e Raimundo Gomes, acusado de integrarem a chamada Máfia da Pedofilia, também foram ouvidos pelas delegadas.

As oitivas aconteceram na Central de Polícia, na Avenida Miguel Correia de Amorim, no bairro do Baixão, em Arapiraca.As tarefas foram divididas. A delegada Bárbara Arraes, ouviu Flávio Ferreira, ex-coroinha que filmou o monsenhor Luiz Marques mantendo relações sexuais com outro ex-coroinhas. “Estou tranquilo e vou contar como tudo ocorreu, não vou esconder nada. Quero justiça imediatamente”, declarou Flávio antes de ser ouvido.

Já a delegada Maria Angelita ouviu professores e a diretora identificada apenas pelo nome de Estela, responsável pela escola particular Francisco de Assis, onde os ex-coroinhas estudavam. Ela não quis falar nada sobre o assunto. A delegada quis saber como eram feitos os pagamentos e os acordos firmados pelos monsenhores Luiz Marques e Raimundo Gomes.

O Padre Anderson de Alencar Menezes, que assumiu a igreja Nossa Senhora do Carmo, antes dirigida pelo monsenhor Raimundo Gomes, afastado após o escândalo, sofreu um acidente automobilístico na última segunda-feira (22), em um trecho da AL-220, nas proximidades do Povoado Chã da Imbira, na cidade de Campo Alegre.

Ele vem sendo investigação para a polícia, por conta do Corsa de placa NMB 2009, pertencente a ele, ter sido visto dirigido pelo monsenhor Raimundo Gomes.

O pai de Flávio, Neusvaldo Lima Barbosa também prestou depoimento a delegada. “Vou ajudar meu filho. Ele está sofrendo muito é precisa de ajuda. Estou preocupado com ele”, disse Neusvaldo.

Ainda de acordo com ele, a filha caçula, a menor R.V.B. já teria sido coroinha do monsenhor Luiz Marques Barbosa, na igreja de São José, no bairro Alto do Cruzeiro. “Flávio foi o primeiro a ser coroinha. Começou quando tinha oito anos de idade, depois foi minha filha que também ajudava o Luiz Marques com os trabalhos na igreja. Como minha filha era a única mulher da turma, o monsenhor, proibia a menina de ficar junto do irmão e de outros coroinhas na casa paroquial”, revelou.

As duas delegadas não quiseram falar como se procederam as oitivas, mas afirmaram que as investigações continuam e que qualquer declaração sobre o assunto prejudicaria todo inquérito. Os depoimentos começaram ontem por volta das 15h30 e terminaram às 20h45. As delegadas também receberam gravações em áudio importantes para ajudar no esclarecimento do caso.

Em entrevista à Rádio CBN Maceió, a delegada Bárbara Arraes confirmou que solicitou prorrogação do inquérito a Justiça. “Muita gente tem ajudado nos enviando fatos novos e precisamos nesse momento que mais pessoas ajudem. Quem souber de algo referente aos crimes pode procurar qualquer delegacia em Alagoas. Não existe necessidade de se identificar”, disse a delegada.

Já o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia revelou essa semana que aguarda a conclusão do inquérito policial para que sejam tomadas providencias que podem levar a participação da Polícia Federal no caso. “Quero esclarecer uma coisa aos descrentes com o papel da CPI nesse caso, principalmente envolvendo padres de Alagoas. Somente com minha morte que o caso será abafado”, disse o senador.

Continuam os depoimentos

Os depoimentos retornaram na manhã desta quinta-feira (25), quando as delegadas Bárbara Arraes e Maria Angelita ouviram um menor de 11 anos, supostamente mais uma vítima do padre Edílson Duarte. Segundo o garoto, o padre queria beijá-lo na boca e pegar em seu órgão sexual durante uma confissão. Os pais do garoto não quiseram falar sobre o assunto. O CadaMinuto permanece acompanhando o caso. As delegadas voltaram a afirmar que as investigações seguem em segredo de Justiça e que não podem comentar o caso.

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