05/03/2010 14:16
Moradores fecham acesso de ruas e calçadas com resto de construção
Muito entulho, lixo doméstico e materiais diversos como sofás, cômodas, capacetes, colchões e até caixa de som são vistos, todos os dias, espalhados em áreas residenciais de Arapiraca, impróprias para o descarte.
Para combater o descarte irregular a prefeitura realizou, recentemente, um mutirão da equipe da secretaria de limpeza e iluminação (Selip), mas foi só um paliativo. Ao encontrar os terrenos baldios livres do lixão o “povo” (alguns, claro) resolveu mandar lixo de novo; e tome lixo. Basta um lugarzinho numa esquina, um terreno, um paredão e pronto. Uma boa parte da população tem o hábito de achar que lugar de lixo é em todo lugar, menos na porta da própria casa.
Mas ainda existem outros que fazem construção e reforma em casa e deixam os entulhos ali mesmo na porta da residência e depois ainda reclamam que a prefeitura não mandou ninguém pra pegar. Muitas vezes são carroceiros ou caminhões que estão descarregando o lixo em terrenos que margeiam rodovias, sem se importar com o flagrante, pois isso ocorre em plena luz do dia.
Na Avenida Governador Luiz Cavalcante, no Alto do Cruzeiro, por exemplo, há entulho em quase toda a extensão próxima a Universidade Estadual de Alagoas. Tem tanta metralha que em alguns pontos só dá pra passar um automóvel de cada vez. Ao lado do Campo Santo São Francisco de Assis (cemitério Parque das Flores) o caso é ainda mais grave e as pessoas colocam restos de animais abatidos ou mortos em acidentes.
A cidade vive o seu maior momento no campo imobiliário com inúmeros prédios sendo erguidos, residências e casas comerciais sendo construídas ou reformadas, obras e obras, pra todo o lado, mas o cidadão tem o direito de andar a pé ou de carro sem ser atrapalhado pelos entulhos da construção civil, pelo lixo que se acumula dia após dia ou por obras inacabadas.
Isso é ridículo e mostra que muitas pessoas são mal educadas e contribuem para a sujeira urbana de nossa terra. É a treva.
sugestão de pauta: paulomarcello106@yahoo.com.br ou em www.twitter.com/570paulomarcelo
02/03/2010 14:22
Figura pitoresca de Alagoas diz que é homem pra enfrentar o governador
Não faltam curiosidades nas eleições do país, notadamente, na época dos pleitos municipais. Na eleição pra vereador eles (os candidatos pitorescos) aparecem e fazem um show à parte. Não se sabe de onde e por que eles aparecem, mas é um festival de gargalhada quando paramos pra ver ou ouvir o horário da propaganda eleitoral gratuito.
Essas figuras revelam, com certeza, um lado pitoresco da atividade política, ao mesmo tempo em que levam a refletir sobre o que faz esse tipo de coisas acontecerem. Algumas talvez sirvam para exemplificar certos aspectos característicos do povo brasileiro, como o bom humor e a irreverência. Outros servem como amostra de problemas que a democracia ainda não resolveu em nossa cultura política.
Eis que surge, mais uma vez, em Alagoas, a figura mais pitoresca de todos os tempos: o Zé Muniz. Toda vez que começa a campanha no rádio e na TV o público fica esperando pra ver o tal Muniz com seus disfarces, mímicas, fantasias e mensagens contra tudo e contra todos. Muniz acaba de anunciar que se não houver oposição em Alagoas ao governo atual ele (mesmo) será o candidato para tentar evitar o segundo mandato do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB).
Só mesmo a figura hilária do Zé Muniz para tirar o clima tenso que antecede as convenções e dar um pouco de graça neste processo que, até agora, oficialmente, só apresenta uma candidatura - previamente anunciada - que é a do governador Téo Vilela. O mais é só conversa fiada e afiada, mas que pode ter um desfecho até a próxima sexta-feira quando o grupo de oposição promete revelar quem é quem na corrida eleitoral deste ano.
Os elementos pitorescos da campanha eleitoral estão em toda parte para nos oferecer verdadeiras performances na propaganda livre pela televisão ou talvez seja mesmo só pra garantir alguns minutos de fama.
E você votaria no Zé Muniz pra governador de Alagoas?
Mande sugestão de pauta para: paulomarcello106@yahoo.com.br
Siga-me também em: www.twitter.com/570paulomarcelo
01/03/2010 14:10
Atleta não consegue disputar três partidas seguidas sem receber cartão vermelho
Parte da torcida do ASA anda desconfiada da postura do time arapiraquense depois das últimas três partidas (dois empates e uma derrota) sendo duas pelo certame estadual e uma pela Copa do Brasil, no empate sem gols contra o Nacional de Manaus. O que estaria acontecendo com o ASA que está deixando uma grande dúvida no ar quanto ao posicionamento da equipe e/ou quanto ao time que entra em campo comandado pelo experiente Vica?
Os especialistas em futebol estão divididos e a magia, que é o futebol, agrada e desagrada ao mesmo tempo. Só não concordo quando a mesma torcida que coloca o professor Vica nos braços é a mesma que apedreja quando o time comete alguns erros. Dois pesos e duas medidas.
O ASA teve uma apresentação abaixo da média e, por conta disso, o alvinegro foi derrotado ontem à tarde pelo Murici, no Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, palco do time de Arapiraca este ano por conta das reformas no estádio Fumeirão. O resultado foi um reflexo exato do que as duas equipes apresentaram. Enquanto o ASA ficou apagado depois na enésima expulsão do zagueiro Edson Veneno (esse daí, não tem jeito) o Murici aproveitou as poucas chances que teve e transformou-as em gols. Foram três cartões vermelhos em dez jogos. É a treva.
Se a torcida já pegava no pé da turma alvinegra com o 0x0 contra o fraquíssimo Nacional (AM) a derrota para o Murici foi a gota d’água numa tarde sem brilho e muito chuvosa. Inconformada com o fraco desempenho do ASA, a torcida soltou o verbo e entoou coros como “olé!” e o irritante “timinho!”.
Vale lembrar, que na sabedoria popular, "a voz do povo é a voz de Deus". Mas, neste caso, acho que o antídoto é outro por que esse Veneno já deu o que tinha que dar.
Siga nos em: www.twitter.com/570paulomarcelo
Mande sua sugestão de pauta para: paulomarcello106@yahoo.com.br
25/02/2010 13:50
Dados de pessoas desaparecidas são diferentes da realidade
Os dados sobre a violência em Alagoas são muito diferentes da realidade e uns dos motivos pode ser o medo que a população tem de ir à delegacia prestar queixa ou por não acreditar que alguma coisa será feita em seu proveito. Sem queixa a Secretaria de Defesa Social não tem condições de ter, por exemplo, os números oficiais de pessoas vítimas de roubo, assalto, estupro e até mesmo o número real de desaparecidos.
Pra tentar minimizar o sofrimento de famílias que perdem o contato com seus entes queridos, o Ministério da Justiça e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos estão finalizando a criação de um sistema que permitirá o registro de pessoas desaparecidas. A iniciativa do governo federal engloba o atendimento de uma lei de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), aprovada em dezembro de 2009, que determinou a criação de um cadastro nacional para crianças e adolescentes desaparecidos, e o início imediato das investigações logo após o registro.
Além de crianças e adolescentes, o sistema cadastrará pessoas adultas de qualquer faixa etária. As informações serão processadas e acessadas por meio da rede Infoseg, que desde 2003 reúne dados dos órgãos de Segurança Pública, Justiça e de fiscalização, como criminosos procurados e veículos furtados. Segundo o governo, o cadastro nacional de pessoas desaparecidas deve interligar dados das delegacias de Polícia Civil, das polícias rodoviárias, dos conselhos tutelares e de organizações não governamentais.
O sistema estará acessível para a população em lugares diferentes das delegacias de polícia já que, como consta na matéria, acredita-se que muitas pessoas têm medo de ir à delegacia de polícia. É que alguns desaparecidos podem estar envolvidos em algum tipo de crime.
Outro lado bom do sistema é que ele vai, além de registrar os desaparecimentos, operar um banco de dados mais complexo com a indicação de órgãos especializados, orientação aos parentes, literatura de psicologia e informação sobre o DNA das pessoas desaparecidas. Isso servirá para identificar as pessoas não reconhecidas no Instituto Médico Legal também.
Sugestão de pauta: paulomarcello106@yahoo.com.br
Siga mais em: www.twitter.com/570paulomarcelo
22/02/2010 22:13
Tem pai de família solicitando o RG junto com a certidão de nascimento
A peleja pra se conseguir um simples documento de identidade em Alagoas vira piada nos mais variados programas humorísticos da TV. E, mais uma vez, somos obrigados a rir com nossas particularidades como se fora um Conto da Carochinha, mesmo sabendo que, infelizmente, aqui tudo faz parte do nosso cotidiano. (e como diria um médico alagoano amigo meu: “cotidiano do dia-a-dia”).
Tem piada sobre político alagoano e sobre os crimes de mando sem solução. Tem humorista que pega gancho na situação de nossas delegacias e presídios ou aqueles que adoram criar uma piada nova a partir dos discursos analfabéticos de nossos representantes nas câmaras municipais e/ou assembleia.
As anedotas são criadas sobre o preço pra se emplacar um veículo ou da gasolina adulterada; fazem graça da falta do rabecão do IML, da rodoviária em construção há mais de 5 anos ou dos escândalos do DPVat. Isso sem citar os intermináveis elefantes brancos que estão em toda parte ou a nova piada sobre a demora pra tirar um RG que chega a mais de 100 dias em muitos casos.
Tem uma que é assim: “Em Alagoas um cara foi tirar a identidade pra fazer um concurso de um Banco. Demorou tanto que quando o documento saiu o banco já havia falido”. (rsrsrsrs..... ria, por favor).
O Instituto de Identificação de Alagoas deixou de emitir, durante 15 dias, quatro mil documentos de identidade após o servidor do banco de dados do governo ter parado de funcionar. Isso mesmo, o sistema parou. É a treva.
Um dos responsáveis pelo Instituto teve a cara de pau de dizer que “o sistema estava lento e o servidor antigo tinha cerca de sete anos e precisava ser renovado." Caramba, esse é o cara! Mas tudo bem. Nunca se fez tanta identidade em Alagoas.
Gostava mais daquele slogan: “Quem sabe, deve ensinar; quem tem, deve compartilhar”.
E tudo azul.
sugestão de pauta: paulomarcello106@yahoo.com.br
leia as rapidinhas em: www.twitter.com/570paulomarcelo
21/02/2010 09:03
Mais de 120 pedidos em 12 Estados estão empacados
Quando não é a burocracia é o entrave, a lentidão dos processos nos tribunais país a fora. Após um fim de semana onde o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), teve seu mandato cassado a população fica ansiosa e na espera que outros casos possam ter o mesmo desenrolar. Afinal, por que o governador do Distrito Federal (José Roberto Arruda) e o prefeito da capital paulista são vítimas (ou culpados) e pra eles existe punição enquanto que para os deputados alagoanos taturanas a punição vem a passos de tartaruga grávida e a maioria pode até ser reeleita no pleito eleitoral deste ano?
Resolvi fazer uma pesquisa sobre alguns pedidos de intervenção federal nos Estados brasileiros e descobri que Alagoas também está na lista da Procuradoria Geral da República. São pelo menos 129 pedidos de intervenção federal que estão na fila de julgamento da Corte, sendo que a maioria das ações envolve o governo de São Paulo.
O caso do Distrito Federal é considerado diferente por envolver uma crise política e terá prioridade no STF porque precisaria ainda que um interventor fosse nomeado. Nos outros casos, que estão espalhados por 12 Estados, a intervenção poderia ser resolvida com medidas mais simples, como o sequestro da receita do Estado.
O caso da capital federal deve ser discutido na próxima semana na Suprema Corte. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, já solicitou que a Procuradoria do DF se manifeste sobre a intervenção.
De acordo com levantamento (publicado pelo STF), o Estado com maior número de ações é São Paulo (51), seguido por Rio Grande do Sul (41), Espírito Santo (8), Paraíba (8), Rio de Janeiro (5), Pará (5), Goiás (3), Paraná (2), Ceará (2), Distrito Federal (2), Rondônia (1) e Alagoas (1).
Os pedidos em sua maioria têm como órgão de origem os Tribunais de Justiça dos Estados, o Tribunal Superior do Trabalho e o próprio Supremo Tribunal Federal. A maior parte trata da execução de sentença de precatórios, como ocorre aqui no Estado alagoano.
É apenas mais um capítulo na história das Alagoas. E tem gente que ainda quer votar em Fernando Collor de Melo pra governador. É a treva.
Sugestão de pauta: paulomarcello106@yahoo.com.br
Acompanhe as rapidinhas em: www.twitter.com/570paulomarcelo