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Postado em 10/06/2010 às 07:48

Lula: "Político sem mandato, nem vento bate nas costas"

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O presidente Lula provocou calafrios nos pré-candidatos a cargos eletivos este ano, tanto naqueles que estão sem mandato e buscam se eleger, quanto aos que têm mandato, mas estão mal na foto – ou seja, ainda não decolaram.

- Político sem mandato, nem vento bate nas costas – disse.

A definição foi durante o discurso presidencial na abertura do 82º Encontro Nacional da Indústria de Construção Civil e, claro, arrancou risos da platéia.

A definição de Lula deixou ainda mais muita gente ouriçada porque, antes, em São Miguel dos Campos, o prefeito Cícero Almeida foi taxativo acerca do apoio ao chapão.

- Todo mundo está se quebrando. Se o presidente Lula se quebrar eu estou fora também – avisou o prefeito.

Traduzindo: o chapão foi desfalcado; da fotografia de Brasília saíram dois importantíssimos personagens. O que o prefeito quis dizer foi que, se o presidente também não se engajar ele pula fora.

PS - A Copa do Mundo de Futebol  vai começar e se você quiser se enfeitar de verde-amarelo pode. Mas, a Seleção Brasileira não será campeã.

Postado em 09/06/2010 às 21:13

Téo é quem fica mais à vontade ao lado de Lula

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O governador Téo Vilela se sentou à esquerda do presidente Lula; à direita se sentou o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Fernando Toledo – que também é do PSDB.

Nas extremidades se sentaram os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB).

E espremido entre Collor e Téo, se sentou o pré-candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT).

Montado o palanque oficial para a solenidade da assinatura de autorização da duplicação da BR 101, o que se viu em São Miguel dos Campos foi que só o governador Téo Vilela se sentiu à vontade perto do presidente da República.

Lessa, por exemplo, se aproveitou do momento em que Téo estava discursando para pular uma cadeira e, finalmente, chegar junto de Lula – e dizer-lhe algo ao ouvido, na única oportunidade que teve para aparecer íntimo do presidente.

Mas, o pior veio depois com o discurso de Lula – que foi a ducha fria para quem esperava uma declaração dele em favor de algum candidato a governador; ou de ambos: Lessa e Collor – que são da base aliada do governo.

E o que mais frustrou a expectativa da Frente de Oposição foi que Lula pegou o mote da fala de Téo para direcionar seu discurso.

Téo disse que, com a duplicação da BR 101, outras empresas seriam atraídas para o Estado. E Lula arrematou concordando.

Enquanto Téo ria, Lessa tentava disfarçar o incomodo; e Collor se mostrava tranqüilo querendo deixar claro que era apenas figurante na cena.

O internauta pode conferir analisando as fotos e vídeos produzidos pelos repórteres do Cada Minuto Glécio Rodrigues e Maciel Rufino – que realizaram excelente trabalho de cobertura.
 

Postado em 09/06/2010 às 00:31

Barenco mostra como era a polícia antes e depois de Téo Vilela

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O delegado Marcílio Barenco, diretor-geral da Polícia Civil, fez revelações na noite da terça-feira, 8, que o alagoano honesto deve refletir olhando pelo retrovisor – que é para saber como era a segurança pública antes em Alagoas.

As revelações de Barenco foram durante a entrevista no “Conversa de Botequim”, apresentado pelo jornalista Plínio Lins, no Restaurante Rapa Nui, na Ponta Verde.

Antes de citar as revelações, vale o registro:  no governo passado, depois de se expor para elucidar crimes hediondos, colocaram o delegado Barenco na geladeira e, pior, tomaram-lhe a pistola, a viatura e o único policial que lhe dava segurança.

- Tive de comprar uma pistola por dois mil e quinhentos reais e paguei dividido em dez vezes – revelou o delegado.

Agora, as revelações:

1) No governo passado, o custeio da Polícia Civil era de 300 mil reais, mas só eram liberados 50 mil reais e ainda assim atrasados. Teve mês que liberaram apenas 30 mil reais. Hoje, o governo libera 650 mil reais rigorosamente em dia e não devemos nada aos fornecedores. Tem fornecedor brigando para fazer negócio com a Polícia Civil.

2) Não estou aqui para fazer apologia de ninguém, nem defender ninguém, mas o governador Teotônio Vilela é um homem de coragem. Tem mais coragem do que eu. Sendo político, o governador adotou a polícia da legalidade, a polícia de Estado. Hoje, não se troca delegados, não se nomeia delegados atendendo a pedidos políticos. O critério de nomeação ou de troca de delegados é meramente técnico. Nunca recebi um telefonema sequer do governo pedindo para trocar ou nomear delegado.

3) Seria leviano de minha parte dizer que os assaltos a bancos registrados antes tinham conotação política. Não posso dizer isso. Mas, posso dizer que pela primeira vez prendemos assaltantes de bancos e devolvemos 200 mil reais roubados da Caixa Econômica. Se hoje, no ano eleitoral, não acontecem mais os assaltos de antes, deve ser coincidência. Mas, estamos atentos.  Seja quem for que estiver envolvido nós vamos descobrir.

Gente! São revelações que correspondem a realidade; o delegado Marcílio Barenco faz parte de uma geração de policiais que dignificam a instituição tão importante para a sociedade.

E o governador Téo Vilela fez mesmo a diferença – gostem dele ou não. Nunca, na história desse Estado, um governador tratou a polícia com tanto profissionalismo.
 

Postado em 08/06/2010 às 07:24

Dilma desiste de visitar Alagoas, mas Lula e Serra vêm

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A pré-candidata à presidência da República Dilma Rousseff não vem mais a Alagoas. É o que diz o jornalista Cláudio Humberto, na sua concorrida coluna republicada em mais de trinta jornais.

E por que Dilma não vem mais?

É para não aguçar as divergências entre os dois palanques que ela terá no Estado - o palanque do senador Fernando Collor e o outro palanque de Ronaldo Lessa, ambos pré-candidatoa ao governo.

Será só por isso?

Dilma foi convidada para o 82º Encontro Nacional da indústria da Construção Civil, que pela primeira vez se realiza em Maceió e deve reunir aqui três mil empresários - alguns deles peso-pesados do setor.

O Encontro será aberto nesta quarta-feira, à noite, pelo presidente Lula e Dilma deveria participar do Encontro  na quinta-feira, 10, enquanto José Serra, pela manhã, e Marina Silva, à tarde, participarão na sexta-feira, 11, dia do encerramento.

Se Dilma, que ainda não é oficialmente candidata, não quer visitar Alagoas agora imagine quando estiver legalmente em campanha!

É ou não é?

Postado em 07/06/2010 às 21:56

Minha luz, minha vida. Que saudades da finada Ceal...

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Nos últimos meses o sistema de distribuição de energia elétrica em Alagoas entrou em colapso. Os cortes no fornecimento atingem todo o Estado e, se falta energia elétrica, também falta agua.

Sem energia elétrica a bomba não funciona e sem a bomba a água não sobe; não escorre pelos canos às residências, estabelecimentos comerciais, escolas, hospitais, enfim, a água não chega à população.

E de quem é a culpa?

A origem da culpa está lá atrás e não adianta olhar pelo retrovisor porque não vai adiantar. A Ceal foi sucateada e em maio de 1997 o governo federal deu R$ 180 milhões pela sucata.

O dinheiro serviu para pagar parte dos salários do funcionalismo público, que sofreu horrores entre 1994/97. A venda da Ceal era a última tentativa do governador Divaldo Suruagy se manter no poder.

Debalde; no dia 17 de julho, dois meses depois de vender a Ceal, o governo caiu.

Enquanto nos outros Estados as empresas de energia elétrica foram privatizadas e movem-se pela eficiência, em Alagoas deu-se o contrário: a empresa foi federalizada.

As empresas privadas são geridas com objetividade e não precisam da burocracia estatal para definir os investimentos; na finada Ceal, antes da linha podre e a restauração tem o entrave burocrático que retarda as ações.

A Ceal já foi empresa modelo, mas a mau hábito político fez uso politiqueiro da empresa levando-a à derrocada.

O sistema de distribuição está obsoleto; há anos que a população  não recebe os 220 volts prometidos; à noite a iluminação nas cidades sofre queda brusca.  E nos últimos dias tem se dado o "apagão".

O problema se agravou porque agora o fornecimento é interrompido e a empresa demora para restabelecer o serviço.

E tudo isso se dá no momento em que o Estado precisa de energia elétrica para o estaleiro em Coruripe e para a Mineradora Vale Verde, em Arapiraca.

A Chesf tem energia para vender, mas a finada Ceal não tem linha para retransmiti-la. Ou melhor: a linha existe, mas está podre.
 

Postado em 07/06/2010 às 15:06

Visse como o vice está complicado?

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Nenhum dos três postulantes ao governo do Estado encontra moleza na escolha do candidato a vice-governador. Jamais se viu situação igual, quando a escolha de um vice ganha dimensão e pode influenciar decisivamente na eleição.

Collor quer o deputado federal Joaquim Beltrão para vice-governador e deu um nó cego no PMDB; o senador Renan Calheiros não pode contrariar o Collor e continua fazendo de conta que não ouviu nada.

É melhor assim.

O candidato Ronaldo Lessa quer uma declaração contundente do senador Renan, acerca da indicação de Joaquim Beltrão, mas Renan não pode fazer muito barulho agora.

Interessante é que a candidatura de Lessa se tornou importante também para o Planalto e o para o PT. Com o Collor na disputa, o governo e o PT sabem que precisam manter a candidatura de Lessa para reagir ao discurso da oposição sobre o apoio de Collor.

O prefeito Cícero Almeida (PP) disse que não vai mais indicar vice de ninguém e quem quiser ser governador, que se vire sozinho, pois ele vai mergulhar; vai pescar.

O PP já se acertou com o governador Téo Vilela (PSDB) e pode indicar o vice-governador. Será o Benedito?

Pode ser.

Será a Ada Mello e o Collor fecha acordo com o governador Téo?

Afinal, qual o vice ideal para cada um dos três candidatos a governador?

 

 


 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.