Postado em 15/04/2010 às 19:40

Zé Costa mira Benedito de Lira e acerta ninho tucano

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O ex-deputado federal José Costa disparou a metralhadora giratória na entrevista ao radialista Elias Ferreira, na Rádio Educativa FM, mas quem mais estremeceu foi o governador Téo Vilela – que foi alvejado pela bala que ricocheteou.

Costa mirou o deputado federal Benedito de Lira (PP), que flerta com o governo e deve se mudar para o ninho tucano, e disparou:

- Ele (Benedito) está envolvido com o filho (Artur) taturana. Compraram juntos cinco fazendas.

Candidato ao Senado pelo PPS, que é da base aliado do governo estadual, Costa não concorda com flerte de Benedito com os tucanos e quer minar seu campo antes de ele (Benedito) desembarcar no Palácio dos Martírios.

Não se sabe se Costa falou por si só ou se falou em nome também do PPS, que não digeriu a audiência desfeita pelo governador Téo Vilela com o presidente nacional do partido, Roberto Freire.

Freire estava de viagem marcada para Alagoas e na agende constava uma visita ao governador, quando iria lhe pedir apoio para os candidatos do partido – e o outro candidato do PPS é o ex-secretário estadual do Trabalho, Régis Cavalcante.

Como a audiência com Téo foi desmarcada, a viagem ficou sem objetivo. Téo não quer se comprometer com candidatura ao Senado, porque Benedito de Lira colocou a sua própria candidatura a senador como condição sine qua non para fechar o acordo com o PSDB.

Benedito tornou-se importante porque só ele, na condição de presidente estadual do PP, pode manter o prefeito Cícero Almeida eqüidistante do processo eleitoral. Ainda que não venha para o ninho tucano, o prefeito não poderá subir no palanque adversário se o PP se juntar oficialmente ao PSDB.

Costa sabe da importância de Benedito no processo, mas sua metralhadora giratória que mirou o senador Renan Calheiros atingiu mesmo em cheio foi o ninho tucano.

Voou pena pra todo lado.
 

Postado em 14/04/2010 às 17:51

Téo e Renan juntos, em Brasília, em defesa do estaleiro de Coruripe

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O imbróglio em torno da competência para o licenciamento ambiental do estaleiro em Coruripe afastou o IBAMA do IMA, mas juntou o governador Téo Vilela ao senador Renan Calheiros – os dois irão juntos tirar o caso a limpo.

Na próxima semana, em data ainda a ser marcada,  o governador e o senador estarão no Ministério do Meio-Ambiente liderando a bancada federal – que deverá acompanhá-los em bloco na conversa com a ministra Izabela Teixeira.

O caldo entornou depois do parecer estapafúrdio assinado por três técnicas-profetas; o relatório parece ter sido inspirado pela mãe Diná – as técnicas não sugerem o que pode acontecer em termos de implicações socais; elas simplesmente determinam.

Tal contundência aguçou as dúvidas sobre má-vontade com o estaleiro alagoano, porquanto se em Pernambuco foram desmatados 140 hectares à beira-mar e o IBAMA nem aí, por qual motivo se insurgiu contra o estaleiro alagoano?

Pois é; por qual motivo?

E como não há motivo plausível alguém tratou de arranjar um (motivo) que se tornando convincente atingia duramente o senador Renan Calheiros – que estava sendo responsabilizado pelos entraves.

Para mostrar que também deseja o estaleiro e vai lutar por ele, o senador Renan já garantiu presença na audiência no Ministério do Meio-Ambiente. E que depois não se diga que Renan não agiu em favor do projeto.

A presidenta do IBAMA em Alagoas, Sandra Menezes, se escalou para viajar, mas sua presença não é necessária por dois motivos:

1) A conversa é com o governador e a bancada federal.

2) O IBAMA local não terá nenhuma interferência no licenciamento – que, se for o caso, será da competência do IBAMA nacional.

Tem ainda que o governador Téo Vilela vai defender que o licenciamento ambiental seja dado nos mesmos moldes do vizinho (Pernambuco), ou seja, pelo IMA. Afinal, o mar é nosso.

É ou não é?

 

Tags: estaleiro, Renan, T´[eo, IBAMA, IMA, parecer
Postado em 14/04/2010 às 12:21

Pesquisa Vox Populi dá empate técnico entre Téo e Lessa?

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Os números da pesquisa do Ibrape, que serviram de base para o post anterior e que retiramos do ar, no que se referem à disputa pelo governo do Estado, não correspondem à realidade de 2010; são números defasados.

A pesquisa do Ibrape para governador existiu, os números atingidos foram os expostos, mas referem-se à realidade de meados de 2009 e não março de 2010. Além disso, não foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e, assim, não poderia ser divulgada.

Foi por esses motivos que a retiramos do ar.

A pesquisa mais recente e oficial foi realizada pelo Vox Populi e publicada na coluna do jornalista Cláudio Humberto, com 39% da preferência para o governador Téo Vilela e 35% para Ronaldo Lessa.

São 4 pontos percentuais de diferença, o que se pode dizer que se a eleição fosse hoje haveria segundo turno; isto porque a diferença está no intervalo percentual que configura empate técnico – e que vai até 6 pontos percentuais de diferença.

E ainda que a margem de erro trabalhada pelo Vox Populi possa ter sido menor, uma margem de diferença inferior a 10 pontos percentuais não recomenda comemoração antecipada.

De minha parte, eu acredito que Lessa é candidato mesmo é a prefeito de Maceió em 2012. Mas, o governador Téo Vilela não pode vacilar.

No que se refere às candidaturas para o Senado, se a eleição fosse hoje o senador Renan Calheiros estaria reeleito; a outra vaga seria de Heloísa Helena.

Para a Câmara Federal estariam eleitos João Lyra, Carimbão,Célia Rocha, Rosinha da Adefal, Olavo Calheiros, Joaquim Beltrão. As três outras vagas seriam disputadas por pelo menos sete fortes candidatos.
 

Postado em 14/04/2010 às 07:19

Lessa perde em 3 dias seus dois ex-vices-governadores

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Primeiro faleceu Geraldo Sampaio, no domingo, 11; na madrugada desta quarta-feira, 14, faleceu Luiz Abílio de Sousa.

O que há de coincidência entre eles é que os dois foram vices-governadores de Ronaldo Lessa; o primeiro, Geraldo, foi vice no primeiro mandato (1998/2002) e o segundo, Luiz Abílio, no período 2002/06.

Geraldo Sampaio era advogado; Luiz Abílio, engenheiro. O primeiro faleceu de complicações hepáticas, o outro de diverticulite aguda e ambos internados e morreram no mesmo hospital.

Lessa era muito ligado a Abílio, que foi seu companheiro no curso de Engenharia na Ufal. E bem não se refez de um luto, Lessa é obrigado a cumprir outro luto.
 

Postado em 13/04/2010 às 12:37

Cota para negros admite o negro inferior. Que acham?

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A lei das cotas para negros nas universidades públicas é inócua do ponto de vista jurídico e humilhante do ponto de vista social.

Quem se sentir prejudicado é só ingressar na Justiça, que a sentença favorável é líquida e certa – a lei das cotas para negros é inconstitucional. Fere causas pétreas.

Na condição de negro também sou contra; a lei das cotas discrimina ainda mais o negro e os chamados afrodescendentes – que chegam à universidade sob dúvida: foi por competência ou pelas cotas?

Dir-se-á sempre que foi pelas cotas. É preciso levar em consideração que não é apenas o negro, que está fora da universidade, mas o branco pobre também. Aliás, sempre foi assim; lembremos que o movimento no Quilombo dos Palmares havia também brancos pobres e índios.

No afã de reparar as injustiças que, sem duvida, praticaram contra os negros, os cientistas sociais exageraram e tornaram a emenda pior que o soneto.

Quando o paciente se deparar com um médico negro ficará a dúvida sob a sua capacidade. É isto o que a lei das cotas garante; a prática desmonta o discurso panfletário.

O negro e o branco pobre não chegam à universidade porque são pobres e não porque são negros ou brancos. O Estado que o mantém segregados quer agora remediá-los com cotas – e isto aguçou a discriminação: o branco chega à universidade pela capacidade e o negros pelas cotas.

Sou contra a cota para negros até porque é inócua; quem se sentir prejudicado entra na Justiça e derruba as cotas.

Ou então, a universidade é obrigada a garantir também a cota do branco.
 

Postado em 13/04/2010 às 00:51

Silêncio de Collor deixa o PT nervoso

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Da última vez que se encontraram o presidente estadual do PT, Joaquim Brito, perguntou ao senador Fernando Collor (PTB) se ele era candidato ao governo do Estado. Collor respondeu que não.

O encontro foi em Brasília e, apesar da resposta, a dúvida permanece e agora aumentada com o mergulho de Collor – que não fala nada sobre a sucessão estadual; não se ouviu dele declaração de apoio à candidatura de Ronaldo Lessa.

Essa posição de Collor está deixando o PT nervoso e Lessa agoniado. Tem gente apostando que ele vai se lançar candidato ao governo do Estado; outros sustentam que tal possibilidade depende do entendimento do PTB em nível nacional, ou seja, se o partido não apoiar José Serra.

O silêncio de Collor deixa Lessa agoniado e com razão. Mas, na possibilidade de sair três candidatos ao governo, ele (Lessa) pode se beneficiar da polarização e repetir a eleição para prefeito de Maceió.

Tem gente apostando nisso para tranqüilizar Lessa. Outros, tocam fogo no circo achando que Lessa pode estar entrando numa roubada, ou seja, no frigir dos ovos nem Governo, nem Senado, nem Câmara Federal.

Será que o Collor é candidato ao governo do Estado e Lessa vai dançar de novo?
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.