Postado em 05/12/2011 às 11:15

Violência? O que é violência em Alagoas?

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Violência é o rebotalho humano segregado nas grotas do Benedito Bentes e adjacências, que desce à fartura litorânea e rouba um celular da classe média e rica, ou a violência é uma jovem de classe média que já coleciona três homicídios nas costas e a lei não consegue alcançá-lo?

É preciso definir urgentemente o que é violência em Alagoas, porque essas variantes confundem. Existe a violência e a violência.

Assalto a banco e o uso do maçarico para explodir caixas eletrônicos devem ser enquadrados em que tipo de violência?

Só uma coisa é comum de todos os tipos de violência – que é a impunidade. Sem faro de doberman , a lei não conseguiu pegar o jovem que já matou três e continua impune. Para infortúnio da família do pobre garçom que cruzou o caminho do jovem-matador, há mais um registro macabro dessa violência que não se entende – porque é resultado da mais bárbara das impunidades, que vem da conivência.

A expansão urbana traz no seu rastro os problemas que a sociedade alagoana, desacostumada, não entende ou finge não entender. E o pior é que busca a solução confundindo os diferentes tipos de violência que caracterizam Alagoas.

O que é, pois, violência em Alagoas?

1) É o prefeito que desvia o dinheiro da merenda escolar?
2) É o assalto de tênis e celular?
3) É o assalto a banco?
4) É o jovem-matador que a lei não conseguiu até agora prender e desarmar?
 

Postado em 03/12/2011 às 23:15

O que o eleitor quis dizer em Maceió e Arapiraca, em 2010

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Os políticos alagoanos mais espertos destrincharam o resultado da eleição de 2010 e estes levam a vantagem de estar à frente dos demais.

O que o eleitor em 2010 quis dizer, quando dois anos antes reelegeram os prefeitos Cícero Almeida e Luciano Barbosa com mais de 80% dos votos e  dois anos depois derrotaram seus candidatos a governador em Maceió e Arapiraca?

A deputada federal Célia Rocha (PTB) disse ao blogueiro, em Brasília, que o prefeito Luciano Barbosa transfere 80% dos votos; em Maceió, o prefeito Cícero Almeida também.

Mas, aí vem a pergunta: e por que os seus candidatos ao governo do Estado perderam; Téo Vilela perdeu em Maceió e Ronaldo Lessa perdeu em Arapiraca?

As duas principais cidades vivem essa situação inusitada e, no caso de Arapiraca, ainda mais complicada. O interessante é que Almeida e Luciano se transformaram em incógnitas – em Maceió, até março, tudo é possível de acontecer em relação ao prefeito Cícero Almeida.

E, em Arapiraca, o prefeito Luciano Barbosa ainda não disse a ninguém que Ricardo Teófilo é o seu candidato, mas deixa o boato prosperar.

Dá-se na sucessão em Arapiraca o fato interessante: o prefeito Luciano Barbosa não gosta de Rogério e a deputada federal Célia Rocha não gosta do deputado Ricardo Nezinho, que ainda sonha em ser o candidato do grupo.

Sonho impossível, sem dúvida.

A sucessão nas duas maiores cidades está nesse pé – ou seria: ainda não tomou pé? - porque os dois prefeitos reeleitos com o maior percentual de votos das eleições municipais em Alagoas entenderam tarde demais que, na política, é preciso ser visionário.

Não basta ter votos.

Mas, pelo menos do lado do governo, já apareceu o candidato. Trata-se de Rogério Teófilo, que se filiou ao PSDB. Ele é vice-prefeito, mas não tem direito a gabinete; era o vice-prefeito mambembe e agora é candidato à sucessão do prefeito que não gosta dele.

Com o lançamento da candidatura de Rogério, então os que apostavam que o plano do prefeito Luciano Barbosa passava pela renúncia de Rogério, erraram.

Qual é finalmente o plano do prefeito Luciano Barbosa? Ele lança Ricardo contra o irmão Rogério?
 

Postado em 02/12/2011 às 09:50

Quem foi o político que comprou um helicóptero com a GDE?

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Tan-tan-tan-tan...o que é, o que é? Não tem asas, mas voa; não é beija-flor, mas pára no ar; não é zigue-zigue, mas também voa de banda?

Se não for saco plástico no redemoinho de vento ou uma pipa, então só pode ser helicóptero.

Pois não é que tem um político alagoano, que nunca exerceu mandato no Executivo e tem pouca expressão – mas, tem bala na agulha. Literalmente - que comprou um helicóptero?

É o que eles dizem na cidade, depois da bombástica revelação do deputado João Henrique Caldas sobre o pagamento da Gratificação de Dedicação Excepcional (GDE) – que só Deus sabe o critério.

Dizem as más - ou seriam boas? – línguas que o político está aí no rolo da GDE e que mete a mão – olha a faca! Ou seria: olhe o garfo!? – na bufunfa sem pena.

A polícia desconfia que as “saidinhas” de bancos, que tiveram como vítimas funcionários da Assembléia Legislativa que foram sacar as suas GDEs foi pura armação . E deve ter sido mesmo, pois coincidência não existe.

Depois das taturanas a ratazana – que agora anda de helicóptero. Mas, quem pode ter sido? Será que foi fulano? Será que foi sicrano, que agora só anda lá por cima?

Que tal o Ministério Público entrar na parada e investigar? É bem factível que encontre algo mais do que helicóptero no ar.
 

Postado em 30/11/2011 às 17:12

O nó apertado na disputa em Maceió e Arapiraca

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A disputa sucessória em Maceió ainda não esquentou porque, até março, ninguém sabe do que o prefeito Cícero Almeida é capaz para não ficar dois anos sem mandato.

Almeida pode disputar o mandato de vereador e, para tal, terá de se afastar da prefeitura em março – daí, a sucessão em Maceió só será discutida mesmo quando março chegar.

O prefeito Cícero Almeida tem quatro motivos para não ficar dois anos sem mandato e apenas um motivo para continuar como prefeito.

1) Sem mandato ele fica vulnerável.
2) Sem mandato ele fica sem a caneta.
3) Sem a caneta ele fica sem poder.
4) Sem poder todo mundo é igual.

O único motivo que tem para continuar no cargo é ser coerente com o que prometeu, ou seja, cumprir com os quatro anos de mandato, mas esse negócio de coerência deve pesar menos que a realidade à vista.

Mas, aí entre outro obstáculo: uma vez no cargo de prefeita em definitivo, a vice-prefeita Lourdinha Lyra vai cuidar com certeza de impor a sua marca administrativa e isto passa, necessariamente, pela escolha de um secretariado da sua inteira confiança.

Pelo menos no que se refere à Secretaria de Finanças e de Infraestrutura, que são as galinhas dos ovos de ouro da prefeitura.

Ajudem pois, ao prefeito Cícero Almeida a se decidir:

1) Almeida deve concluir o mandato de prefeito?
2) Almeida deve disputar o mandato de vereador?

E em Arapiraca, como a situação está? Bem, em Arapiraca a questão está virando nó cego porque o planto do prefeito Luciano Barbosa parece fazer água com a insistência de Rogério Teófilo em ser candidato e o silêncio do pai dele, o professor Moacir, de intervir para evitar a disputa família com Ricardo.

São dois irmãos na disputa na Terra de Manoel André, mas o pior é que ninguém acredita que o prefeito Luciano Barbosa torça por Ricardo. O motivo é simples: uma vez eleito prefeito, quem garante que Ricardo vai manter os planos de Luciano para 2014?
 

Postado em 28/11/2011 às 18:23

O que é que entrava o estaleiro em Alagoas?

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Brasília – A retomada da produção de navios no Brasil foi uma decisão pessoal do ex-presidente Lula, que contrariou a tese dos que defendem a importação da China ou de Cingapura como mais econômica.

Para um país de dimensão continental e com um litoral extenso como o Brasil, digamos que essa tese é no mínimo antipatriótica. Isto porque, pelas características já expostas, não se justificaria um país com tantas águas navegáveis não dominar a tecnologia náutica.

Some-se a isto o fato de o país dispor de ferro em abundância, para ser transformado em aço. É verdade que o país exporta a matéria-prima (ferro) e importa o aço, mas isto está longe de ser um problema que justifique o não investimento na indústria naval.

Com a descoberta de jazidas de petróleo no Pré-Sal, o debate sobre a viabilidade da indústria naval brasileira sofreu abalo e os que eram contrários agora estão calados; só não se sabe se calados e torcendo contra a implantação dos estaleiros – e não só o estaleiro prevista para Alagoas, mas todos os demais já aprovados.

São dez estaleiros ao todo; cinco deles em construção e os outros cinco ainda dependendo de financiamento e da licença ambiental – e este é o caso do estaleiro alagoano.

Sobre o estaleiro de Alagoas, o atraso no início da obra não se deve à reação interna de grupos ou pessoa; não é verdade que há políticos que estão trabalhando contra o estaleiro em Coruripe.

O que existe, de fato, e que atrasa o estaleiro alagoano é o próprio atraso de Alagoas, o que se deve aos seguidos desgovernos que não cuidaram da infraestrutura; que não cuidaram de preparar o Estado para receber investimentos em industriais de tal magnitude.

Hoje, pode-se dizer e comprovar, que os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP) estão se empenhando ao máximo para romper essas amarras que dificultam o investimento.

O primeiro passo, o que é fundamental para o projeto, é a reabilitação de Alagoas no Fundo da Marinha Mercante, de onde virá os recursos necessário ao projeto. Esta é agora a luta do senador Renan Calheiros, que já conversou com o governador Téo Vilela (PSDB) e com o empresário German Efromovich – que é dono de dois estaleiros no Rio de Janeiro e quer implantar o terceiro estaleiro em Alagoas.

A luta pelo estaleiro em Alagoas é mais árdua e, por conseguinte, tem sido mais sacrificada, porque o projeto alagoano é uma idéia de um homem só – no caso, o empresário German Efromovich – enquanto na Bahia e no Espirito Santo os projetos dos estaleiros lá são proposta d e um consórcio poderosíssimo – que tem à frente as empreiteiras Queiroz Galvão e Norberto Odebrecht.

O momento é de união de todos e nisto, felizmente, está acontecendo pelo menos em nível do Senado, com a disposição dos senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira, que transformaram o projeto em questão de honra para eles.

Falta agora a bancada na Câmara Federal se integrar com afinco à luta pelo estaleiro. Que venha ,pois, o estaleiro e nos deixe a todos a ver navios.

Literalmente.
 

Tags: Estaleiro, renan Calheiros, Benedito de Lira, Efrom Efromovich
Postado em 26/11/2011 às 13:25

Vereador diz que não quer "matar" árvores na AL-220

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Brasília – Recebi o telefonema do vereador Daniel Rocha , que lidera em Arapiraca o movimento contra a insegurança na rodovia que liga São Miguel dos Campos à Terra de Manoel André passando por Campo Alegre.

O telefonema foi a propósito de notas que publiquei na coluna “Contexto”, que escrevo em O Jornal. Nas notas, com base em e-mail que recebi, publiquei que os vereadores de São Miguel dos Campos e Campo Alegre não estavam satisfeitos com o movimento- que, em tese, se intromete em assuntos de outros municípios.

A proposta, que surgiu na Assembléia Legislativa, é para se cortar as mangueiras e jaqueiras que margeiam a rodovia. A alegação é de que tem causado acidentes fatais, e o vereador Daniel Rocha citou o caso de uma família de cinco pessoas residente em Arapiraca e que morreram recentemente.

O vereador Daniel Rocha disse-me o seguinte:

Que o movimento é para discutir a segurança na rodovia com alternativas para se preservar a natureza, ou seja, sem prejudicar o ambiente. Contou que a usina (Porto Rico) se prontificou a doar um terreno para se repor numa área à parte da rodovia as árvores que foram derrubadas.

Que oa discussão se dá em audiências públicas com a comunidade  dos três municípios.

Disse-me também o vereador Daniel Rocha que esse movimento tem a participação dos vereadores de São Miguel dos Campos, Campo Alegre e Arapiraca; representantes do DER, do Meio-Ambiente e do Ministério Público.

Negou que esteja havendo atritos com os colegas dos municípios vizinhos. “Pelo contrário, eles (os vereadores de São Miguel dos Campos e Campo Alegre), estão juntos na mesma idéia e discussão.”

Está feito o reparo, conforme prometi ao vereador, e também na coluna “Contexto” da edição de terça-feira, 29.


AGORA, O QUE PENSO

Quem conhece Brasília sabe o que é EPTG. Trata-se da sigla “Estrada Parque Taguatinga-Guará” , ou seja, uma pista entre árvores ligando duas das cidades satélites mais populosas; Taguatinga, por exemplo, tem mais gente que Maceió, embora seja menor em superfície.

Como se explica isso? É que Taguatinga é uma cidade quase que 100% vertical e cada edifício tem em média 6 andares.

Já houve acidentes com motoristas colidindo com árvores? Já. Já morreram muita gente nas colisões contra as árvores? Já.

Mas ninguém cogitou de derrubar o parque.

Infelizmente, os acidentes são causados por imprudência e irresponsabilidade dos motoristas. O próprio vereador Daniel Rocha me disse que, no caso da família de Arapiraca, que morreu, o carro em que viajavam sobrou na curva depois de ter sido abalroado por um veículo cujo motorista estava bêbado.

Eu pergunto: é culpa da árvore ou culpa da lei que não pune com rigor o motorista criminoso? É culpa da árvore ou culpa da lei que não julga com rigor os crimes dolosos do trânsito e facilita a vida de “bandidos do volante”?

As vítimas, como no caso da família de Arapiraca, primeiro foram vítimas do descaso dos legisladores e operadores da lei – que, pela omissão, incentivam esses “bandidos do volante”.
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.