Terça-feira, 31, é o dia D para o candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT). Pelo menos é o que diz a pauta do Tribunal Superior Eleitoral – que marca o julgamento do recurso dele contra a impugnação de sua candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Se o TSE decidir favoravelmente, ele pega embalo; senão, a campanha de Lessa entra em parafuso por dois motivos:
1) O eleitor, na dúvida, não vota.
2) A contribuição financeira para a campanha mingua, porque nem doido rasga dinheiro.
Há uma expectativa grande em torno da decisão do TSE, apesar dos últimos resultados apontarem noutra direção – por 5 votos a 2, o TSE decidiu que a lei do Ficha Limpa vale para sentenças pretéritas; e decidiu também que a nova lei não impõe sanções, e sim critérios para homologação de candidaturas.
Conclusão: quando setembro vier trará algo mais que nossa prima...Vera. O que o amigo internauta acha: Lessa escapa no TSE?
MARINA MORENA VOCÊ NÃO SE PINTOU...
A candidata a presidenta da República, Marina Silva (PV), disse sofrer preconceito por ser evangélica.
A Marina exagerou.
Minha amiga, a competente jornalista e advogada Eliane Aquino, é amicíssima da Marina e a conhece melhor que eu; a companheira Eliane morou e trabalhou em Brasília e no Amazonas e me corrige quando digo que não confio na candidata.
Isso, a priori.
Sim, porque a priori eu não confio em ambientalista e se o ambientalista for da Amazônia aí que o desconfiômetro acelera.
Marina é ambientalista da Amazônia e, por isso, a priori não tem minha confiança por questão de trauma; todo ambientalista que conheci até hoje era punguista e, na Amazônia, era quinta-coluna. Claro, a Marina pode ser exceção, mas, o trauma foi grande e não me permite mudar essa regra.
Isso, a priori.
Aí vem – para mim – o mais grave: Marina é evangélica da seita do Diabo Bush – que quer tomar a nossa Amazônia.
E essa é a razão pela qual a evangélica se diz vítima de preconceito. É que não dá para acreditar na aliança de Deus com o Satanás.
Ou será que dá?
MEMÓRIA DE UM ASSALTANTE DE BANCOS DESEMPREGADO
Extra, extraordinário!
Pela primeira vez, desde 1998, uma eleição em Alagoas ocorre sem registro de assaltos a agências bancárias e roubo de cargas.
Nas eleições de 2006, no mês de agosto, 40 agências bancárias em Alagoas já tinham sido assaltadas e ninguém foi preso.
Na eleição este ano, apenas 4! E os assaltantes presos.
Gente! Alguém com engenho e arte pode explicar essa estupenda redução?
A oposição não pode botar a cara de fora, mas procura um laranja para denunciar o governador Téo Vilela (PSDB) por ele anunciar o pagamento do funcionalismo público dentro do mês trabalhado – que é fato raro, tão raro que poucos se recordam quando recebiam salários dentro do mês.
E tudo indica que a oposição já encontrou o laranja. Qualquer que seja o candidato nanico que entrar com representação contra a decisão do governo, com certeza não estará agindo por conta própria.
Dizem que o laranja vai receber R$ 50 mil. E como não tem mesmo nada a perder, porquanto não tem chance alguma na eleição, sem dúvida fará um bom negócio. Afinal, R$ 50 mil na mão é uma tentação.
O argumento é de que o governo do Estado, para pagar o funcionalismo no mês trabalhado, coisa que seus antecessores não conseguiram, fechou acordo para antecipação de receita.
Sim, mas e daí?
Daí, é que a oposição não está interessada no bem estar do servidor – nem de ninguém. A oposição quer é o poder.
O jornalista Gilson Monteiro, da Editoria de Política de O Jornal e uma das estrelas da nova geração do jornalismo alagoano, conversou com o candidato Jeferson Piones, que lhe confirmou “estar pensando” em entrar com a representação contra o governador e, por via de conseqüência, contra o funcionalismo.
Mas, não se sabe se será o Piones que vai servir de “bucha de canhão” bem remunerada. Ele nega.
Para o funcionalismo público fica apenas a certeza: qualquer que seja o candidato nanico que entre com a representação, ele age como laranja da oposição. É ou não é?
Pela primeira vez em mais de década, o funcionalismo público estadual vai receber seus vencimentos, proventos, soldos e salários dentro do mês trabalhado, e já a partir de agosto.
O governador Téo Vilela (PSDB) determinou na tarde desta quinta-feira, 26, que o pagamento do mês de agosto para os servidores da primeira faixa, ou para quem recebe até R$ 2 mil, seja realizado até 31 de agosto.
Com isso, 70% dos funcionários públicos serão beneficiados; os 30% restantes, que recebem acima de R$ 2 mil, ficarão para a segunda etapa.
Não deixa de ser boa notícia. Concordam?
Como um governo que tem 44% de reconhecimento como ótimo e bom, e 29 por cento como regular, pode estar em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos?
Somando-se 44 com 29 teremos 73 de aprovação do governo – ainda que se diga que regular esteja mais próximo de ruim do que de ótimo e bom.
Aceitemos, pois, e não vai aí nenhum erro, que os 29% que acham o governo Téo regular se situam na intermediária; afinal, mais ou menos significa nem para mais, nem para menos. Mas, não significa jamais que está ruim. Concordam?
A pesquisa do Ibope revelou isso sobre o governo Téo Vilela e, daí, das duas uma:
1) Os 44% que aprovam o governo não foram consultados sobre em quem votariam para governador.
2) Ou, então, o candidato Téo Vilela tem mais de 24% das intenções de votos.
O que o amigo internauta acha?
Conversei com o coronel Dário César, que será o novo comandante da Polícia Militar, e ele me disse que estava pensando pedir para ir para a reserva, quando foi surpreendido pelo convite do governador Téo Vilela (PSDB).
- Eu estava de saco cheio. Confesso. Queria ir para a reserva. Tenho tempo e tenho férias vencidas, não gozadas. Mas, é uma missão e você sabe que o militar é para cumprir missão. Não é fácil, mas não posso recusar. Vou dar tudo de mim – disse-me, pelo telefone, logo após ser entrevistado pela jornalista Emanuele Oliveira, minha colega aqui do Cada Minuto.
Eu conheço o coronel Dário há muito tempo; primeiro uma convivência à distância, mas sempre o acompanhando e admirando, e depois a convivência praticamente diária – ele numa atividade civil.
O coronel Dário é um dos oficiais mais bem preparados que conheço. Íntegro, operante, leal, disposto e com uma bagagem riquíssima em experiências, como poucos oficiais no País podem apresentar. O coronel Dário é um oficial combatente e já comandou o BOPE.
Mas, é realmente uma missão dificílima e os motivos são vários:
1) A tropa anda insatisfeita e a sociedade também.
2) A tropa quer segurança para trabalhar e viver e a sociedade quer viver com segurança.
3) O modelo de segurança pública do País é obsoleto.
4) violência é um mal nacional.
E, para piorar, nos últimos anos a segurança pública em Alagoas serviu de trampolim político e foi manipulada em benefício de candidatos e grupos políticos.
Colocar ordem nessa desordem não é missão fácil. A tropa está mais preocupada com a PEC 300 – que a irresponsabilidade política propôs com fins eleitoreiros.
Em todo caso, o coronel Dário que eu conheço não é de dar meia-volta nem ensarilhar as armas. Se o coronel Dário César falhar é porque a Polícia Militar como um todo falhou e disto tenho absoluta certeza.
Ao novo comandante da PM os votos de sucesso!
Matéria do Portal da Globo (G1), produzida pela sucursal de Brasília, dá empate técnico entre Lessa, Collor e Téo - de acordo com a pesquisa do Ibope.
(Atualizado às 21h50min)
Sobre a dança dos números nas pesquisas de intenção de votos para o governo do Estado, à parte os desencontros, um amigo que já trabalhou no GAPE disse-me em off que o instituto foi sobrecarregado.
Ouvir mais de 1 mil pessoas, e depois juntar os dados e tudo isso em apenas 1 dia de pesquisa é de fato tarefa hercúlea – disse-me este ex-integrante do GAPE, na época do economista Ivan Scala, para explicar-me o desencontro dos números.
Agradeço a colaboração e entendo perfeitamente, afinal, este amigo é pupilo do professor Mendonça – que foi também meu professor de Elementos de Estatística, na Ufal, e é um profissional competente.
E, para mostrar a isenção, o amigo que me pediu anonimato e a contragosto aceitei me deu a dica de pauta ao recomendar que comparasse o resultado da pesquisa anterior, para concluir quem cresceu e quem caiu ou estagnou.
E, sobretudo, que me detivesse no índice de rejeição de cada candidato a governador. Fiz tal qual este amigo recomendou e conclui o seguinte:
O governador Téo Vilela cresceu e chegou a 24 pontos; o senador Fernando Collor caiu e Ronaldo Lessa cresceu 1 ponto só.
Em compensação, Lessa tem o menor índice de rejeição – que é apenas 12 por cento; Collor tem o maior índice de rejeição, com 27% e Téo tem 22% de rejeição – que também caiu em relação a pesquisa anterior.
O que o amigo internauta acha? Eu, por exemplo, acho que o resultado da pesquisa do Ibope só foi ruim mesmo para o senador Fernando Collor – ainda que esteja empatado tecnicamente com Lessa.
O resultado da pesquisa do Ibope só foi bom mesmo para o Téo – que subiu e passou dos 20% da intenção de votos.
O amigo também me disse outra coisa: em todas as pesquisas realizadas até agora com seriedade, o Lessa sempre esteve na frente. O detalhe é que o governador Téo Vilela,.que estava muito lá atrás, apressou os passos e chegou a 24% dos votos.
Está encostando.
É isso?
Téo lembra 2006, quando as pesquisas também lhe derrotavam
Os números da pesquisa do Ibope para o governo de Alagoas deixam a disputa embolada, ainda que o candidato Ronaldo Lessa (PDT) figure em primeiro lugar com 29%das intenções de votos.
E não há novidade alguma, pois esses eram os números reais que o governador Téo Vilela (PSDB, candidato à reeleição dispunha e com a certeza de que pode administrá-lo porque nenhum dos três candidatos passou dos 30% das intenções de votos.
Surpresa mesmo foi para o senador Fernando Collor (PTB), pois a pesquisa do Ibrape e do GAPE lhe apresentaram muito à frente, quase chegando aos 40% dos votos, o que deixa os dois institutos alagoanos numa situação vexatória.
A diferença entre os números do Ibope para os apresentados pelo Ibrape e pelo GAPE é muito grande e qualquer explicação carece de muita fundamentação.
Onde foi que erraram?
O governador Téo Vilela recebeu o resultado da pesquisa com tranqüilidade e disse que já estava acostumado com esses números; em 2006 ele não se elegeria governador e Lessa era o senador votado com 60% dos votos.
Mas, os números das pesquisas não bateram com o número de votos nas urnas e Téo se elegeu quando estava derrotado pelas pesquisas, e Lessa perdeu quando as pesquisas lhe davam por eleito para o Senado.
Lessa tem um sério problema a enfrentar – que é o julgamento do recurso pelo Tribunal Superior Eleitoral contra a impugnação de sua candidatura.
Se for vitorioso no TSE a tendência é aumentar o percentual; se perder a tendência é os votos dele migrarem.
De qualquer forma, está comprovado o que dissemos no post anterior acerca do percentual de votos para o governador Téo Vilela – que jamais poderia ser inferior a 20% como apresentou a pesquisa do GAPE.
NR – Na coluna Contexto, de O Jornal, edição desta terça-feira, nós dissemos que o julgamento do recurso de Ronaldo Lessa pelo TSE não seria nesta terça-feira, conforme foi anunciado..
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.