Postado em 06/09/2010 às 20:33

Cícero Almeida apóia Téo Vilela. Que acham?

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Não poderia ser outra a opção do prefeito Cícero Almeida (PP) na eleição majoritária este ano. E ninguém pode dizer que ele quebrou acordo; desta vez o prefeito foi correto com o que foi acordado em Brasília e quem rasgou a foto não foi ele.

Almeida decidiu apoiar a reeleição do governador Téo Vilela (PSDB) e está certo na opção, para quem sonha vôos mais altos.

Mas, o que o amigo internauta acha: o prefeito Cícero Almeida fez certo ao se decidir pelo apoio à reeleição do governador Téo Vilela.

Ou melhor: em 2014, o governador Téo Vilela não pode mais se candidatar à reeleição. E aí,  você trocaria um passarinho na mão, por dois passarinhos voando?
 

Postado em 03/09/2010 às 21:01

Lula risca Alagoas do mapa. Mas, apóia mesmo o Téo?

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O presidente Lula e a candidata dele, Dilma Rousseff, já recusaram três vezes o convite para virem a Alagoas – e ambos já estiveram bem perto, bem ali em Recife.

Cabe lembrar que, em Alagoas, foi o único Estado onde Lula perdeu a eleição para José Serra, em 2002, em pleno governo de Lessa.

Se tomou a decisão de riscar Alagoas do mapa da campanha, Lula também decidiu não reagir contra o uso de sua imagem, seja quem for o candidato – pode ser o Lessa, o Collor ou o Téo.

O PT ameaçou entrar com ação contra o candidato do PSDB, por aparecer com Lula no guia eleitotal, mas é pura bravata; de acordo com o parecer do ministro Henrique Neves, do TSE, o direito de imagem é pessoal e só o próprio Lula pode contestar - e Lula não contestou.

E o mais intrigante de tudo é que ninguém tinha conseguido fazer a Petrobras pagar o que devia ao Estado. A pendência vem há 10 anos e o governador Téo Vilela conseguiu.

Será que a Folha de S Paulo tem razão quando disse que o Lula apóia também o Téo? Não sei; só sei que foi assim: o governador Téo Vilela conseguiu com o Lula o que ninguém conseguiu.

Para intrigar ainda mais tem o fato de Lula não aparecer pedindo voto para nenhum candidato a governador.

É ou não é?

Eu acho que o Lula apóia é o Téo. Que acha?
 

Postado em 02/09/2010 às 17:03

Polícia Federal vai indiciar Lessa por formação de quadrilha

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A Polícia Federal espera apenas ouvir o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) para indiciá-lo por formação de quadrilha e mais dois outros crimes relativos às obras de macro drenagem no Tabuleiro do Martins.

A PF já descobriu que houve superfaturamento no valor de R$ 14 milhões, na época. Mas, Lessa responsabilizou os ex-governadores Divaldo Suruagy e Manoel Gomes de Barros.

- “Eles (Suruagy e Mano) é que deveriam ter sido intimados para depor” – disse em entrevista, pelo telefone, ao jornalista Beto Macário, do Cada Minuto.

Lessa está em Brasília tentando impedir que o Tribunal Superior Eleitoral mantenha a sentença do Tribunal Regional Eleitoral, que o tornou inelegível.

Mas, para o presidente estadual do PTdoB, Marcos Toledo, que também esteve em Brasília, é difícil Lessa escapar no TSE. De fato, por muito menos o TSE considerou inelegível o candidato a governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz.

E observem que Roriz sequer foi condenado, ao contrário de Lessa.

Lessa, que atacou o TRE, agora ataca a Polícia Federal afirmando que a intimação para depor é política.

Ocorre que esta é apenas uma das 32 ações contra Lessa, que tramitam no Ministério Público e, a maioria delas envolve malversação de recursos.

Na PF é tido como certo o indiciamento de Lessa.
 

Postado em 31/08/2010 às 20:42

Cadê o Ciço? Tá trabalhando ou tá omisso? Deixa disso...

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Na década de 60 o paraibano Sandoval Caju representava um sério problema para a oligarquia política alagoana – que via nele a reedição do pernambucano Muniz Falcão.

Cada um com sua peculiaridade, mas ambos com perfil populista. Muniz foi delegado regional do Trabalho e se tornou ídolo dos trabalhadores – que lhe elegeram deputado federal e depois governador, na década de 50.

E Sandoval fazia a cabeça dos ouvintes; ele era radialista com fortíssima penetração popular e se elegeu prefeito de Maceió. E teria sido governador se algo de tenebroso não acontecesse em 1964.

E o golpe de 64 tratou de enterrar os fantasmas que rondavam e fustigavam o pensamento da oligarquia.

Forjaram provas e cassaram o prefeito Sandoval Caju; e Muniz Falcão venceu a eleição direta em 65, mas não levou; de última hora arranjaram o argumento de que ele não havia obtido a maioria dos votos – ainda que disputasse o governo com dois outros fortes candidatos.

Muniz Falcão e Sandoval Caju são partes da história política de Alagoas como acontecimentos raros.

E essas raridades da política alagoana, algo como fenômeno, foi aumentada com o histórico do prefeito Cícero Almeida – nunca na história política do Estado se viu algo igual; se viu um político com carreira tão meteórica e aprovação tão alta.

O prefeito Cícero Almeida é tudo isso aí, como nunca aconteceu antes.

Junte-se a isso que o prefeito é de origem humilde e teremos o fato raríssimo de ser Cícero Almeida o único em condições de assumir a herança de Muniz Falcão e de Sandoval Caju – que, ao contrário do que se pensa, é um eleitorado que passou de pai para filho, pois fenômeno não morre jamais.

Mas, o prefeito precisa entender que o pior para ele, nessas eleições, é ir pescar – que é seu novo hobby.

A pescaria no mar pode até ser boa e render muitos peixes, mas, em 2014, o anzol para os votos pode estar enferrujado e se partir. Em 2014, o eleitor pode não entender mais o prefeito – que não deve estar pensando em ser vereador, e sim trabalhar para eleger o sucessor.

Trocando em miúdos: o prefeito Cícero Almeida tem dois caminhos a seguir:  1) se engajar na eleição para lembrar ao eleitor que ele ainda decide; 2) esquecer a candidatura para governador, se ficar omisso.

A diferença entre o prefeito Cícero Almeida e Sandoval Caju é que este foi atingido pelo golpe de 64, e Almeida, com a hesitação, ele mesmo prepara o golpe contra si.

E quem Almeida deve apoiar para governador?

Elementar, meu caro Watson! Almeida deve apoiar quem não lhe faça sombra em 2014. Senão, ele arruma sarna pra se coçar.

É ou não é? Está todo mundo perguntando: cadê o Ciço? E uma voz lá longe, quase inaudivel, responde  fraca: está trabalhando, que o cabra é bom de serviço...

Eu sei que é, mas é preciso dar força e eco à resposta.

NR – Nesta terça-feira, 31, é o Dia do Blogueiro e aproveito para agradecer ao jornalista Wadson Régis – que me fez o primeiro blogueiro do Estado, e a Monique, esposa dele, por ter batizado de Blog do Bob. E, ao Henrique, dono da ID5, por ter sido o primeiro a fazer comentário no blog. Aos internautas que me honram com a leitura e os comentários os meus sinceros agradecimentos – com o pedido de desculpas àqueles a quem involuntariamente desagrado.
 

Postado em 30/08/2010 às 20:21

TSE não julga recurso de Lessa e agonia prossegue

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(Atualizado às 7h40min)

Na noite desta terça-feira, 31, quando estiver sendo entrevistado no Conversa de Botequim pelo jornalista Plínio Lins, o governador Téo Vilela (PSDB), candidato à reeleição, esperava já estar sabendo do resultado do julgamento do recurso de Ronaldo Lessa no Tribunal Superior Eleitoral.

Mas, o recurso não entrou na pauta para ser votado nesta terça-feira e a expectativa é grande nos três lados; o julgamento de Lessa também interessa ao senador Fernando Collor (PTB) – que é outro candidato a governador. O julgamento pode ocorrer amanhã ou depois; nesta terça-feira o TSE julga o  caso do candidato a governador de Brasília, Joaquim Roriz.

Se o TSE mantiver a decisão que impugnou a candidatura de Lessa, o candidato a governador pelo PDT poderá insistir na candidatura – mas, amparado por uma liminar que o Supremo Tribunal Federal, sem dúvida, concederá.

Não é uma situação confortável. Convenhamos que não.

Na hipótese de se eleger governador tem duas possibilidades: 1) Lessa não chega a tomar posse. 2) Lessa toma posse com o fantasma da cassação em seguida, quando a sentença final for dada pelo Supremo – e isto, dizem os especialistas, pode durar um ano.

Pelos cálculos que fazem esses especialistas, na hipótese de Lessa se eleger, então lá para agosto de 2011 Alagoas teria um novo governador.

Só o portal G1 (Globo) deu o tratamento correto ao resultado da pesquisa do Ibope, quando afirmou que na eleição para o governo de Alagoas deu empate técnico entre os três candidatos. Se espichasse a matéria mais um pouco, o G1 também poderia dizer que dos três candidatos, só o Téo e o Lessa cresceram – e o Téo cresceu mais.

Embora a margem de erro na pesquisa do Ibope seja de 3 pontos para mais ou para menos, o correto é que  Lessa, Collor e Téo estão embolados; a eleição este ano será definida por um detalhe - e este detalhe pode ser o prefeito Cícero Almeida (PP).

Almeida tem interesse em 2014 e dos três candidatos, o único que não lhe fará sombra é o atual governador Téo Vilela – que não pode mais disputar o mesmo mandato.

Nesta terça-feira a eleição para governador se define e eu acho que se define logo no primeiro turno.

O que o amigo internauta acha?
 

Postado em 30/08/2010 às 14:47

Lula ajuda Téo e o Estado paga funcionalismo no mês trabalhado

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Sobre o pagamento dos salários dos servidores estaduais no mês trabalhado, algo tão raro que não se sabe quando isso ocorreu, tem o detalhe interessante: o governador Téo Vilela (PSDB), que conseguiu o feito que os seus antecessores não consguiram, contou com a ajuda do presidente Lula.

Isto mesmo! O presidente Lula ajudou o governo Téo Vilela, quando autorizou a Petrobras a antecipar o repasse dos royalties devidos ao Estado.

É verdade que Lula e Téo são amigos de longas datas; a amizade de Lula com Téo é pela gratidão de Lula ao velho Teotônio Vilela  - que foi o único político a visitá-lo quando foi preso, em 1979, por liderar a greve dos metalúrgicos do ABC paulista.

E anotem aí: Lula já gravou programa para o guia eleitoral pedindo voto para o senador Renan Calheiros, mas recusou até agora fazer o mesmo para o candidato a governador.

Então, Lula é Téo. É ou não é, seu Mané?

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.