Mais uma vez, o candidato Tony Cloves fez a diferença no debate entre os candidatos ao governo do Estado – e desta vez promovido pela Rede Globo/TV Gazeta.
E o debate foi tão ruim que o Tony Cloves fez a diferença no Twitter exatamente porque foi impedido de participar.
Pense!
Escalado para provocar o senador Fernando Collor, o candidato Jéferson PioJnes mostrou que nem para isso serve.
Lessa repetiu as maravilhas que fez quando governou o Estado por oito anos, maravilhas essas que ninguém conseguiu ver até hoje; Téo não falou mais no “rombo” de R$ 480 milhões; Collor se conteve para não mandar o Piones àquele lugar e o Mário Agra vendeu mal o peixe – que é a candidatura de Heloísa Helena ao Senado.
Sendo assim, fica o dito pelo não dito. Eu é que não vou procurar chifre em cabeça de cavalo. Tenho dito.
A renúncia do candidato a governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, não foi um ato abrupto. Nunca pensem nisso! Roriz tramou tudo.
Roriz, Jader Barbalho, no Pará, e Cássio Cunha Lima, na Paraíba, tramaram tudo; a renúncia era o “plano B” deles – que tiveram as candidaturas impugnadas com base na lei do “Ficha Limpa”.
E, como sabem que enfrentariam problema, eles lançaram as respectivas esposas e deixaram para apresentar a renúncia quando tiveram a certeza de que não há mais tempo para modificar a urna eletrônica – os nomes e as fotos deles vão aparecer e os votos vão para as esposas deles. Fica tudo em casa.
Grande jogada, que a legislação eleitoral brasileira permite.
Roriz, Jader Barbalho e Cássio Cunha Lima renunciaram; Ronaldo Lessa, não. Daí, o advogado Fábio Ferrário, em entrevista ao competente jornalista Beto Macário, aqui do Cada Minuto, lançou a advertência que está roendo o juízo de muita gente:
A eleição em Alagoas pode ser anulada e a Justiça Eleitoral convocaria outra eleição fora de época, para o governo do Estado.
E pode se concretizar em dois casos:
1) Se Lessa se eleger governador.
2) Se Lessa passar para o segundo turno.
No primeiro caso, qualquer candidato a governador – até o Tony Clovis – pode argüir a nulidade dos votos de Lessa; e, no segundo caso, o candidato que ficar em terceiro lugar pode fazê-lo pleiteando a vaga.
É que os votos para Lessa estão pendentes, igual a candidatura dele.
O que o amigo internauta acha?
Na entrevista ao repórter Beto Macário, aqui do Cada Minuto, o advogado Adriano Soares prognosticou que o candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT) vai “sangrar” até depois da eleição.
A agonia de Lessa era a mesma agonia do candidato a governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz – que, espertamente, tinha o plano B e apenas quis ganhar tempo ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra sua impugnação.
(Roriz só renunciou quando soube que não há mais tempo de se trocar a fotografia dele na urna eletrônica. A mulher dele é a candidata, mas quem vai aparecer na foto é ele).
O entendimento de Adriano Soares é o mesmo corrente nos corredores do STF, em Brasília. A decisão de Roriz de renunciar a candidatura e ao recurso aliviou a carga no Supremo – que vai esperar agora pela nomeação do ministro que vai ocupar a vaga deixada pelo ministro Eros Grau.
A nomeação do substituo de Eros Grau depende do presidente Lula – que não tem pressa; Lula quer se preservar até a eleição, pois o voto de desempate no imbróglio quanto a aplicabilidade da lei do “Ficha Limpa” pode desagradar a massa – que exige a aplicação da lei já nesta eleição.
E o Lula não é trouxa.
Daí, a afirmativa do advogado Adriano Soares sobre Lessa – que vai sangrar. Mas, o pulso ainda pulsa.
Outro bom advogado na praça, Adriano Argolo, que é coordenador do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral garante que a lei do “Ficha Limpa” vai valer para esta eleição e diz que o contrário seria “um golpe”.
“E golpe” – explicou Argolo – “só pode ser dado se houve apoio popular. E não há, porque o MCCE, a Ordem dos Advogados do Brasil, e a Associação dos Magistrados Brasileiros exigem a aplicação da lei nesta eleição”.
Em entrevista ao jornalista e professor Marcos Rodrigues, na Rádio Jornal, o advogado Adriano Argolo lembrou que acertou todas as suas antecipações acerca do posicionamento do Supremo Tribunal Federal em relação à lei do “Ficha Limpa”.
Acertou quando disse que o Supremo não iria considerar a lei inconstitucional e quando disse que o Supremo não iria concluir que a lei retroagia.
E acertará quando afirma que a lei vai vigorar para esta eleição.
Se for assim, Lessa pode levar a candidatura em frente. Mas, para nadar pra nada.
- “Estou sendo bombardeada de todos os lados e tenho apenas 50 segundos para me defender”.
O desabafo de Heloísa Helena sai entre lamento e revolta; e o que ela quer dizer no guia eleitoral e não tem tempo, tem de dizer no corpo a corpo e de casa em casa.
Tem andado muito, mas a desvantagem é grande. No horário eleitoral os adversários falam para muito mais gente e sem saírem do lugar.
Quem tem feito marcação cerrada nela é o candidato Benedito de Lira – que engole corda do senador Renan Calheiros.
Se as pesquisas de intenção de votos estão corretas, então o avanço de Benedito de Lira começa a preocupar.
Heloísa enfrenta uma batalha desigual. Se vencer vira ícone e, do contrário, tem a seu favor a justificativa de ter enfrentado verdadeiro “rolo compressor”.
Uma vaga é do senador Renan Calheiros e a outra vaga no Senado todos já davam como certa para Heloísa Helena – que estaria eleita se a eleição fosse hoje, de acordo com as pesquisas.
Mas, deve ter o Biu muito mais próximo do que se imaginava.
O que o amigo internauta acha: é justo o que estão fazendo com Heloísa Helena? O Biu pode vir de VLT e ultrapassá-la?
E, finalmente, chegou nossa prima. Vera.
Já está no You Tube, como não poderia deixar de ser, o duelo verbal travado entre o governador Téo Vilela (PSDB) e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), no debate promovido pela TV Pajuçara.
Sem dúvida, a Internet é a ferramenta que vai fazer a diferença na eleição daqui para a frente. Com ajuda do competente companheiro Wadson Correia, aqui do Cada Minuto, está aí o vídeo do duelo verbal.
Assistam e se deleitem.
Na última vez que a disputa pelo governo do Estado envolveu três grandes forças políticas, em 1965, a esquerda venceu.
Venceu, mas não assumiu o governo; de última hora inventaram a maioria absoluta e Muniz Falcão não pôde tomar posse.
O governo militar nomeou o general Batista Tubino como interventor e depois aboliu a eleição direta para governador – que só foi restabelecida em 1982.
Em 82, a esquerda lançou o advogado José Costa sabendo que não tinha chance de vencer. Zé Costa só poderia ser votado onde o partido dele tivesse diretório – e, na época, ser oposição era complicado.
A disputa entre três forças políticas se repete este ano, se Ronaldo Lessa conseguir se livrar das pendências judiciais. Senão, a eleição se resolve no primeiro turno.
Claro, a história não se repete – a não ser em forma de tragédia, como ensina o mestre – mas, é muito parecida.
Em 1965, o senador Arnon de Mello rompeu com a UDN e fundou o PDC para disputar o governo do Estado contra Rui Palmeira – que era apoiado por Teotônio Vilela, o menestrel.
Na eleição este ano o filho de Arnon enfrenta o filho de Teotônio. E Lessa pode ser o Muniz Falcão amanhã, com o risco de vencer e não assumir.
Sendo assim, na eleição este ano em Alagoas só temos mesmo duas novidades:
1) A dança do Biu
2) A ausência de assaltos a bancos e roubo de cargas – que eram comuns até a eleição de 2006.
É ou não é?
A campanha do candidato ao Senado, Benedito de Lira, é a mais bem-bolada desta eleição. Biu pode até não se eleger, mas sua campanha provou que o marqueteiro faz a diferença – quando ele é bom mesmo. Claro.
O Biu pode até dançar nas urnas, mas está fazendo um estrago danado.
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.