Brasília – Todos os assaltos a bancos ocorridos em Alagoas até ontem, hoje, amanhã e depois, são patrocinados para fazer caixa para campanhas eleitorais.
O assalto à agência do banco em Piaçabuçu é para caixa de campanha e o assalto inadmissível à agência do Bradesco em Rio Largo também.
Aliás, o assalto à agência do Bradesco em Rio Largo é igual ao assalto à agência do Banco do Brasil, em maio de 2003, em Palmeira dos Índios, pois só que tem a certeza da conivência ousa desafiar a topografia desfavorável.
Ruas estreitas, rotas de fugas congestionadas e apenas duas saídas. E a polícia no dia do assalto não estava na cidade. Pense!
No assalto à agência do Banco do Brasil em Palmeira dos Índios, em 2003, a autoridade policial maior do Estado foi conivente. Songamonga, ela (autoridade) apareceu na cidade a bordo de um helicóptero com a missão de proteger os assaltantes, pois mesmo avisada de que o bando fugiu na direção de Viçosa optou para se deslocar na direção de Canafístula – que fica do lado oposto.
Também não explicou e se engasgou muito quando lhe perguntaram o motivo da viatura policial que todos os dias - até hoje - que fica estacionada ao lado da agência do BB, no dia do assalto não estava lá.
Coincidência não existe.
Os assaltos agora deve-se ao seguinte: impedidos de assaltarem bancos impunemente depois de 2007, o bando está quebrado. Foram impedidos porque o comando da segurança pública mudou, mas precisam desesperadamente de dinheiro para manter a tropa que lhes protegem e , também, porque precisam manter a tropa adestrada.
É mais difícil descobrir quem descobriu o Brasil – dizem que foi Pedro Álvares Cabral - do que descobrir o bando que assaltou o banco em Piaçabuçu e Rio Largo.
E o assalto à agência em Rio Largo, este, é mais fácil que respirar. É pá e bola; basta só conhecer o Teorema de Pitágoras e traçar os catetos e a hipotenusa, concluindo depois que a soma do quadrado dos cateto é igual à soma do quadrado da hipotenusa.
Ou seja: de Piaçabuçu a Rio Largo e um lero só.
Simples. Mas, cuidado com quem foi designado para apurar os crimes, pois este pode ser do lado de lá.
A não ser que queiram complicar, só porque o enterro está voltando e para o ano tem eleição.
Brasília - Os amigos internautas que nos honram com a leitura do blog sabem e quem não sabe pode ficar sabendo pelas postagens arquivadas, que eu nunca acreditei na “estória” da Gripe Suína.
Apesar das opiniões de especialistas, de cientistas e coisas e tais, a “estória” da Gripe Suína é realmente uma “estória” – assim mesmo, com “é”, como convém a Trancoso e a Carochinha.
Pura balela que a mídia espetaculosa alardeou para tungar os otários. Pergunto agora: cadê a “Gripe Suína”, que fim levou se pouquíssimas pessoas se vacinaram – ainda bem; e se em alguns países, como na Holanda, sequer a vacina foi admitida?
Cadê os “infectologistas”, cientistas, especialistas em suínos, digo, em gripe de porco? Eu disse e repito agora que o noticiário sobre a Gripe Suína era uma jogada para conter o consumo de milho destinado à ração para porcos.
Primeiro eles inventaram que a gripe era transmitida pelas aves – que, não por coincidência, se alimentam de milho; depois disseram que era transmitida pelos porcos – que comem farelo de milho.
Falaram até em pandemia! Pura sacanagem.
Não por coincidência, porque não existe coincidência, eles apontaram o foco da “Gripe Suína” numa cidade mexicana na fronteira com o Texas, nos Estados Unidos. E por que fizeram isso? Porque o milho que o Texas produz não estava atendendo à demanda interna.
Só por isso.
Nunca existiu Gripe Suína e mesmo que possa existir alguns diagnóstico comprovando a doença eu ainda assim não acredito, porque do mesmo jeito que o canalha envelhece, ele ( o canalha) também se presta a qualquer serviço.
Chegaram até a inventar o tal de “Influenza” e a identificar o vírus da Gripe Suína como A1N1 ( era isso? Não seu direito porque levei tudo na goga).
Sentindo-me ultrajado exijo agora daqueles que se prestaram a espalhar a mentira que arranje uma Gripe Suína para mim porque eu adoro uma porca.
Sendo do sexo oposto, eu adoro qualquer uma que ronca e fuça. Então, doutor, arranje uma Gripe Suína pra mim. Eu pago bem.
Aos otários que tomaram vacina, que compraram máscaras e luvas, eu só tenho a dizer: bem feito, pois quem mandou cair no conto do porco?
Atchim!
Brasília – Diz-se que o ser humano nunca esquece onde deixou o umbigo e por mais que me envolva aqui em outro cenário, e me sinta muitíssimo bem como cidadão e profissional, não deixo de pensar nas origens – em Alagoas está meu cordão umbilical, parte da minha história, minha família e os meus mortos e vivos queridos.
Acompanho, pois, muito preocupado, a discussão sobre a violência que atinge o Estado. Embora a violência tenha caráter nacional – aqui em Brasília não é diferente – em Alagoas há de se entender que em parte se trata de uma violência anunciada.
Por exemplo: a “hospedagem” concedida a Fernandinho Beira-Mar, que muitos se posicionaram contrários, e com razão, porquanto Alagoas não dispunha – nem dispõe até hoje – de estrutura carcerária adequada.
Mas, mesmo assim, “hospedamos” o Fernandinho Beira-Mar por duas vezes e ainda lhe tratamos os dentes no consultório odontológico localizado em frente à sede da Polícia Federal, para onde o “paciente” ia e vinha como cidadão comum.
Quem pagou a conta do dentista? Não sei; só sei que foi assim.
Depois da passagem de Fernandinho Beira-Mar como “hóspede vip” do Estado de Alagoas tudo desandou; o que era ruim ficou pior e a tendência é piorar ainda mais porque as consequências negativas da presença dele no Estado são incomensuráveis.
Depois dele veio o Severo – que foi assassinado como queima de arquivo dentro de uma cela de uma delegacia em São Paulo; e sabe-se agora que vieram o Nem e o Coelho, líderes do tráfico de drogas, de armas e outros ilícitos na Rocinha.
Lembro-me de um amigo delegado da Polícia Civil, ao me sugerir uma pauta. Disse-me o delegado, mandando-me que apurasse a informação, de que uma carreta marca Volvo que tombou na BR 101 em Novo Lino estava registrada no nome de uma transportadora que pertence a irmã de Fernandinho Beira-Mar.
O delegado soube da informação, mas obviamente nada poderia fazer porque se tratava de um acidente automobilístico numa rodovia federal onde a polícia estadual não pode atuar.
E era verdade, mas abafaram o caso.
Ao saber dos “discursos” feitos hoje por quem, na época, se omitiu; ao ver se questionar o governo atual eu concluo que a violência em Alagoas é também culpa do cinismo. É como se quisessem que nós esquecêssemos a irresponsabilidade anterior, pois todos sabiam que a única coisa que Alagoas poderia ganhar “hospedando” Fernandinho Beira-Mar é isto o que estamos assistindo atônitos agora.
Que tal alguém na Assembléia Legislativa propor o título de "Cidadão Honorário de Alagoas" para Fernandinho Beira-Mar, pelo “benefício” de ter presenteado o Estado com o Nem, o Coelho e mais drogas?
Brasília – A notícia de que os traficantes cariocas estão migrando para o Nordeste já é conhecida por aqui há tempo.
O Nordeste virou o destino dos criminosos de várias modalidades e nacionalidades, de modo que a atenção deve estar voltada também para investidores estrangeiros – ainda que não se deva generalizar.
Também não se deve analisar o traficante apenas pelo crime das drogas, porque a atividade criminosa que exercem é um leque de “oportunidades” de faturamento que abrange o comércio ilegal de armas, de carros importados e de lavagem de dinheiro – e, nesse particular, o setor imobiliário é o mais seguro para se tornar lícito o que é ilícito.
Mas, é errado pensar que essa fuga do crime para o Nordeste se dá exclusivamente como consequência das ações da polícia nos morros cariocas.
Lembram-se da traficante conhecida como Branca, que conseguiu autorização para cumprir pena em Atalaia, onde sequer existe cadeia pública?
E o Severo, preso numa casa de veraneio na Praia do Francês?
Pois bem, esses exemplos são de muitos anos atrás; são do tempo em que a polícia ainda não havia subido – nem sequer imaginava subir – os morros cariocas.
O caso do Severo é ainda mais contundente; Severo só foi descoberto na Praia do Francês porque o filho dele, numa malograda tentativa de assaltar um banco em Sergipe, tentou escapar da polícia sergipana homiziando-se na casa do pai – que até então era um pacato cidadão morador da Praia do Francês.
Em entrevista à imprensa alagoana, Severo confessou sua atividade criminosa, pediu apenas para preservar a esposa dele e se comprometeu a desvendar o assassinato do prefeito de Santo André-SP, Celso Daniel.
Interessante e intrigante é que Severo foi levado para São Paulo e assassinado dentro da cela, às vistas da sua advogada, sem que a polícia paulista pudesse ouvi-lo contar o que sabia sobre a criminalidade.
Não pensem, pois, que o Nordeste virou destino desses criminosos este ano. Faz tempo, ó, que o crime veraneia em Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Bahia.
PS - Ou será que já esqueceram que Alagoas "hospedou" por duas vezes Fernandinho Beira-Mar? Ou será que alguém acreditou que, "hospedando" Fernandinho Beira-Mar, Alagoas não iria sofrer com as seqüelas?
Brasília – São 122 anos de uma República proclamada por monarquistas preocupados em perder regalias num novo regime. Mas, o pior é que a República não foi proclamada no dia 15 de novembro, mas na tarde do dia 16.
Explicando:
O marechal Deodoro, que tudo devia a Pedro II, não queria apeá-lo do poder; na verdade, Deodoro queria apenas tirar o Visconde de Ouro Preto da chefia do Ministério, porque espalharam o boato de que Ouro Preto ia acabar com o Exército e investir maciçamente na Marinha – que, aliás, é a arma de todos os reis.
Isto porque, na Guerra do Paraguai, as batalhas decisivas foram navais e o Brasil sentiu que precisava fortalecer a sua Armada.
Deodoro saiu na manhã do dia 15 até a Vila Militar e, depois de dar um “viva” para o Imperador, tomou conta da situação e assumiu o controle do golpe. Isto, uma semana depois de ter instruído os comandantes militares a reagirem contra o ideal republicano sustentando que “ruim com ela (Monarquia), pior sem ela (Monarquia).
E por que Deodoro mudou de ideia?
Explicando:
O marechal Deodoro não queria Ouro Preto na chefia do Ministério e esperou até o dia 16 pelo substituto. Mas, não gostou quando soube que Pedro II tinha indicado o gaúcho Silveira Martins (foto) para substituir Ouro Preto.
Deodoro tinha uma rixa antiga com Silveira Martins, mais precisamente, uma “dor-de-cotovelo” incurável. Deodoro foi presidente (hoje governador) da Província do Rio Grande do Sul e se apaixonou pela Baronesa de Triunfo – que preferiu Silveira Martins para amante.
Deodoro não perdoou.
Quer dizer então que a República brasileira nasceu de uma dor-de-cotovelo? É verdade. Não foram os republicanos que proclamaram a República.
Mas, eu não sei o motivo de terem embarcado Pedro II para o exílio num navio chamado Alagoas. Só sei que o imperador tirou uma onda com seus algozes, quando viu que estava embarcando num navio chamado Alagoas – além de ter sido expulso por um alagoano a quem protegeu e ajudou exaustivamente.
Traído pelo alagoano Deodoro, o imperador tirou a onda:
- Já que estão me levando para Alagoas, então me deixem em Penedo.
Os covardes ouviram calados, cabisbaixos, enquanto Pedro II, um dos homens mais cultos e a quem o Brasil deve ainda hoje a Ciência, as artes, a imprensa, a comunicação, partiu para nunca mais. O neto, Pedro Augusto, não se recuperou do trauma de ver o avô humilhado e enloqueceu.
Gente! Sabe o que eu acho? Eu acho que Alagoas paga até hoje o preço da covardia. É ou não?
Viva pois, o imperador Pedro II, porque Floriano Peixoto também não foi correto com ele. Encarregado da segurança do Império, Floriano Peixoto dizia a Pedro II que "estava tudo sob controle" quando sabia que não estava. Pedro II confiou no "Marechal de Ferro" e dançou.
PS – Meu amigo Ronaldo Brito se foi. Amigo de infância e do Grupo Escolar Cincinato Pinto; amigo dos jogos de futebol no Campo do Aterro – que ainda existe –no Bairro do Bom Parto, do Rener do “Ciço Cabeção” e do Alagoano, o time do Bom Parto que tinha as mesmas cores do Flamengo e que ajudei a fundar junto com o Carlos e o Zé Binga. O Ronaldo Brito se notabilizou como quarto-zagueiro do CRB e essa posição foi inventada para ele pelo saudoso “Pai Manu”, dono do Arsenal, da Ponta Grossa, que queria manter no time o meia Marco Antônio (hoje médico cardiologista, articulista de O Jornal e soube que vive hoje na Suécia). O Ronaldo jogava no meio-campo do Alagoano, fazendo o triângulo com o Zé Luiz (volante, que hoje mora em Palmares-PE) e o Pituca (meia-esquerda, que hoje mora em São Paulo). Da turma, o Ronaldo Brito foi o primeiro a comprar um carro – um fusquinha azul 1200, com som, onde a gente ouvia os Novos Baianos cantarem Preta Pretinha, a música que ele gostava. Vai com Deus Ronaldo, porque se você fosse da geração atual já estaria jogando fora do país. Você, o Zé Luiz e o Pituca.
Brasília – Circula por aqui a informação de que o prefeito de Traipu, Marcos Santos, administra o município à distância e não é por telepatia. O prefeito foragido da polícia e da Justiça “conversa todos os dias com o filho”, que é na verdade o vice-prefeito de fato.
“Faça assim, faça assado; pague isso, pague aquilo”, são as ordens cifradas que são emitidas pelo prefeito foragido para o filho, que repassa as ordens para a esposa – que é a prefeita de direito, mas não é de fato.
Dizem até, por aqui, que o prefeito foragido esteve na Capital Federal procedente do interior da Bahia, onde teria e homiziado, depois de ser informado de que seria preso novamente.
Seria cômico se não fosse trágico, mas depois dos cursos superiores à distância – que fazem o maior sucesso – temos agora a figura do prefeito à distância – que tem a vantagem de administrar sem ser importunado com pedidos dos munícipes.
Alagoas lança a moda do prefeito à distância, que também é o “prefeito Lombardi” – todos ouvem a voz dele pelo telefone, mas ninguém consegue saber onde ele está.
Não é supimpa!
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.