Postado em 06/02/2012 às 08:52

O tiro que "matou" Antônio Albuquerque e feriu Limoeiro

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O atentado contra o filho do deputado Antônio Albuquerque é um desses crimes em que a polícia, sem um serviço de inteligência eficiente, não chegará a lugar algum.

São pelo menos três pistas que a polícia dispõe e até penetrar pela pista certa leva tempo, e tempo é fundamental para apagar pistas.

Pela psicologia criminal, o atentado deixa uma pista à parte: o tiro no rosto significa vingança, mas fica a dúvida: se vingar do filho ou do pai?

Dizem que a polícia pelo menos já sabe que os pistoleiros são de Pernambuco; são sicários sertanejos conhecidos de políticos alagoanos.

Perplexa, a sociedade começa a juntar as pedras para tentar entender o que se passa. Talvez uma coisa nada tenha a ver com a outra, mas há pouco a notícia de um plano para matar deputados agitou a política.

O plano foi desmentido, o dito ficou pelo não dito, apesar de envolver o nome da Polícia Federal, e quando já se ia esquecê-lo surge a notícia concreta do atentado ao filho do deputado – quem sabe porque, contra o deputado, seria mais difícil.

A polícia pede a quem tiver alguma dica sobre os pistoleiros que atentaram contra o filho do deputado Antônio Albuquerque, que informe sob sigilo total.

Mas, como nos grandes problemas de enunciados longos, a resposta pode ser mais simples do que se imagina e pode estar tão perto que é capaz de passar despercebida.
 

Postado em 04/02/2012 às 13:00

As razões de Célia Rocha e a terceira via em Arapiraca está livre

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Se houver mesmo o confronto Célia Rocha contra Rogério Teófilo, a “terceira via” em Arapiraca estará pavimentada; só falta aparecer alguém para trilhá-la.

Todos sabem disso; o governador Téo Vilela, o senador Renan Calheiros, o prefeito Luciano Barbosa, todos sabem e vão correr o risco?


Dizem que houve um acordo entre o PSDB e o PMDB, mas o governador nega. Se houve esse acordo, então o confronto não vai existir e Rogério ensarilha as armas.

E se não houve, então um terceiro nome pode arrastar o troféu – que é a prefeitura. Quem está de olho nessa possibilidade é o senador Benedito de Lira, que tem tido muita sorte com o PP nas últimas eleições.

O PP não tem um nome forte em Arapiraca, é verdade, mas lembrando o que aconteceu em Maceió na década de 1990, Ronaldo Lessa se elegeu prefeito depois de quase ter perdido a eleição para vereador.

Coisas da política, que num cenário igual ao que se desenha em Arapiraca costuma produzir resultados já conhecidos.

As razões da deputada Célia Rocha para aceitar a candidatura são consideradas fortes; Célia tem dito que “vive assustada”, que “perdeu o sossego”, que “corre riscos” com o mandato de deputada federal na condição em que se encontra.

Dizem até que Célia usa colete à prova de balas. Não sei se é verdade, mas me disseram isso.

Uma vez eleita prefeita, Célia recuperaria o sossego – é isso o que ela pensa. Todos concordam que a situação de Célia não é mesmo confortável na Câmara Federal, mas há o componente do acordo que Rogério Teófilo cobra.

Aliás, Rogério está numa situação complicada: se mantiver a candidatura e ir para o confronto com Célia corre o risco de perder, mas mantém a dignidade. E, caso contrário, se desistir e jogar a tolha se desmoraliza.

Esse é o verdadeiro “nó apertado” na política na terra de Manoel André., com o detalhe de que já tem gente pensando na “terceira via”.

E quem poderia ser esse terceiro nome, capaz de derrotar Célia e Rogério e se tornar na grande surpresa da eleição este ano em Arapiraca?

Quem seria esse que iria fazer o boi voar em Arapiraca?
 

Postado em 01/02/2012 às 16:07

E se Rogério, o traído, derrotar Célia Rocha?

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O anuncio da candidatura da deputada federal Célia Rocha à Prefeitura de Arapiraca não surpreendeu. Por mais que ela tentasse disfarçar, jamais disfarçou que seria indicada; quanto mais se ampliava o impasse e quanto mais o prefeito Luciano Barbosa jogava com as pedras, o tabuleiro do xadrez político arapiraquense parecia configurado.

E a candidatura de Ricardo Teófilo?

A rigor, a candidatura de Ricardo Teófilo nunca existiu; ou melhor, existiu, mas para que o prefeito Luciano Barbosa pudesse ganhar tempo e preparar a apresentação do nome de Célia Rocha sem deixar sequelas – é o que eles pensam.

As sequelas seriam advindas do rompimento do acordo de Célia para apoiar Rogério Teófilo; com os desfiles de nomes de pré-candidatos e o impasse na família Teófilo, o prefeito Luciano Barbosa pensa que eliminou as sequelas.

Será?

E se o eleitorado arapiraquense entender que Rogério Teófilo “é a grande vítima”? Que foi “traído”?

Se o entendimento do eleitorado arapiraquense for esse, então a deputada federal Célia Rocha pode estar fazendo um mau negócio ao disputar a prefeitura. É da índole do eleitor optar pelo sacrificado num processo eleitoral tumultuado – e o sacrificado é Rogério.

Já pensou se Célia Rocha perder a eleição? Como vai ficar o grupo?

Na eleição passada o governador Téo Vilela venceu a disputa em Arapiraca, mesmo enfrentando o prefeito Luciano Barbosa. Se o governo investir na candidatura de Rogério, é possível manter o resultado favorável na região.

E aí...

Parte do eleitorado arapiraquense já entendeu que o prefeito Luciano Barbosa não queria Rogério nem Ricardo. Imagine se Ricardo tivesse conseguido convencer o irmão a desistir de disputar a prefeitura, o que iria acontecer:

1) O prefeito Luciano Barbosa iria apoiar mesmo Ricardo?

2) E se Ricardo, uma vez eleito, se recompusesse com o irmão Rogério, como ficaria o prefeito?

Mas, gente, o pior será se Célia Rocha não se eleger. Aí vai ser complicado para o grupo em 2014.
 

Postado em 31/01/2012 às 13:01

Afinal, quem é mesmo o candidato do prefeito Cícero Almeida?

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Terminou o primeiro mês do ano e ninguém sabe de fato quem é o candidato do prefeito Cícero Almeida à Prefeitura de Maceió; o secretário municipal de Infraestrurura, Mosart Amaral, acha que é ele – mas nem tanto.

Tudo pode acontecer no decorrer do período; afinal, até agora só o ex-governador Ronaldo Lessa disse que é candidato.

O que pensam os senadores Renan Calheiros, Fernando Collor e Benedito de Lira? E o que estará pensando nesse momento o governador Téo Vilela – que, igual ao Collor, devem olhar 2012 com a visão de 2014?

E o que estará pensando o deputado federal João Lyra?

E o que será que se passou durante o mês nos bastidores da Barra de São Miguel, mais precisamente na casa do ex-vice-governador José Wanderley?

O exercício de adivinhação permanece e todos podem tentar adivinhar: quem será mesmo o candidato que o prefeito Cícero Almeida vai apoiar?
 

Postado em 28/01/2012 às 10:22

Vou danado pra Piranhas, antes do Biu

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O imperador Pedro II era um homem dedicado às ciências e atualizado; ele se correspondia com cientistas e foi assim que surpreendeu o presidente dos Estados Unidos, que o convidou para uma feira industrial na Filadélfia, e viu a intimidade do imperador brasileiro com Gran Bell – que alguns rotulavam de louco por anunciar um aparelho “que falava e ouvia” à distância.

Ao avistar Pedro II, o “louco” do Gran Bell sugeriu que ele testasse o aparelho – que era o telefone. E vem daí a célebre frase do imperador brasileiro, em inglês fluente:

- My God! Its take! ( Meu Deus! Isso fala! )

O Brasil deve a Pedro II a Botânica, a Comunicação e Telefonia, a Metalurgia, as Artes Plásticas, a Economia, enfim, deve o protótipo de nação.

Pois bem; este homem que numa feira industrial nos Estados Unidos se transformou na primeira autoridade a atender uma ligação telefônica no mundo, e ainda mais feita pelo inventor do telefone, também era capaz de estar em Piranhas, no alto Sertão alagoano.

E isto no século 19!

Nos contatos com os cientistas com os quais se correspondia em vários idiomas, o imperador Pedro II soube dos projetos de geração de energia elétrica a partir de cachoeiras dragadas nos rios. Uma delas, especificamente para o Nordeste, era a cachoeira de Paulo Afonso Viveiros – o nome do dono das terras naquela região entre Alagoas, Bahia e Pernambuco.

Lá, sô o esmo da caatinga. Nada havia para acomodar o imperador e mesmo assim ele foi. Saiu do Rio de Janeiro, passou por Maceió, entrou no Rio São Francisco na direção de Penedo e seguiu até Piranhas – que é o ponto final da navegabilidade do São Francisco, a partir da foz.

Entre Piranhas e Petrolândia-PE, que se chamava na época Jatobá, não dá para navegar pelo São Francisco e o imperador Pedro II autorizou a construção de uma ferrovia ligando as duas cidades e, conseqüentemente, os dois estados.

A ferrovia, com 100 quilômetros, foi construída em 1 ano. Depois de tanto tempo operando, em 1964 foi desativada sob a alegação de que dava prejuízo, e pode voltar a receber o trem, hoje, porque a obra foi bem feita.

Hoje, quando se comemora em Piranhas a possibilidade da volta da ferrovia, ainda que com finalidade turística, é o momento de reverenciar a memória daquele que foi mais que um brasileiro ilustre. Foi também um visionário.

Viva o Imperador Pedro II!
 

Postado em 26/01/2012 às 18:20

Com medo do fantasma, Célia pode disputar a prefeitura em Arapiraca

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Em nome do sossego dela e da família, evidentemente, a deputada federal Célia Rocha tem tudo mesmo para ser a candidata à Prefeitura de Arapiraca e, uma vez eleita, ela sepulta o fantasma que lhe assombra desde o dia do resultado da eleição – quando se elegeu à Câmara Federal.

Ser deputada federal era tudo o que Célia queria, mas na condição em que se encontra ela só tem ouvido conselhos sobre cuidados com a segurança – e, quem a conhece, sabe que Célia é de sair às ruas cumprimentando o eleitor, sem se preocupar com quem está em volta.

O impasse continua sendo Rogério Teófilo, que lhe cobra o compromisso de apoiá-lo em compensação pelo apoio que ele deu à candidatura dela à Câmara Federal. Rogério insiste em que a vez é dele e exige o compromisso de Célia.

A sucessão em Arapiraca está nesse pé; Célia não quer contrariar o prefeito Luciano Barbosa, mas ainda não teve coragem de dizer a Rogério que o acordo furou. E Rogério, fazendo de conta que de nada sabe, mantém a candidatura.

O grande sonho de Célia é atrair o governador Téo Vilela para o seu grupo, repetindo o que vai se passar em Palmeira dos Índios, com o governador e o senador Renan Calheiros juntos na tentativa de reeleger o prefeito James Ribeiro.

É um sonho que parece impossível, porque da última vez que Célia esteve com o governador Téo Vilela ouviu dele que o candidato do governo é Rogério Teófilo.

Os arapiraquenses se dividiram também em relação à candidatura de Célia. Uns acham que ela vai ficar mal perante o eleitorado se trair Rogério Teófilo; outros atacam Rogério dizendo que ele vai “estancar” a administração e atrasar Arapiraca devido a seu jeito de ser indeciso e demorado nas decisões.

E o que o amigo acha?
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.