Sem dúvida alguma as eleições de 2012 marcarão a vida política de muitas pessoas, sejam elas candidatas ou já no exercício do cargo de prefeito, vice-prefeito ou vereador.
As pré-candidaturas anunciadas até agora aos cargos majoritários, tanto em Maceió como nas principais cidades do interior, mostram que muitas articulações ainda estão por vir.
São pretendentes demais para cargos “de menos”!
Muitos prefeitos e prefeitas, que estão no primeiro mandato, já têm como certa a reeleição, mas surpresas podem acontecer, principalmente nas cidades onde a oposição está coesa em torno de um nome que espelha uma candidatura forte. Este é o caso de sua cidade?
Por outro lado, personagens de expressão procuram manter sua posição no cenário político, mas sabem que as eleições deste ano serão marcantes em suas vidas, pois não podem perder mais espaços nem densidade eleitoral.
Em determinados casos, o resultado do pleito de 2012 marca a sobrevivência ou sepultamento político de muitos.
Eu me incluo neste contexto pela condição de suplente que ocupo.
É esperar para ver...
As reuniões periódicas da comissão eleitoral do Diretório Municipal do PT em Maceió estão sendo bem movimentadas.
Há uma perspectiva de que sejam eleitos, seguramente, dois vereadores, caso o partido não coligue.
O entusiasmo toma conta dos pré-candidatos à Câmara Municipal, havendo representantes de vários segmentos da sociedade, predominando os ligados aos movimentos sindicais, como é o caso do Isac Jackson (Cut), Amélia Fernandes - Amelinha - (Urbanitários), Wagner Simas (Polícia Militar) e Tomás Beltrão (Educação).
O vereador Ricardo Barbosa tentará a reeleição confiante na sua boa atuação ao longo do mandato.
A novidade é o médico cardiologista Cleber Costa, recém filiado ao partido e que conta com um grande apoio da classe média.
Outras pessoas de destaque social ainda podem se lançar como pré-candidatos ao pleito municipal, mas precisa ser feito um trabalho de convencimento para isso.
O fato é que o PT tem condições de eleger pelo menos dois vereadores, havendo a real possibilidade de chegar a três.
É esperar para ver!
Cada vez mais os municípios vão conquistando seu espaço enquanto poder público. Uma prova disso foi a municipalização do trânsito e o incremento maior das políticas públicas relacionadas à saúde, educação e assistência social no âmbito da municipalidade.
Agora, uma questão que não tardará a acontecer será a municipalização da segurança pública, pois essa é a tendência do mundo moderno e uma realidade em vários países, tidos como do "primeiro mundo".
Aqui isso se dará, inevitavelmente, por intermédio da inserção das Guardas Municipais no contexto das normas do artigo 144 da Constituição Federal.
Existem retóricas sobre o tema em questão, especialmente com publicação de artigos elaborados por “estudiosos” que nunca tiveram qualquer contato direto com a criminalidade e sua evolução.
Absurdo!
O fato incontestável é que em muitas cidades, Brasil afora, as Guardas Municipais estão bem mais estruturadas que a Polícia Civil e Militar, o que é lamentável, pois mostra o atual quadro de crescente abandono da segurança pública por conta dos desmandos dos governos estaduais.
Aos que se dizem “estudiosos”, vale lembrar que a polícia não possui competência, apenas atribuição, portanto, os atos praticados por seus agentes não são anuláveis em razão da matéria. Digo isso por ter ouvido de alguns que, caso seja instituída a polícia municipal, haveria a necessidade de ter também o Ministério Público e a Justiça Municipal.
Pode?
As pesquisas de opinião pública realizadas ao longo da gestão da presidenta Dilma mostram o tamanho da aceitação de sua administração.
Levando em consideração que ela não é tão carismática e extrovertida como o Lula, obter 77% de aprovação chega a ser um fenômeno.
Isso mesmo!
Dilma é um fenômeno tanto quanto o Lula.
Mas o que representa toda essa aprovação no contexto regional, especialmente em Alagoas?
Nada.
Isso porque o “coronelismo” e a segregação política ainda imperam nos currais eleitorais. Para os segregados, qualquer melhoria advinda do poder público é fruto da intervenção do seu cacique político e pouco importa se o governo da Dilma teve participação nisso.
A maior verdade de que a aprovação do Lula e da Dilma não tem nenhum reflexo em Alagoas é o fato do PT não ter perspectiva de conquistar nenhuma prefeitura em Alagoas nas próximas eleições, exceto em Inhapi, onde o José Cícero (PT), presidente do sindicato rural, exerce uma forte liderança por méritos próprios.
Nos últimos anos vários empreendimentos imobiliários vêm sendo lançados em Maceió, tanto na parte alta da cidade como nos bairros da orla marítima.
A verticalização da cidade cresce de modo assustador, com lançamentos de empreendimentos que atende do público popular ao mais elitizado.
Há créditos para aquisição de todo tipo de apartamento, desde a faixa de preço do programa “Minha Casa, Minha Vida” ao mais sofisticado à beira-mar.
Mas o que parte o coração, para quem é sensível a história da vida evolutiva de um bairro, é a demolição de casas, bem arquitetadas e com quintais espaçosos, para que sejam erguidos edifícios, que por mais bonitos e bem planejados, são desprovidos de aconchegos e calor humano.
Muitas estórias são contadas por alguns cinquentões, em que relatam como brincavam em seus tempos de criança, na orla da Pajuçara à Ponta Verde, com amigos que hoje são expoentes na sociedade alagoana.
É muito comum escutar: onde hoje é o hotel tal, era a casa de papai; onde está situado o edifício tal, era a casa de fulano...
Nota-se nas palavras que ficou um saudosismo que o tempo nunca há de apagar.
Pois bem!
A verticalização imobiliária fez mais uma vítima: a bela casa amarela, assobradada e com um quintal muito espaçoso que abriga várias palmeiras imperiais, situada na rua Engenheiro Mário de Gusmão, entre as ruas Pompeu Sarmento e Cláudio Ramos, está sendo demolida.
É triste a cena da máquina retroescavadeira derrubando o seu muro frontal tão bem construído, mas são sinais dos tempos modernos.
Um amigo contou que naquela casa já morou um representante da Johnson & Johnson e posteriormente duas belas jovens descendentes de portugueses.
Apenas o saudosismo mais uma vez ficará...
Do mesmo modo que o consumidor tem direito a ser ressarcido de eventual prejuízo em caso de propaganda enganosa na aquisição de um produto, o eleitor também deveria reivindicar a mesma condição de igualdade após o período eleitoral ou durante as inserções midiáticas dos partidos políticos.
Os candidatos nas eleições passadas usaram e abusaram da propaganda enganosa.
Exemplos?
Vamos lá: o canal do sertão continua seco; a PEC 300 não foi aprovada; o estaleiro ainda não se “estalou”; a pobreza não foi erradicada...
Mas é assim mesmo!
Vale tudo para aparecer e enganar.
Ainda vão prometer que o Arapiraca vai ser campeão e o Chico Buarque vai ficar pasmo por ter previsto essa possibilidade na letra de sua canção.
O pior é que o poder de convencimento é tão grande que tem gente que acredita que o Netinho de Paula (PCdoB-SP) realmente é socialista por ter dito isso na propaganda em comemoração aos noventa anos do partido ao qual é filiado.
Pode?
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