02/03/2010 14:22
Figura pitoresca de Alagoas diz que é homem pra enfrentar o governador
Não faltam curiosidades nas eleições do país, notadamente, na época dos pleitos municipais. Na eleição pra vereador eles (os candidatos pitorescos) aparecem e fazem um show à parte. Não se sabe de onde e por que eles aparecem, mas é um festival de gargalhada quando paramos pra ver ou ouvir o horário da propaganda eleitoral gratuito.
Essas figuras revelam, com certeza, um lado pitoresco da atividade política, ao mesmo tempo em que levam a refletir sobre o que faz esse tipo de coisas acontecerem. Algumas talvez sirvam para exemplificar certos aspectos característicos do povo brasileiro, como o bom humor e a irreverência. Outros servem como amostra de problemas que a democracia ainda não resolveu em nossa cultura política.
Eis que surge, mais uma vez, em Alagoas, a figura mais pitoresca de todos os tempos: o Zé Muniz. Toda vez que começa a campanha no rádio e na TV o público fica esperando pra ver o tal Muniz com seus disfarces, mímicas, fantasias e mensagens contra tudo e contra todos. Muniz acaba de anunciar que se não houver oposição em Alagoas ao governo atual ele (mesmo) será o candidato para tentar evitar o segundo mandato do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB).
Só mesmo a figura hilária do Zé Muniz para tirar o clima tenso que antecede as convenções e dar um pouco de graça neste processo que, até agora, oficialmente, só apresenta uma candidatura - previamente anunciada - que é a do governador Téo Vilela. O mais é só conversa fiada e afiada, mas que pode ter um desfecho até a próxima sexta-feira quando o grupo de oposição promete revelar quem é quem na corrida eleitoral deste ano.
Os elementos pitorescos da campanha eleitoral estão em toda parte para nos oferecer verdadeiras performances na propaganda livre pela televisão ou talvez seja mesmo só pra garantir alguns minutos de fama.
E você votaria no Zé Muniz pra governador de Alagoas?
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01/03/2010 14:10
Atleta não consegue disputar três partidas seguidas sem receber cartão vermelho
Parte da torcida do ASA anda desconfiada da postura do time arapiraquense depois das últimas três partidas (dois empates e uma derrota) sendo duas pelo certame estadual e uma pela Copa do Brasil, no empate sem gols contra o Nacional de Manaus. O que estaria acontecendo com o ASA que está deixando uma grande dúvida no ar quanto ao posicionamento da equipe e/ou quanto ao time que entra em campo comandado pelo experiente Vica?
Os especialistas em futebol estão divididos e a magia, que é o futebol, agrada e desagrada ao mesmo tempo. Só não concordo quando a mesma torcida que coloca o professor Vica nos braços é a mesma que apedreja quando o time comete alguns erros. Dois pesos e duas medidas.
O ASA teve uma apresentação abaixo da média e, por conta disso, o alvinegro foi derrotado ontem à tarde pelo Murici, no Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, palco do time de Arapiraca este ano por conta das reformas no estádio Fumeirão. O resultado foi um reflexo exato do que as duas equipes apresentaram. Enquanto o ASA ficou apagado depois na enésima expulsão do zagueiro Edson Veneno (esse daí, não tem jeito) o Murici aproveitou as poucas chances que teve e transformou-as em gols. Foram três cartões vermelhos em dez jogos. É a treva.
Se a torcida já pegava no pé da turma alvinegra com o 0x0 contra o fraquíssimo Nacional (AM) a derrota para o Murici foi a gota d’água numa tarde sem brilho e muito chuvosa. Inconformada com o fraco desempenho do ASA, a torcida soltou o verbo e entoou coros como “olé!” e o irritante “timinho!”.
Vale lembrar, que na sabedoria popular, "a voz do povo é a voz de Deus". Mas, neste caso, acho que o antídoto é outro por que esse Veneno já deu o que tinha que dar.
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25/02/2010 13:50
Dados de pessoas desaparecidas são diferentes da realidade
Os dados sobre a violência em Alagoas são muito diferentes da realidade e uns dos motivos pode ser o medo que a população tem de ir à delegacia prestar queixa ou por não acreditar que alguma coisa será feita em seu proveito. Sem queixa a Secretaria de Defesa Social não tem condições de ter, por exemplo, os números oficiais de pessoas vítimas de roubo, assalto, estupro e até mesmo o número real de desaparecidos.
Pra tentar minimizar o sofrimento de famílias que perdem o contato com seus entes queridos, o Ministério da Justiça e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos estão finalizando a criação de um sistema que permitirá o registro de pessoas desaparecidas. A iniciativa do governo federal engloba o atendimento de uma lei de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), aprovada em dezembro de 2009, que determinou a criação de um cadastro nacional para crianças e adolescentes desaparecidos, e o início imediato das investigações logo após o registro.
Além de crianças e adolescentes, o sistema cadastrará pessoas adultas de qualquer faixa etária. As informações serão processadas e acessadas por meio da rede Infoseg, que desde 2003 reúne dados dos órgãos de Segurança Pública, Justiça e de fiscalização, como criminosos procurados e veículos furtados. Segundo o governo, o cadastro nacional de pessoas desaparecidas deve interligar dados das delegacias de Polícia Civil, das polícias rodoviárias, dos conselhos tutelares e de organizações não governamentais.
O sistema estará acessível para a população em lugares diferentes das delegacias de polícia já que, como consta na matéria, acredita-se que muitas pessoas têm medo de ir à delegacia de polícia. É que alguns desaparecidos podem estar envolvidos em algum tipo de crime.
Outro lado bom do sistema é que ele vai, além de registrar os desaparecimentos, operar um banco de dados mais complexo com a indicação de órgãos especializados, orientação aos parentes, literatura de psicologia e informação sobre o DNA das pessoas desaparecidas. Isso servirá para identificar as pessoas não reconhecidas no Instituto Médico Legal também.
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22/02/2010 22:13
Tem pai de família solicitando o RG junto com a certidão de nascimento
A peleja pra se conseguir um simples documento de identidade em Alagoas vira piada nos mais variados programas humorísticos da TV. E, mais uma vez, somos obrigados a rir com nossas particularidades como se fora um Conto da Carochinha, mesmo sabendo que, infelizmente, aqui tudo faz parte do nosso cotidiano. (e como diria um médico alagoano amigo meu: “cotidiano do dia-a-dia”).
Tem piada sobre político alagoano e sobre os crimes de mando sem solução. Tem humorista que pega gancho na situação de nossas delegacias e presídios ou aqueles que adoram criar uma piada nova a partir dos discursos analfabéticos de nossos representantes nas câmaras municipais e/ou assembleia.
As anedotas são criadas sobre o preço pra se emplacar um veículo ou da gasolina adulterada; fazem graça da falta do rabecão do IML, da rodoviária em construção há mais de 5 anos ou dos escândalos do DPVat. Isso sem citar os intermináveis elefantes brancos que estão em toda parte ou a nova piada sobre a demora pra tirar um RG que chega a mais de 100 dias em muitos casos.
Tem uma que é assim: “Em Alagoas um cara foi tirar a identidade pra fazer um concurso de um Banco. Demorou tanto que quando o documento saiu o banco já havia falido”. (rsrsrsrs..... ria, por favor).
O Instituto de Identificação de Alagoas deixou de emitir, durante 15 dias, quatro mil documentos de identidade após o servidor do banco de dados do governo ter parado de funcionar. Isso mesmo, o sistema parou. É a treva.
Um dos responsáveis pelo Instituto teve a cara de pau de dizer que “o sistema estava lento e o servidor antigo tinha cerca de sete anos e precisava ser renovado." Caramba, esse é o cara! Mas tudo bem. Nunca se fez tanta identidade em Alagoas.
Gostava mais daquele slogan: “Quem sabe, deve ensinar; quem tem, deve compartilhar”.
E tudo azul.
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21/02/2010 09:03
Mais de 120 pedidos em 12 Estados estão empacados
Quando não é a burocracia é o entrave, a lentidão dos processos nos tribunais país a fora. Após um fim de semana onde o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), teve seu mandato cassado a população fica ansiosa e na espera que outros casos possam ter o mesmo desenrolar. Afinal, por que o governador do Distrito Federal (José Roberto Arruda) e o prefeito da capital paulista são vítimas (ou culpados) e pra eles existe punição enquanto que para os deputados alagoanos taturanas a punição vem a passos de tartaruga grávida e a maioria pode até ser reeleita no pleito eleitoral deste ano?
Resolvi fazer uma pesquisa sobre alguns pedidos de intervenção federal nos Estados brasileiros e descobri que Alagoas também está na lista da Procuradoria Geral da República. São pelo menos 129 pedidos de intervenção federal que estão na fila de julgamento da Corte, sendo que a maioria das ações envolve o governo de São Paulo.
O caso do Distrito Federal é considerado diferente por envolver uma crise política e terá prioridade no STF porque precisaria ainda que um interventor fosse nomeado. Nos outros casos, que estão espalhados por 12 Estados, a intervenção poderia ser resolvida com medidas mais simples, como o sequestro da receita do Estado.
O caso da capital federal deve ser discutido na próxima semana na Suprema Corte. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, já solicitou que a Procuradoria do DF se manifeste sobre a intervenção.
De acordo com levantamento (publicado pelo STF), o Estado com maior número de ações é São Paulo (51), seguido por Rio Grande do Sul (41), Espírito Santo (8), Paraíba (8), Rio de Janeiro (5), Pará (5), Goiás (3), Paraná (2), Ceará (2), Distrito Federal (2), Rondônia (1) e Alagoas (1).
Os pedidos em sua maioria têm como órgão de origem os Tribunais de Justiça dos Estados, o Tribunal Superior do Trabalho e o próprio Supremo Tribunal Federal. A maior parte trata da execução de sentença de precatórios, como ocorre aqui no Estado alagoano.
É apenas mais um capítulo na história das Alagoas. E tem gente que ainda quer votar em Fernando Collor de Melo pra governador. É a treva.
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19/02/2010 16:28
Orçamento do filme pode ultrapassar as cifras investidas na produção eleitoreira
A turma do projeto “Tropa tudo por Dinheiro” (vale o trocadilho) está mesmo disposta a desbancar o presidente Luis Inácio Lula da Silva ou, pelo menos, o filme do presidente, que foi um fracasso até pros pirateiros de DVDs. Você já viu o filme que conta a história do presidente PT do Brasil? Aqui em Arapiraca ainda não achei ninguém que viu, sem que seja fã ou xeleléu da estrela vermelha solitária.
Consta que os produtores de “Tropa de Elite 2” já arrecadaram cerca de 12 milhões de reais para a produção do longa. Vale lembrar que o fracassado filme “Lula, o Filho do Brasil” teve o maior investimento da história do cinema nacional (R$ 16 milhões).
A maior crítica, no entanto, é o fato do filme não retratar com fidelidade a vida e carreira de Lula. O filme elimina todos os seus defeitos e erros, tornando o protagonista um ser praticamente perfeito, exageradamente romantizado e heróico. Tal fato também teria objetivos eleitorais, segundo os críticos. Você acha que não?
Mas os produtores de “Tropa de Elite 2” querem mais capim. Até agora, quem mais pingou dinheiro foram a Claro, CSN e Samsung. Há também vários investidores individuais. Um deles, Fernando Prado, irmão do produtor do filme, Marcos Prado. Como os produtores querem mais, “Tropa de Elite 2” deverá ser, portanto, o filme mais caro já feito no país, título hoje em poder do filme do Lula.
Mas você ainda não viu o filme do presidente dos nove dedos? É a treva.
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