Pesou a maior experiência do time do América Mineiro sobre o ASA no primeiro jogo da decisão da Série C. A vitória por 3x1, no entanto, teve um placar até certo ponto elástico para o que foi o jogo, no qual o Alvinegro alagoano teve maior posse de bola. O time alagoano pecou muito nas finalizações e sentiu a falta do seu matador, o atacante Nena.
A derrota, contudo, não decidiu o título, embora jogando em seus domínios o time mineiro tenha maiores condições de vencer. Pela vantagem que construiu e por atuar sob o calor da sua torcida, que neste domingo acompanhou a vitória do Coelho no Estádio Independência, palco da final do próximo sábado, através de dois telões.
O ASA tem um bom histórico atuando fora de casa, mas nas outras vezes pelo menos saiu de casa sem saber o que era uma derrota, o que não acontece agora. Terá que jogar pra cima e o adversário já mostrou do que é capaz nos contra-ataques.
De toda forma o Alvinegro alagoano já cumpriu sua parte na Série C, cujo maior prêmio foi à subida para a Segunda Divisão do futebol brasileiro em 2010. Se ficar com o vice-campeonato, já será de bom tamanho, embora sua torcida, seus jogadores, seus dirigentes e o próprio técnico Vica ainda sonhem com o título.
O jogo de domingo no Municipal deixou um alerta para a diretoria do campeão alagoano. O América Mineiro pode ser medido como parâmetro para o que será a Série B para o time alagoano, uma competição com clubes de tradição e que em sua maioria investem pesado.
No mais, é torcer para que a despedida, no próximo sábado, seja honrosa e que não manche a brilhante campanha até agora realizada pelo Gigante de Arapiraca.
DOIS TOQUES
• O alagoano Zé Carlos, revelado pelo Corinthians Alagoano e no momento defendendo a Portuguesa na Série B, está sendo negociado com um time do Leste Europeu. O clube e o país de destino do atacante ainda não foram revelados. Sabe-se que esta semana o agente Fifa Franck Henouda estará no Brasil para adquirir o jogador. As transferências para o país para onde deve ir o jogador estão aberta até o dia 25 de setembro. No último sábado, Zé Carlos, de 26 anos, marcou um dos gols da goleada da Lusa por 4x1 sobre o Bahia. O atacante já passou pelo futebol coreano e, no Brasil, atuou no CRB, Ponte Preta, Paulista de Jundiaí e Cruzeiro.
• O Campinense começa a ganhar fôlego na Série B, depois de uma ao invernada na lanterna. Na última rodada, aplicou uma sonora goleada por 5x1 sobre o Ipatinga. Agora é o ABC, com 22 pontos, que segura a lanterna, mas a briga está apertada, ao lado de Fortaleza (23 pontos), Campinense (23) e Duque de Caxias (24). O Campinense tem no comando o técnico Freitas, que vem conseguido dar sobrevida ao time paraibano a cada rodada que passa.
A cada dia fica mais com provado que em Alagoas algumas decisões da Justiça são jogadas debaixo do tapete. Quer na política, quer no futebol.
A Justiça determinou que o Penedense fosse reincluído na primeira divisão do futebol alagoano, mas a Federação Alagoana de Futebol (FAF) até agora não cumpriu a decisão, ou simplesmente ignorou o que mandou a lei.
Essa nova etapa do episódio que envolve a FAF e o centenário clube ribeirinho se acrescenta aos muitos outros que se arrastam desde o ano passado, quando a entidade em reunião com os clubes filiados – menos o time ribeirinho, claro – decidiu pela suspensão do Penedense de competições por dois anos. Tudo por conta do que a federação chamou de desrespeito às leis desportivas, no episódio relativo ao uso do Estádio Alfredo Leahy para um jogo pelo campeonato, após a FAF o considerá-lo impraticável para o futebol.
Na verdade, foi um castigo sem dimensão para o mais antigo clube de futebol de Alagoas, que este ano completou 100 anos de fundação. Fora dos campeonatos oficiais do Estado, o alvirrubro de Penedo amarga o ostracismo e prejuízos devido a vaidade do presidente Gustavo Feijó e diante da insistência do conselheiro Silvio Menezes de vê reparada – pelo seu ponto de vista - uma injustiça.
Manda a regra do bom convívio - e isso deveria servir como parâmetro para o alto comando da FAF -, que as pessoas educadas e envolvidas em uma atividade, como o futebol, deveriam usar o diálogo para superar as pendências. Não é isso que se vê, infelizmente, em Alagoas, apesar de a Justiça ter dado seu parecer.
Obedecer a quem, então?
DOIS TOQUES
• Boa notícia para a torcida arapiraquense. A Prefeitura local anunciou que esta semana retoma os serviços de recuperação do Estádio Municipal. E essa providência é necessária, já que no próximo ano o ASA receberá grandes clubes do Brasil por sua participação na Série B. E hoje o Municipal está bem aquém das exigências para sediar uma competição de tal porte.
• José Serafim começa a sentir quanto é pesado o fardo de presidir um clube da tradição do CRB, às vésperas de completar 97 anos de fundação, o que acontece nesta quarta-feira. A alguns amigos tem confidenciado seu desejo de renunciar ao cargo. Serafim foi guindado ao cargo como uma espécie de salvador do Galo, com aval inclusive da torcida. Mas não mostra fôlego para seguir enfrentando o somatório de problemas do clube.
De contrato renovado, o que lhe dá mais tranqüilidade para trabalhar, o experiente técnico Givanildo de Oliveira tem pregado respeito dos seus comandados do América Mineiro ao time do ASA, para o primeiro jogo da decisão do Campeonato Brasileiro da Série C, neste domingo, no Municipal de Arapiraca.
Givanildo é um técnico que conhece muito bem o adversário e nos treinamentos do clube tem direcionado algumas jogadas especiais para o confronto que se aproxima. Especialmente, tem preparado jogadas pelas laterais e fica mais tranqüilo com a liberação por parte do Departamento Médico dos volantes China e Leandro e do atacante Edgar. Mas ainda não sabe se contará com o veterano Euller, que tem realizado trabalhos de fortalecimento muscular. Em outra atividade, esta semana orientou treino técnico de posse de bola, marcação e posicionamento em campo reduzido.
O América considera que a única vantagem que leva sobre o time alagoano para a decisão é fazer o segundo jogo em casa. Leia o que diz Givanildo sobre o que para muito é um forte handicap: “Vamos buscar o título. A empolgação do grupo continua. O trabalho e a motivação também. Por isso temos tudo para fazer bom jogo em Alagoas e decidir o título em casa, diante do nosso torcedor”, destaca.
Em Arapiraca, não há dúvida de que o Municipal será invadido pela torcida alvinegra. Já em relação ao time, expectativa apenas para a situação do artilheiro Nena. O técnico Vica conhece o time mineiro e se arma da melhor forma , utilizando as armas que possui.
Vai ser um jogão este. Pena que os alagoanos não tenham uma emissora de TV para mostrar esse histórico espetáculo futebolístico, muito importância para o próprio futebol brasileiro.
DOIS TOQUES
• Aos meus amigos dos sites esportivos de Alagoas: pelo amor de Deus, vamos corrigir. O time que vai enfrentar o Cesmac pela Copa do Brasil de Futebol Feminino é o Potiguar (com AR no final) de Parnamirim, município do Rio Grande do Norte, e não POTIGUÁ (falta o R no final) como estão escrevendo, inclusive o portal da própria Federação Alagoana de Futebol (FAF). Vamos evitar o mico. O Potiguar é o gentílico usado para designar a pessoa que nasce no Rio Grande do Norte. O time é uma referência justamente a esse gentílico e portanto sua grafia tem que ser respeitada.
• Um grupo de assessores está incentivando o governador Teotonio Vilela Filho a prestigiar o jogo do próximo domingo entre ASA e América Mineiro, que inicia a decisão da Série C. Teotonio, inclusive, seria homenageado pelo alvinegro, pelo apoio que o Governo do Estado dispensou ao ASA para que o clube atingisse seu maior objetivo: a classificação à Série B.
Este sete de setembro marca os 96 anos de fundação do Centro Sportivo Alagoano, o CSA, que para muitos continua sendo o time das multidões. E o clube que mais conquistou títulos na história do futebol de Alagoas.
O CSA surgiu através de um grupo de desportistas, liderado por Jonas Oliveira, inicialmente ficou conhecido como Centro Sportivo Sete de Setembro, em homenagem a sua data de fundação. Dois anos após sua fundação, aconteceu a primeira modificação. Passou a se chamar Centro Sportivo Floriano Peixoto, em 1915, numa homenagem a José Floriano Peixoto, atleta alagoano de destaque nacional. E no dia 13 de abril de 1918, o time mudou mais uma vez a sua razão social, tornando-se definitivamente o Centro Sportivo Alagoano.
Em que pese ter sido campeão alagoano no ano passado, essa conquista não serviu de incentivo para a sua diretoria e o que se viu um ano depois foi o fracasso do time no Campeonato Alagoano, ao ser rebaixado para a segunda divisão, o que aconteceu pela segunda vez na história gloriosa do Azulão.
No noticiário sobre essa importante data, o fato a destacar (?) é um mutirão de limpeza no Estádio Gustavo Paiva, palco de tantas e memoráveis conquistas. Assim mesmo, numa iniciativa da sua torcida.
O mutirão de limpeza deveria ser feito, sim, no Conselho Deliberativo, com o afastamento daqueles que nada fazem pelo clube, e na própria diretoria executiva, varrendo quem não trabalha com o amor que o clube merece.
Infelizmente é isso que temos a comentar nessa data, que deveria ser de festa como foi em outras ocasiões.
DOIS TOQUES
* A semana mais importante do ASA começa com uma certeza: o time só não contará com o atacante Nena no primeiro jogo da decisão da Série C do próximo domingo, no Municipal, contra o América Mineiro. O técnico Vica terá todos os demais atletas à sua disposição. Muito bom para o grupo, que segue forte como nunca em busca do inédito título.
* O Brasil, após a estupenda vitória de 3x1 sobre a Argentina, tornou-se a sétima seleção classificada para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. É também a única seleção a participar de todas as 19 copas. Além do time comandado por Dunga, estão garantidos para o Mundial, a África do Sul (anfitriã), Austrália, Japão, Coréia do Sul, Coréia do Norte - todos pela Ásia -, além da Holanda (Europa). Na América do Sul, outros dois países que continuam muito próximos de carimbar o passaporte para a Copa são Paraguai e Chile. O feito pode acontecer já na rodada do meio de semana.
A Copa dos Campeões, sobre a qual sempre apostei que não aconteceria, é a nova Viúva Porcina do futebol alagoano: a aquela foi sem nunca ter sido.
Todos os caminhos que foram abertos pelos organizadores do evento desembocavam num beco sem saída, em mais uma prova evidente de que as coisas continuam sendo conduzidas de forma amadora no futebol de Alagoas. E o resultado não poderia ter sido outro.
Incrível nisso tudo é que, no momento em que a FAF entrou na jogada, tornando oficial a competição, dois clubes parecem ter se rebelado contra o que ficou fechado na reunião da terça-feira: o Corinthians, por motivos óbvios - os irmãos Feijó não se entendem nem em nome da família -, e o CRB surpreendeu após aprovar tudo e depois “desaprovar”.
A decisão da FAF de pular fora é a mais coerente. Jogar, contudo, a competição para quem quiser assumir o ônus é o que não está correto para a entidade que comanda os destinos do futebol alagoano.
Acredito que o cancelamento foi o caminho mais correto, já que ninguém se entusiasmou, principalmente as torcidas, que seriam o alvo maior dos clubes para não sofrerem prejuízos financeiros, que seriam inevitáveis diante da ausência total de atrativos.
Sem investimentos em atrações não se ganha dinheiro, seja qual for a atividades. Principalmente no futebol.
Que fique a lição.
DOIS TOQUES
• A rodada deste final de semana do Brasileiro da Série A está quente. Na parte de baixa da tabela de classificação. Dois clássicos colocam em campos os desesperados. Neste sábado, Sport do Recife e Botafogo, na Ilha do Retiro, e no domingo, Fluminense e Náutico, no Maracanã. Os quatro estão acomodados no que para muitos é a Faixa de Gaza. Ou seja: a zona de rebaixamento.
• Após escalar “feras” na fase semifinal da Série C, a CBF surpreende com um desconhecido para dirigir ASA x América Mineiro, no próximo domingo, no Municipal de Arapiraca, primeiro jogo que decide o título da terceira divisão do futebol brasileiro. O árbitro será o potiguar João Alberto Gomes Duarte e seus auxiliares serão Lourival Cândido das Flores e Isaac Márcio da Silva Oliveira, os dois também do Rio Grande do Norte.
O consagrado compositor Chico Buarque de Holanda, com o parceiro Francis Hime, em nome de um amor duvidoso - “E se o meu amor gostar então de mim” -, fez desdém de muitas situações que até então seriam “impossíveis” de acontecer, como dia a letra de sua música “E se...”.
Coisas assim como “o oceano incendiar”, “nevar no sertão”, “o urubu cocorocar” e o “Botafogo ser campeão” – será o Bota da Paraíba?. Na verdade, nunca ouvi urubu cocorocar, neve cair no sertão, mas já vi o Botafogo ser campeão, tanto no Rio como na Paraíba, delegado ser gentil, não faltar bife no jantar e telefone funcionar, hoje muito bem.
Chico foi mais além ao que, para muitos, era um desafio: “E se o Arapiraca for campeão”. O caro poeta pode ficar com inveja. Já vi o ASA, sim, ser campeão regional e estou bem perto de vê-lo campeão brasileiro.
E aí, poeta, será que vai encarar ver o Gigante das Alagoas com a faixa de campeão brasileiro, mesmo que seja da terceira divisão, e assistir ao mesmo ASA enfrentar o seu Fluminense na Segundona?. E por que não acrescentar aos seus refrões o “e se o Fluminense ir para a Terceirona”.
É isto aí, poeta. As duas projeções são reais. O ASA já está na Segundona, para onde corre feito um trem bala o Tricolor das Laranjeiras, com direito a passagem de cortesia para a Série C em 2011.
E o resto, a gente tira de letra, assim como “e se o carnaval cair em abril, e se o pantanal virar pirão, e se o Pão de Açúcar desmanchar, e se tiver sopa pro peão”, e se... deixa para lá.
No próximo dia 13, para orgulho de Alagoas, o ASA inicia no Municipal a disputa do título de campeão da terceira divisão do futebol brasileiro em igualdade de condições com o adversário, o América Mineiro, os dois melhores clubes da Série C desta temporada.
E se o ASA mantiver a determinação das últimas decisões fora de casa, no dia 20 de setembro, no Estádio Independência, com certeza colocará no peito a inédita faixa de campeão brasileiro.
DOIS TOQUES
• Ainda chorando a perda do direito de decidir o título da Série C, a diretoria do Icasa anuncia ter gasto cerca de R$ 1,1 milhão pelo acesso do clube à Série B do Brasileiro de 2010. E informa que a única fonte de receita prevista para os próximos meses é o empréstimo de alguns jogadores, já que clubes de vários estados brasileiros já manifestaram interesse na contratação de atletas do atual elenco icasiano: o artilheiro Marciano (oito gols marcados na Série C), o volante Dodó e o meia-atacante Júnior Xuxa.
• Alagoano de Palmeira dos Índios, o meia Elton, 1,58m de pura habilidade com a bola, revelado nas divisões de base do Corinthians Paulista, é o novo reforço do Fortaleza para se recuperar na Série B, onde anda ruim das pernas. Elton estava na Arábia Saudita, jogando pelo Al Nasser, onde conquistou dois títulos. Antes, já havia sido campeão brasileiro pelo Corinthians em 2005. No Brasil, Elton só jogou mesmo pelo Timão e São Caetano.
Editado pelo Jornalista Esportivo José Machado.