Destruíram a Mata Atlântica em Alagoas e o Ibama nada fez; destruíram o mangue na boca da Barra Nova, provocando a revolta do mar, e o Ibama nada viu; a Lagoa Mundaú é uma fossa a céu aberto – e o Ibama também nada viu.
Mas, antes de ver a obra do estaleiro de Coruripe, o Ibama já sabe até que haverá impacto sócio-econômico na região e se mostra preocupado (?) com o Estado. O estaleiro foi condenado na maquete por decisão de Brasília - uma decisão anunciada em Maceió com sorrisos de satisfação.
Pode até haver sinceridade nisso, mas, diante do exposto acima, é difícil de acreditar. É difícil de acreditar porque Pernambuco destruiu 140 hectares de mangue em Suape e anuncia negociação para construção do quarto estaleiro e o Ibama que age aqui não age lá.
Por que será?
Quer dizer que só vale para Alagoas – e, ainda assim, exclusivamente para o estaleiro? Ou será que será que será?
Sabe o que eu acho? Eu acho que será que será que será. Gente! Os maus alagoanos são mesmo o câncer que destrói este Estado por diferentes vias – ou o subtrai em tenebrosas transações ou impedem o seu desenvolvimento.
O que fazer? Alguém tem alguma sugestão? Como combater o lobo mau?
Deputado disse que não conversou com governador
O deputado federal Benedito de Lira (PP) negou ter conversado com o governador Téo Vilela (PSDB) e feito qualquer pedido para se compor com o governo.
Por telefone, de Brasília, o deputado se mostrou indignado com o noticiário acerca das negociações para se coligar com o governo.
- Nosso compromisso sempre foi com a candidatura do prefeito Cícero Almeida. Tivemos duas reuniões discutindo a candidatura dele (Cícero Almeida) ao governo do Estado; conversei com os senadores Renan Calheiros e Fernando Collor, com o ex-governador Ronaldo Lessa, e sempre nesse sentido, que era a candidatura do prefeito Cícero Almeida. Esse era o nosso compromisso - disse.
O deputado esclareceu que, uma vez que o prefeito Cícero Almeida desistiu de disputar o governo do Estado, o PP está liberado para fazer qualquer composição - e isso é perfeitamente natural.
- Mas, quero dizer que seja qual for a decisão a ser tomada, essa decisão jamais será uma decisão do deputado Benedito de Lira. Será uma decisão do partido, do PP, depois de ouvirmos os nossos prefeitos. É isso o que tenho deixado claro – sustentou.
Benedito de Lira também falou que em sua vida pública jamais exigiu cargos de nenhum governador que apoiou.
- Nós apoiamos o Suruagy, o Geraldo Bulhões, Manoel Gomes de Barros, e nunca pedimos nada em troca. Quem conhece minha vida pública sabe do meu comportamento. Daí, essa história de que conversei com o governador Téo Vilela e que exigi uma secretaria e o Detran é um boato, é uma inverdade que não posso admitir – completou.
Apenas um detalhe separa o deputado federal Benedito de Lira e o seu PP do governo Téo Vilela (PSDB).
O detalhe é o pedido que Benedito fez para fechar o acordo e abandonar oficialmente o chapão.
E o que foi que Benedito pediu?
Benedito pediu uma secretaria de Estado e o Detran; e o governador Téo Vilela ficou de analisar, mas não pode demorar muito na análise – Benedito tem pressa e o governo também.
Com a secretaria de Estado e o Detran na mão, Benedito acha que faz calo de sangue na disputa pelo Senado e ainda elege o filho, Artur, deputado federal.
No chapão ele sabe que, por mais que faça, será sempre o segundo candidato ao Senado e, pior, não elege o filho à Câmara Federal.
Bom; com o pedido posto à mesa, só resta agora ao governador Téo Vilela negociar – dizem que Benedito exigiu a Secretaria de Educação.
Quanto ao Detran, tudo indica que o negócio está fechado; o atual diretor, Antônio Sapucaia, até já avisou que pode deixar o órgão a qualquer momento.
Eles atuam há muito tempo contra Alagoas, mas só agora foram denunciados. O governador Téo Vilela culpou os maus alagoanos, que não querem o desenvolvimento do Estado e agem sorrateiros atrapalhando obras e emperrando a liberação dos recursos financeiros.
E quem são s maus alagoanos?
Sabe-se que eles existem; sabe-se como agem, mas o mau-caráter jamais se assume como mau-caráter. O mau alagoano existe, é mau, mas não é burro para se identificar.
Mas, apesar de agir sorrateiro, é possível identificar alguns dele aqui e ali. Por exemplo: quem pediu para o governador nominar os maus alagoanos é um deles; quem nega a existência do mau alagoano também é um deles; quem impediu a instalação da fábrica de cerveja é outro mau alagoano, enfim, quem desviou dinheiro público, quem tentou extorquir o empresário italiano que desejava montar a fábrica de fraldas descartáveis e absorvente feminino são maus alagoanos.
E são tantos os maus alagoanos, que melhor é identificar os bons alagoanos – que, infelizmente, são muito poucos na política.
O mau alagoano é conivente com assaltos a bancos, roubo de carros e de cargas; tinha o dever de impedir os crimes e, pelo contrário, facilitou a prática criminosa.
O mau alagoano quer impedir a instalação do estaleiro em Coruripe por diferentes motivos: porque é invejoso, porque quer extorquir o empresário e porque é mau mesmo e precisa da miséria para sobreviver na política.
Poderíamos, pois, num exercício sem muito esforço, identificar os maus alagoanos. O que o amigo acha? Vamos identificar apenas dez maus alagoanos?
A espetacularização do noticiário sobre violência em Alagoas torna-se hilário. Um sociólogo descobriu que Alagoas lidera o ranking nacional onde se mata mais.
Besteira! Até 2006 era também o Estado onde mais se assaltava agências do Banco do Brasil em ano eleitoral, e agora não é mais. Isto significa dizer que o governo Téo Vilela fez alguma coisa ou então os assaltantes de bancos em ano eleitoral se aposentaram.
O agravante é que, de 1998 até 2006 foram mais de 300 agências bancárias assaltadas; só da agência do BB de Quebrangulo levaram mais de 1 milhão de reais – e o assaltante preso estava liso.
Não se apurou assalto algum, nem mesmo o BB de Boca da Mata – onde o assaltante deixava a sacola na fila para o assalto no dia seguinte.
No assalto em Colônia Leopoldina, o assaltante que matou o policial militar desceu da carroceria da camionete e repreendeu a vítima agonizando:
Por que você reagiu, cara!
No assalto ao BB de Palmeira dos Índios, um dos assaltantes passeou pelo comércio, comprou cinco chicletes e pagou com 10 reais – e não quis troco.
Apesar da rota de fuga dos assaltos às agências do BB de Boca da Mata, Viçosa, Quebrangulo e Palmeira dos Índios ser a mesma, os assaltantes jamais foram identificados.
Tempo bom aquele!
Mas, aí apareceram os delegados Paulo Rubim e Marcílio Barenco e sujou tudo; nunca mais os assaltantes de agência do BB em ano eleitoral puderam trabalhar.
Sabe o que eu acho? Eu acho que os assaltantes estão forjando a estatística, para forçarem a volta do status quo. Mas, já estamos em abril e não assaltaram o Banco do Brasil
Ana não conseguia gerar filho homem e para o judeu isto ainda hoje é desfeita, calcule na época de Ana. O marido, Joaquim, encabulou-se com a situação humilhante diante dos amigos e aprovou mandar a mulher para ser tratada pelos lideres religiosos.
Ana passou um tempo internada, em tratamento para gerar filho homem. Voltou para casa e engravidou – e nasceu novamente mulher. Ocorre que essa filha, a quem Ana e Joaquim deram o nome de Maria, é a mãe de Jesus.
E foram cinco filhos homens a descendência de Maria; sabe-se que Jesus teve quatro irmãos: Santiago, José, Simão e Judas.
Mas, Jesus foi o mais famoso. O neto de Ana e Joaquim se levantou num protesto diferente contra o Império Romano. Saiu procurando quem o quisesse seguir na pregação de um reino diferente e reuniu um grupo dispare.
Mateus era cobrador de impostos e os judeus o odiavam; certa vez, para provocá-lo na frente de Jesus, indagaram se era justo pagar imposto para César e Jesus respondeu a frase celebre:
- A Deus o que é de Deus e a César o que é de César.
Judas Iscariotes era contador e cuidava das finanças de Jesus; e Pedro era um pescador ignorante e brigão. Thiago, outro seguidor de Jesus, de família rica, ensejou a frase:
- Meu reino não é aqui na terra.
Isto porque a mãe de Thiago consentiu que o filho seguisse Jesus, mas em troca de ocupar um bom cargo no governo Dele. Não sabia ela que a revolução que Jesus pregava era outra.
A revolução de Jesus mudava os costumes. Ao admitir Madalena no grupo e ouvi-la; ao desobedecer a ordem para discriminar a mulher, Jesus enfrentou problemas até mesmo com os apóstolos, principalmente Pedro.
A mulher não era sequer contada como gente; o homem sabia quantos camelos ou quantos cordeiros possuía, mas ninguém sabia quantas mulheres existiam porque a mulher não era recenseada.
Jesus quebrou o tabu e encarou a reação contrária com sabedoria; quando intercedeu em favor de Madalena ele provocou com a frase:
- Quem nunca pecou atire a primeira pedra.
Que Jesus existiu não duvido; ninguém fala sobre alguém por tanto tempo, se esse alguém realmente não tivesse existido. É claro que é da humanidade exagerar em favor dos mitos, mas há opção que define melhor Jesus – e, nesse particular, a versão do Alcorão é mais lógica que a Bíblia; para o mulçumano, Jesus foi o Profeta.
Para o mulçumano, o filho de Deus é Adão – o que, convenhamos, é mais lógico porque o fez de barro. E Jesus é filho de Maria, irmão de Santiago, José, Simão e Judas.
Assim, se os mulçumanos também admitem Jesus, então não resta duvida de que Ele existiu e que foi martirizado na cruz - apenas com o detalhe: os pregos não foram fincados na palma da mão, mas nos pulsos; na palma da mão os braços se desprenderiam.
Jesus não morreu à tarde, às 3. E sua revolução marcou a humanidade, e tudo indica que para séculos e séculos sem fim amém!
Que todos tenham uma Boa Páscoa!
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.