Favor digitar pelo menos 3 caracteres
Postado em 28/10/2010 às 12:28

O que Lula disse sobre Téo. Ou: o constrangimento de Lula

  • email E-mail
  • mais Mais...

O relato da jornalista Cristina Lobo, da Globo News, sobre o constrangimento do presidente Lula ao gravar pedindo voto para o candidato Ronaldo Lessa repercutiu como uma bomba na coligação “Frente de Oposição”.

Primeiro, eles duvidaram. Mas, diante da isenção da fonte, eles preferem agora fingir que nada souberam. Afinal, nem sei se a jornalista Cristina Lobo conhece Maceió; só sei que não vota aqui nem torce pelo azul ou encarnado.

O relato da jornalista Cristina Lobo refere-se ao diálogo do presidente Lula com um repórter, que o perguntou sobre o apoio que recebe do senador Fernando Collor, e cujo teor foi mais ou menos assim:

O Collor tem sido um aliado correto. Eu acho que a gente não pode ficar assim negando apoio. Quem estiver de acordo com o nosso programa de governo será bem vindo. O importante é estar de acordo, é aprovar o nosso programa (de governo). E lá em Alagoas a situação é complicada, mas não é por causa do Collor não. Lá (em Alagoas) tem um governador (Téo Vilela) que está fazendo um bom trabalho, eu mandei muito dinheiro para lá (Alagoas) porque o governador (Téo Vilela) está fazendo um governo sério. Mas, constrangidamente, eu tive de pedir votos para o outro candidato (Ronaldo Lessa). Então, o problema de Alagoas não é apenas o Collor...”

O presidente Lula fez justiça porque, de fato, eu acompanho a política em Alagoas desde 1974, quando me iniciei no jornalismo, e nesses 36 anos eu só conheci dois governadores: Guilherme Palmeira e Téo Vilela.

Interessante é que, entre eles dois, existe a peculiaridade de entornarem um uisquinho – o que me leva a concluir: os melhores governadores alagoanos têm sempre algo em comum.

O que o presidente Lula falou a respeito do governador Téo Vilela é o que eu ouvi de um promotor. Não devo citar o nome do promotor, pois não estou autorizado, mas cito a testemunha que estava comigo e também ouviu – que foi o coronel Jadir, ex-comandante do Corpo de Bombeiros.

Disse-nos o promotor:

- “Estou surpreso com o governo do Téo. Ele está pagando todas as dívidas que prometeu pagar e está saneando o Estado”.

Pois é; mudar um Estado que está sendo administrado com responsabilidade e honestidade é premiar o crime e promover o criminoso.

NBInformo que não sou Eraldo Basílio, não o conheço, nem sei como ele consegue extrapolar o limite de 300 caracteres nos comentários. Destaco o testemunho do jornalista Carlos Melo, diretor-editor do Cada Minuto, que recebeu um e-mail do próprio Basílio. Não sou o Eraldo Basílio porque ele vota no Serra e eu votei e votarei na Dilma, pois não quero mudança no Brasil e, especialmente, em Alagoas. Desde Guilherme Palmeira, o Estado de Alagoas nunca esteve tão bem administrado quanto agora. Mudar significa retroagir; o Estado máximo que propõem por aí eu já sei como funciona: é irresponsável, perdulário e corrupto.

Postado em 27/10/2010 às 20:13

Lula prefere Téo. Ou: mudar é dá ré.

  • email E-mail
  • mais Mais...

A revelação do presidente Lula, de que não se sentiu à vontade na eleição em Alagoas, confirma o que a Folha de São Paulo já havia dito sobre a preferência do presidente da República para o governo do Estado.

- “Infelizmente, ele (Téo) está em outro partido” – sustentou Lula.

Dizem que o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff não vieram a Alagoas para não serem filmados ao lado do senador Fernando Collor, mas não é só por isso. Lula disse que só aceitou gravar pedindo voto para Ronaldo Lessa “por dever de ofício”.

E a opção do governador de Pernambuco, Eduardo Campos  (PSB), pela candidatura de Téo Vilela foi combinada com o presidente Lula.

Lula lembrou que perdeu a eleição em Alagoas, no primeiro e no segundo turno, quando Lessa foi governador. E Dilma venceu a eleição no primeiro turno, com o governador Téo Vilela.

É verdade: na eleição este ano o eleitor não deve jamais votar na mudança, pois mudar significa dá ré.
 

Postado em 26/10/2010 às 10:41

Prefeitura distribui gasolina 0800. Buzinou, tá no tanque

  • email E-mail
  • mais Mais...

O vereador Moises Machado levantou a suspeita sobre o consumo excessivo de combustível pela Prefeitura de Arapiraca, no período que antecedeu a eleição no primeiro turno e, especialmente, dois dias antes do pleito.

O consumo cresceu num volume tão grande, que não pode ser explicado em tempo de paz – só em tempo de guerra.

Como Arapiraca não está em guerra – ou está? – então esse combustível 0800 está vazando ou enchendo o tanque dos carros dos cabos e tenentes eleitorais – que, em troca, devem pagar com votos.

Na verdade, quem paga a farra é o contribuinte; o pobre do contribuinte arapiraquense vai ser esfolado mais a frente, porque a Prefeitura não fica no prejuízo.

Eu conversei com um assessor do prefeito Luciano Barbosa, que negou a farra e garantiu estar tudo dentro dos conformes, e disse mais que a denúncia se trata de “intriga da oposição”.

Ocorre que o vereador Moises Machado é do mesmo partido do prefeito Luciano Barbosa – que é do PMDB.

O assessor negou também que a farra de combustível em Arapiraca tem se estendida a Maceió, onde pelo menos um posto está autorizado a distribuir gasolina, álcool ou diesel 0800 a quem apresentar o “salvo-conduto” eleitoral.

Para o feliz contemplado exige-se apenas que coloque o adesivo do candidato indicado e saia por aí catando eleitor.

No mais é: bi-bi fon-fon. Buzinou, tá no tanque.

Pense na confusão que o vereador Moises Machado provocou com a denúncia! Tem nego fazendo campana e montando esquema para flagrar a farra.
 

Postado em 25/10/2010 às 17:29

A oposição é um grave retrocesso. Ou: viva Leonardo Boff

  • email E-mail
  • mais Mais...

- “Se a oposição ganhar, nós vamos ter imenso retrocesso”.

A frase foi dita pelo teólogo Leonardo Boff e se refere à disputa presidencial – ele apóia a candidata Dilma Rousseff – mas, pode e deve servir de alerta ao eleitorado em alguns Estados onde haverá segundo turno e, entre eles, Alagoas.

A oposição alagoana já foi governo e sabe-se muito bem o que fez de errado. Falar que criou emprego e que geriu o Estado com responsabilidade é menosprezar a inteligência alheia.

Pior: é demonstrar que não tem nenhum constrangimento e que está disposta a repetir os mesmos erros do passado recente – quando Alagoas não podia receber dinheiro federal, porque o Estado não pagava a ninguém, ou seja, estava sujo com a viúva federal; quando a polícia alagoana estava entregue à politicagem e convivia com assaltos a bancos, roubos de cargas e seqüestros impunes.

O que o amigo internauta acha da sabia advertência de Leonardo Boff: votar na oposição é defender o retrocesso? É ou não é?
 

Postado em 23/10/2010 às 17:33

O Diabo também quer mudança; ajude o Diabo a mudar

  • email E-mail
  • mais Mais...

Antes, estava tudo como o Diabo gosta no Brasil e em Alagoas. Não havia perspectiva e, em Alagoas, a esperança de emprego se resumia à Fábrica de Picolé Caicó – que, obviamente, não podia absorver a todos.

No Brasil, a opção pela aquisição de bens de capital produzidos fora do País levava à indústria brasileira à falência. O setor mais afetado foi a indústria naval, pois o País não fabricava sequer chalanas.

O Diabo fazia a festa com o desemprego e, em Alagoas, o excessivo número de seqüestros, roubo de carga e assaltos a bancos, especialmente em ano eleitoral, batia todos os recordes nacionais – para o deleite do Diabo, que atentava impunemente; que agia com pleno poder.

Tinha desvio de dinheiro – que o Diabo adorava; teve o contrato para compra de armas italianas – que o Estado pagou adiantado e nunca recebeu a mercadoria, porque o Diabo não deixou.

Tinha o dinheiro dos servidores com empréstimos consignados – que o Diabo descontava do salário, mas não repassava para a instituição financeira. E isso levou milhares de pessoas a terem o nome sujo na praça – para deleite do Diabo, cuja finalidade é transformar a vida de todos num Inferno.

Teve o Fernandinho Beira-Mar e, ato contínuo, o “crack” – que o Diabo gosta.

Enfim, antes o Diabo vivia no “Céu”. Na Polícia Militar subverteram os valores, de modo que sargento enquadrava coronel – em Arapiraca, por exemplo, um tenente tinha mais autoridade que o general.

Hoje, sem chance para “atanazar” e de desviar dinheiro público, o Diabo está irado e prega mudança. Gente! O Diabo quer mudança, porque o Diabo não pode sobreviver num Estado sério, enxuto e com a segunda maior taxa de crescimento de emprego do País.

O Diabo também quer mudança. Você vai ajudar o Diabo a mudar? Sim ou não?
 

Postado em 22/10/2010 às 09:56

A disputa inútil por Célia, que já se decidiu desde 2002

  • email E-mail
  • mais Mais...

A posição do PTB em relação à ex-prefeita e agora deputada federal Célia Rocha, é a mesma coisa que tentar cortar o vento – quanto mais se golpeia, mais ele se espalha.

É impossível fazê-la apoiar Ronaldo Lessa, e isto a direção estadual do partido sabe desde 2002; aliás, o próprio senador Fernando Collor foi beneficiário da “ojeriza” que Célia nutre em relação a Lessa – naquele ano, Collor disputou o governo com Lessa, com o apoio apenas de Célia.

Dizer que Célia não declarou publicamente que apóia o governador Téo Vilela é a tentativa vã de negar o óbvio ululante que se pode ver nas praças, nas esquinas, nos bares e nas residências de Arapiraca.

Pode-se dizer que faz parte da idiossincrasia do arapiraquense não separar jamais Téo Vilela e Célia Rocha – daí o Téo ter derrotado Collor e Lessa no primeiro turno.Claro, com o substancial apoio de Rogério Teófilo.

Além disso, Célia declarou o apoio a Téo numa entrevista no programa de rádio de maior audiência na região.

Eu digo que a posição do PTB é inútil, porque o partido pode tentar proibir Célia de dizer quem apóia para o governo do Estado; mas, não pode impedi-la de dizer quem não apóia de jeito nenhum.

E o arapiraquense já sabe quem Célia Rocha não apóia, nem mesmo sob pressão. O PTB ainda não se tocou de que, quanto mais censura Célia, mais o apoio a Téo Vilela cresce na região.

Ninguém fará Célia mudar de idéia. A Célia é uma rocha quando coloca uma coisa na cabeça.
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.