Postado em 14/12/2011 às 15:18

Ufa! Terminou esta semana a eleição de 2010

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Brasília – O ex-governador Ronaldo Lessa vai cuidar agora da campanha para a Prefeitura de Maceió. Ele também estava ansioso com o resultado do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral e já admitia que “estava perdendo muito tempo em Brasília” acompanhando o processo no TSE.

E tempo, para quem é candidato, é ouro. Ou melhor: é voto.

Um ano depois e finalmente a eleição majoritária de 2010 terminou; a perspectiva de Lessa assumir o governo diante da condenação do governador Téo Vilela mexia com ambos e prejudicava a todos.

Continuo achando um absurdo o tapetão, seja na política ou no futebol. Se há irregularidade, então que se anule a eleição ou a partida de futebol. O que não pode é dar direito à vitória a quem perdeu de fato; no caso da eleição, o único soberano é o eleitor, e no caso do futebol o soberano é o gol.

Uma eleição se ganha com votos e uma partida de futebol se ganha com gol; se há irregularidade no voto ou no gol – repito – que se anule a eleição ou a partida. Mas, o que não pode é decretar a vitória para quem não teve votos suficientes ou não fez os gols necessários.

Mas, gente, parece que deram um nó na questão; a decisão do TSE de multar o governador Téo Vilela vai levá-lo ao imbróglio jurídico em 2014, se quiser disputar a vaga (única) para o Senado e for interpelado quanto à punição (multa) por um colegiado.

Se for assim, abre-se uma porta para o senador Fernando Collor tentar a reeleição. Existe a possibilidade de Collor disputar o governo do Estado, mas esta possibilidade é o seu “plano B” e está condicionado a um caixa de campanha para cobrir os custos – e uma campanha do Collor, já se sabe, é cara.

Voltando à eleição de 2010, que terminou esta semana, o que Lessa deve fazer agora? Cuidar da campanha para a Prefeitura ou se recolher se preparando para 2014?

PSNão é verdade que os senadores Fernando Collor e Renan Calheiros interferiram em favor de Lessa. Também não é verdade que o governador Téo Vilela esteve de gabinete em gabinete, no TSE, pedindo o apoio dos ministros.
 

Postado em 13/12/2011 às 08:14

Vou chupar um picolé Caicó! Quer um?

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Brasília – De volta à capital federal, depois de duas semanas na terra onde deixei o umbigo, leio nos comentários acerca do post anterior o conselho de um internauta mandando-me chupar um Caicó – o picolé que fez a diferença na última campanha para governador.

Chupei vários quando estive aí e gosto muito do picolé de castanha e cajá. Mas, não posso deixar de agradecer o conselho e também a participação do internauta; e considero a todos que nos honram com os comentários.

Daí, eu tenho que esclarecer o seguinte:

Eu não discuto o mérito da ação da coligação do ex-governador Ronaldo Lessa contra a reeleição do governador Téo Vilela; o que acho, continuo achando e acharei sempre é que se há irregularidade numa eleição, isto tem de ser apurado e julgado pela Justiça Eleitoral antes de se proclamar e diplomar os vencedores.

Senão, a própria Justiça Eleitoral se desmoraliza.

Eu não disse que não houve ou pode ter havido irregularidade; o que eu disse, digo e direi é que contestar a eleição após a proclamação do resultado é uma incoerência que desmente a importância do eleitor, cujo voto é ou não é soberano?

Tem mais algumas coisas que julgo importantes:

1) O blog é um diário; o blog, e falo sobre o verdadeiro blog, cuja origem pesquisei, é o espaço onde a pessoa se expõe e escreve o que pensa – e não o que os outros dizem.

2) O blogueiro não tira férias exatamente porque, sendo um diário, o blog não pode sofrer solução de continuidade – que o diga o grande jornalista Ricardo Kostcho, o primeiro a compreender que blogueiro não tem direito a férias.

3) Blogueiro é igual ao papa, pois só deixa de sê-lo quando morre.

Por fim, sobre o julgamento previsto para hoje da ação de Lessa, o que posso dizer é que tudo pode acontecer, inclusive o pedido de vista – que empurraria o julgamento para 2012.

É esse o clima aqui em Brasília. No mais, o internauta que acompanha o Cada Minuto será mantido informado em tempo real, pois estarem cobrindo a sessão no Tribunal Superior Eleitoral.

Vamos vê se, além do Zagalo, o número 13 é também o numeral da sorte de Téo ou Lessa.
 

Postado em 09/12/2011 às 18:23

Na peleja de Lessa e Téo por 1,6 mil cabras, quanto vale o eleitor?

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Não há eleição sem deslize, não há candidato que se eleja cumprindo com 100% do que estabelece a lei no que se refere aos abusos econômicos ou políticos.

Mas, há a lei que pune esses abusos. Todavia, esses abusos não garantem a eleição ou a reeleição; há exemplos de mandatários que não conseguiram se reeleger mesmo com a caneta na mão.

A lei contra esses abusos não deixa de ser um paradoxo que contraria o resultado das urnas – que se diz soberanas e sabe-se que não é, pois estão sujeitas ao tapetão.

Não deveria ser assim e digo isto porque sou radicalmente contra as vitórias no tapetão, sejam elas na eleição ou no futebol.

O futebol se ganha no campo e a eleição se ganha no voto do eleitor – que é o único soberano e legítimo.

Está marcado para terça-feira 13 o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral da ação do ex-governador Ronaldo Lessa contra a eleição – no caso reeleição – do governador Téo Vilela.

O motivo da denúncia é que o governador distribuiu 1 mil e 600 cabras com pequenos criadores sertanejos e isto se constitui (?) abuso de poder político e econômico.

Lessa tem condições de vencer uma eleição sem precisar do tapetão e Alagoas tem o direito – mais que direito, tem urgência e necessidade premente – de não sofrer mais com as soluções de continuidade.

Imagine o desserviço à sociedade, no caso de se estabelecer o imbróglio jurídico que promove o entre e sai de governadores, mediante recursos e liminares.

São dez ações de igual teor e uma delas o TSE já mandou às favas, no que fez muito bem. É factível que também mande às favas as outras nove ações, entre elas a de Lessa, e encerre de vez essa picuinha para colocar o ponto final na eleição de 2010.

O chamado “terceiro turno”, que se desenrola no tapetão, é na verdade um excremento putrefato de uma legislação eleitoral carcomida – que num momento consagra o eleitor como detentor do voto legítimo e soberano, em outro momento desconsidera essa legitimidade e soberania em nome de detalhes que não entram nas urnas.

E quando age assim, a Justiça deixa a dúvida atroz sobre o processo eleitoral e a condição do eleitor. Afinal, uma eleição se define nas urnas ou no “tapetão”?

Se no “tapetão” pode se anular o resultado soberano das urnas, então o eleitor é apenas o palhaço sem graça.
 

Postado em 07/12/2011 às 16:59

O mau está vencendo o bem, bem aqui, ó!

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No fatídico episódio do assassinato da juíza no Rio de Janeiro, o governador carioca, Sergio Cabral, fez o seguinte desabafo:

- “Metade dos policiais (civis e militares) expulsos por envolvimento com crimes foram reintegrados por liminar judicial” (sic).

O governador disse mais; ele disse que “esperava ( com o episódio do assassinato da juíza ) que a Justiça mudasse o critério de concessão de liminar; que analisasse com muito mais cuidado cada caso.

Quando todos gritam contra a violência e exigem segurança, é imperioso saber que essa segurança começa com o estado e termina na casa do cidadão – ou seja: somos todos responsáveis pela segurança que exigimos, do mesmo modo que não se deve levar queijo à casa do rato.

Mais polícia nas ruas, apenas isso, não resolve – até porque, como o governador carioca ddenunciou, metade dos policiais envolvidos com crimes e que ele expulsou, a Justiça mandou reintegrar.

É possível que tenha havido falhas nos processos que expulsou esses policiais, mas isto não deveria justificar a ação protetora da lei diante dos antecedentes do beneficiado.

Acredita-se que não tenha havido nenhum erro e que todos os maus policiais expulsos da polícia do Rio de Janeiro se beneficiaram do excesso de técnica embutido na lei.

O pior é que o Rio de Janeiro não é caso isolado. O mau exemplo se espalhou pelo país e a sociedade assiste o mau vencer o bem, apenas porque o mau não teve o direito de defesa; não teve o direito de “provar” que não é o mau.

Quando todos sabem sê-lo.
 

Postado em 05/12/2011 às 11:15

Violência? O que é violência em Alagoas?

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Violência é o rebotalho humano segregado nas grotas do Benedito Bentes e adjacências, que desce à fartura litorânea e rouba um celular da classe média e rica, ou a violência é uma jovem de classe média que já coleciona três homicídios nas costas e a lei não consegue alcançá-lo?

É preciso definir urgentemente o que é violência em Alagoas, porque essas variantes confundem. Existe a violência e a violência.

Assalto a banco e o uso do maçarico para explodir caixas eletrônicos devem ser enquadrados em que tipo de violência?

Só uma coisa é comum de todos os tipos de violência – que é a impunidade. Sem faro de doberman , a lei não conseguiu pegar o jovem que já matou três e continua impune. Para infortúnio da família do pobre garçom que cruzou o caminho do jovem-matador, há mais um registro macabro dessa violência que não se entende – porque é resultado da mais bárbara das impunidades, que vem da conivência.

A expansão urbana traz no seu rastro os problemas que a sociedade alagoana, desacostumada, não entende ou finge não entender. E o pior é que busca a solução confundindo os diferentes tipos de violência que caracterizam Alagoas.

O que é, pois, violência em Alagoas?

1) É o prefeito que desvia o dinheiro da merenda escolar?
2) É o assalto de tênis e celular?
3) É o assalto a banco?
4) É o jovem-matador que a lei não conseguiu até agora prender e desarmar?
 

Postado em 03/12/2011 às 23:15

O que o eleitor quis dizer em Maceió e Arapiraca, em 2010

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Os políticos alagoanos mais espertos destrincharam o resultado da eleição de 2010 e estes levam a vantagem de estar à frente dos demais.

O que o eleitor em 2010 quis dizer, quando dois anos antes reelegeram os prefeitos Cícero Almeida e Luciano Barbosa com mais de 80% dos votos e  dois anos depois derrotaram seus candidatos a governador em Maceió e Arapiraca?

A deputada federal Célia Rocha (PTB) disse ao blogueiro, em Brasília, que o prefeito Luciano Barbosa transfere 80% dos votos; em Maceió, o prefeito Cícero Almeida também.

Mas, aí vem a pergunta: e por que os seus candidatos ao governo do Estado perderam; Téo Vilela perdeu em Maceió e Ronaldo Lessa perdeu em Arapiraca?

As duas principais cidades vivem essa situação inusitada e, no caso de Arapiraca, ainda mais complicada. O interessante é que Almeida e Luciano se transformaram em incógnitas – em Maceió, até março, tudo é possível de acontecer em relação ao prefeito Cícero Almeida.

E, em Arapiraca, o prefeito Luciano Barbosa ainda não disse a ninguém que Ricardo Teófilo é o seu candidato, mas deixa o boato prosperar.

Dá-se na sucessão em Arapiraca o fato interessante: o prefeito Luciano Barbosa não gosta de Rogério e a deputada federal Célia Rocha não gosta do deputado Ricardo Nezinho, que ainda sonha em ser o candidato do grupo.

Sonho impossível, sem dúvida.

A sucessão nas duas maiores cidades está nesse pé – ou seria: ainda não tomou pé? - porque os dois prefeitos reeleitos com o maior percentual de votos das eleições municipais em Alagoas entenderam tarde demais que, na política, é preciso ser visionário.

Não basta ter votos.

Mas, pelo menos do lado do governo, já apareceu o candidato. Trata-se de Rogério Teófilo, que se filiou ao PSDB. Ele é vice-prefeito, mas não tem direito a gabinete; era o vice-prefeito mambembe e agora é candidato à sucessão do prefeito que não gosta dele.

Com o lançamento da candidatura de Rogério, então os que apostavam que o plano do prefeito Luciano Barbosa passava pela renúncia de Rogério, erraram.

Qual é finalmente o plano do prefeito Luciano Barbosa? Ele lança Ricardo contra o irmão Rogério?
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.