Postado em 21/09/2010 às 16:01

As 3 piores blasfêmias que dizem contra Deus

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Outro dia pus-me a matutar acerca da assertiva bíblica: Deus criou o mundo em seis dias e, no sétimo dia, Ele descansou.

Que absurdo dizem contra Deus, meu Deus!

Deus é onipresente e onisciente, logo é incansável – e, se Ele é incansável, não precisa descansar.

Já pensou alguém procurar Deus e ouvir que Ele não poderia atender porque está descansando? Não é absurdo acreditar em tamanho disparate?

Acho que Deus criou o mundo em seis dias, e no sétimo dia Ele já estava resolvendo as broncas dos inquilinos que mandou para a Terra – e pense: Deus tem cada inquilino, que só mesmo sendo Deus para suportar.

É ou não é?

Mas, não é só essa blasfêmia que dizem contra Deus. Tem outras duas. Vejam esta outra blasfêmia:

Dizem os blasfemadores que Deus teria dito: “Crescei e Multiplicai”.

Não disse isto. Deus jamais iria dizer semelhante aberração porque seria discriminar o anão e o estéril – um não conseguiu crescer e o outro não conseguiu se multiplicar. Então, o anão e o estéril não são filhos de Deus?

Claro que são. Deus não discrimina ninguém e todos são seus filhos.

E tem a terceira blasfêmia contra Deus, que é aquela frase absurda. Vejam:

Dizem os blasfemadores que Deus falou: “É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu”.

Só o muito estúpido, ou blasfemador contumaz, pode acreditar que Deus falou tamanha sandice – e isto por dois motivos:

1) Deus não discrimina ninguém porque todos, brancos e negros, índios e mulatos, ricos e pobres são filhos Dele.

2) Deus nunca disse semelhante sandice, por uma questão trivial: a agulha é uma invenção da Revolução Industrial.

Por favor, parem de blasfemar contra Deus.

 

Postado em 21/09/2010 às 12:40

Um debate chinfrim

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Confesso que não gostei do debate com os candidatos a governadores, mas não posso culpar apenas os candidatos. Se tudo que começa ruim acaba pior, então a apresentadora estava num dia infeliz – não é má profissional, mas a insegurança deixou os candidatos ainda mais ouriçados.

E se estava num dia infeliz, ela se embaralhou e embaralhou os candidatos; se tempo na televisão é tudo, então a apresentadora perdeu tempo demais ao trocar os nomes dos candidatos e isto irrita o candidato – que, no debate, está igualmente ansioso.

Com exceção da estocada sutil de Collor no Piones, quando disse que era homem por inteiro, o resto nada marcou. É um debate para ser esquecido.

E se a idéia do debate era fazer o indeciso decidir o voto, é melhor promover outro porque o debate só ficou de bom tamanho mesmo para o candidato Tony Clovis.
Mas, vamos colocar o debate em debate para saber o que o amigo internauta achou do debate?

Postado em 20/09/2010 às 15:21

Debate do desempate. Ou: cuidado com as respostas do Téo

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No debate entre candidatos que estão empatados na preferência do eleitorado, o mais importante não é a pergunta – é a resposta.

Daí, no debate na televisão, é melhor ter cuidado quando perguntarem ao governador Téo Vilela (PSDB) sobre a violência porque o Téo pode responder:

1) Que encontrou a polícia desaparelhada.

2) Que a polícia estava desaparelhada, porque as armas compradas pelo Estado e paga adiantado foi um golpe de “lesa-pátria” – as armas nunca chegaram, nem chegará jamais, porque a firma que o Estado contratou não existe.

A Franchi S/A apresentou como endereço uma rua inexistente em Montevidéu, a Capital do Uruguai.

Na operação de compra das armas italianas, cuja transação foi fechada em janeiro de 2000, o governo cometeu dois crimes:

1) Pagou 600 mil dólares adiantados, o que não é permitido no serviço público.

2) Fez negócio com um grupo de estelionatários, que fraudaram até mesmo o documento do Exército desautorizando a compra de 20 metralhadoras HK para a Polícia Civil.

Convenhamos que são respostas arrasadoras, o tipo de resposta que deixa o perguntador com a cara no chão.

A violência de hoje é muitíssimo diferente da violência de antes. Basta lembrar que estamos a 12 dias da eleição e não houve nenhum assalto a bancos – o que é inédito, ainda mais porque nos assaltos registrados os assaltantes que tentaram foram presos.

Antes, o assaltante sabia que o crime ficaria impune. Como, de fato, ficaram todos os assaltos registrados antes de janeiro de 2007.

E, ainda, pela primeira vez desde o restabelecimento de eleição direta para governador, o comando da Polícia Militar e Civil foi entregue aos profissionais de reputação ilibada.

Nunca, desde 1982 quando se restabeleceu a eleição direta para governador, se viu coisa igual. Pela primeira vez, não tem ingerência política na polícia.

Sendo assim, cuidado quando falar sobre mudança porque a mudança significa a volta ao passado recente de manipulação política na polícia, de assaltos a bancos, roubos de cargas e seqüestros impúnes.

Ou seja, a mudança significa a volta ao Estado Máximo de Crimes Impunes. Pense nisso!

No debate marcado para a noite desta segunda-feira, promovido pela Rede Recorr/TV Pajuçara, a resposta vai fazer a diferença.

E desfazer o desempate. É ou não é?
 

Postado em 17/09/2010 às 19:33

Que bom! Só 46 crianças por 1000 morrem em Alagoas

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A discussão sobre o número da tragédia social em Alagoas, que é usado para reforçar o discurso-eleitoreiro, me faz lembrar o ensinamento popular que diz assim: político que não é cara-de-pau não prospera.

Dito e feito.

Eu ouço os candidatos falarem sem o menor constrangimento; e eles falam como se não fossem responsáveis por essa tragédia, como se nada tivessem a ver com isso.

Mas tem sim.

O IBGE divulgou que Alagoas tem o maior índice de mortalidade infantil do País; são 46 óbitos por cada mil nascimentos.

Besteira! A tragédia já foi muito pior. Em 2000 eu fui fazer uma matéria em São José da Tapera – onde o UNICEF detectou índice de mortalidade infantil semelhante às paupérrimas regiões africanas.

O gancho da matéria foi “o cemitério de anjinhos”. Em São José da Tapera o índice de mortalidade infantil atingiu 70 óbitos por mil nascimentos, e só foi reduzido graças a atuação da Pastoral da Criança, da Igreja Católica, e da ONG Visão Mundial.

O Estado não contribuiu com nada; a ONG Visão Mundial trouxe dinheiro de doadores alemães e não precisou do governador.

Em 2000, Alagoas tinha o índice de mortalidade infantil de 65 óbitos por mil nascimentos. Hoje, são 46/1000.

É alto? É, claro. Mas, a tragédia já foi muito pior.

E isto porque a desgraça se abateu em Alagoas há 20 anos! O professor, PhD em Economia, Cícero Péricles, cunhou com propriedade a frase sobre os anos 90 – que para ele é a “década perdida”.

Há 20 anos Alagoas perdeu o prumo e a vergonha, e não dá para acreditar que possa reencontrar o prumo e a vergonha com quem lhe tirou do prumo e lhe fez passar vergonha.

Dá?

NB – Agradeço à Royal Consultants o souvenir sobre a Cultura Japonesa, que está em exposição no Maceió Shopping até sexta-feira, 26. Imperdível mesmo!

E agradeço também o vídeo sobre a vaquejada em Floresta-PE, que me foi enviado pelo companheiro Pedro Fidelis, e aproveito para homenagear os Roldão, de Itaíba-PE, pai e filho – que são exímios pegadores de boi bravo soltos na caatinga. E nada melhor que homenageá-los com os versos da dupla alagoana Aguiar e Olavo Silva (Gravadora Gogó da Ema Disco). Lá vai:

Pega o boi, esteira
E passa o rabo pra mim.
Eu vou pegar pra valer
Ouvir o povo dizer:
Vaqueiro bom é assim.

Se for um touro pesado
Vaqueiro que arrocha gado
Diz esse boi não é ruim.
Eu dou no primeiro cal
A massa grita legal:
Vaqueiro bom é assim.

Bom final de semana para todos. Ah, ia esquecendo de avisar que pra semana está chegando a nossa prima. Vera.

 

 

 

Postado em 17/09/2010 às 14:59

Lula pede voto para a coligação de Téo. Oxi!...

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O samba do “crioulo doido” em que virou a eleição este ano, e não é apenas em Alagoas, protagonizou mais um lance no mínimo “sui generis” – que é a aparição do presidente Lula pedindo voto para o candidato a Senador Benedito de Lira, da coligação do governador Téo Vilela (PSDB).

Lula também já elogiou muito o governador Téo Vilela e só não pede para votar nele, porque o partido de Téo é o PSDB.

Aliás, a Folha de S Paulo já havia publicado que o Lula em Alagoas apóia o Téo, o Collor e o Lessa. E não vai aparecer pedindo voto para o Collor pelo mesmo motivo de o PTB estar coligado nacionalmente ao PSDB.

Lessa acha que a aparição de Lula pedindo voto para ele vai alavancar sua campanha. Sei não; nesse “samba do crioulo doido” é melhor prestar atenção na marcação.
 

Postado em 16/09/2010 às 11:42

Depois de Fernandinho Beira-Mar, o caos. Digo: o crack

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O que Alagoas ganhou trazendo – duas vezes – o traficante de drogas e de armas Fernandinho Beira-Mar para Maceió, quando o resto do País o refugou?

Na época, o então governador Ronaldo Lessa defendeu a vinda de Fernandinho Beira-Mar e garantiu que Alagoas sairia ganhando em recebê-lo.

Mas, ganhando o quê?

Na entrevista ao jornalista Plínio Lins, terça-feira, 14, no “Conversa de Botequim”, o governador Téo Vilela (PSDB) levantou a questão para calar a boca dos que denunciam a violência em Maceió.

- Foi a maior burrice. Não digo que foi malvadeza com o alagoano e especialmente com o maceioense, mas o Lessa (governador) jamais poderia ter aceitado hospedar o Fernandinho Beira-Mar” – disparou Téo.

De fato, como não existe coincidência, porquanto o vazio não existe e nada coincide com nada, depois de Fernandinho Beira-Mar deu-se o caos. Digo: o crack.

Foi o que a sociedade alagoana ganhou com a decisão monocrática do então governador Ronaldo Lessa de hospedar por duas vezes Fernandinho Beira-Mar em Maceió.

Pensando bem, a gente queria o quê? Que Fernandinho Beira-Mar trouxesse a paz? E, pensando bem novamente, quem não pode trazer indústrias traz o crack - ainda que para a desgraça geral das famílias.

A violência em Alagoas de que tanto se fala no palanque eleitoral teve o seu começo na decisão catastrófica de hospedar Fernandinho Beira-Mar. Antes disso, ninguém falava em crack em Alagoas.

É ou não é?
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.