O prefeito Cícero Almeida pediu, mas o PT não indicou o substituto de Thomaz Beltrão na Secretaria Municipal de Educação.
Dizem que não se chegou ao denominador comum, ou seja, não houve consenso na escolha do nome, mas há outra versão e eu prefiro acreditar nesta.
É a seguinte: o PT não sabe qual é a do prefeito Cícero Almeida na eleição. O prefeito vai apoiar quem na verdade?
Mas essa não é uma dúvida apenas do PT. Aliás, dizem até que é a dúvida do próprio prefeito, que continua tendo pesadelos quando imagina ficar dois anos sem mandato.
O PT não sabe em qual palanque o prefeito vai estar – e o pior é que o prefeito também não sabe.
O ex-governador Ronaldo Lessa acha que o prefeito tenderá para ele, com base no resultado das pesquisas que o coloca (Lessa) em posição privilegiada.
Mas Lessa também já ouviu muitas versões de Almeida para o pleito e procura agora costurar aliança com o senador Renan Calheiros – que também não sabe qual é mesmo a do prefeito.
Até o deputado federal Rui Palmeira entrou na fila e quer conversar com o prefeito. O argumento de Rui é que o PP, o partido do prefeito, é aliado do PSDB e na coligação tem o único palanque onde Almeida poderá subir e aparecer em público.
O enigma é: quem o prefeito Cícero Almeida vai apoiar realmente? Quem souber informar para o PT, PP, PSD, PMDB, PSDB, PT do B...
O “sindicato” dos sargentos e subtenentes da Polícia Militar convoca os “filiados” para um “apitaço” terça-feira 3, contra o novo Código de Ética – que tenta recolocar a PM alagoana em forma.
Em tempo: o presidente do “sindicato” dos sargentos e subtenente é candidato a vereador. Ah, bom. Está explicado o “apitaço”.
A situação na PM alagoana é tão grave que existem três “sindicatos” na corporação – oficiais, sargentos e subtenentes, e cabos e soldados, e os três presidentes são candidatos na eleição de outubro que vem.
Diante dessa distorção, até parece incoerência a manifestação contra o novo Código de Ética, cujo “pecado original” é tentar devolver a PM à sociedade na sua integralidade.
Na terça-feira, no lugar de estarem cumprindo com o dever constitucional de zelar pela segurança da sociedade, os militares-políticos da PM estarão na rua protestando. Não é supimpa!
O medo que faz é a manifestação descambar para a ilegalidade, como aconteceu na greve da PM da Bahia. Esse é o medo.
Gente! Já imaginaram se o “apitaço” não surtir efeito e eles optarem pelo “atiraço”? Pelo sim, pelo não, é melhor ninguém sair à rua na terça-feira porque numa manifestação política e politiqueira tudo pode acontecer.
Há outro medo também no ar. Os militares das Forças Armadas também estão insatisfeitos e já imaginaram se o pessoal do Regimento de Obuses decidir sair à rua para uma manifestação?
Sei não, viu...
Vamos lembrar – e sofrer novamente – os males que a politicagem fez à PM alagoana. Nós estamos brincando com coisa séria, não há no mundo situação similar, sequer precedente, com uma força policial em greve ou se manifestando.
Reconhece-se que o policial ganha mal – não só o policial, mas o militar em geral ganha mal; reconhece-se que a corporação carece de mais atenção por parte dos governantes, mas não se deve reconhecer em hipótese alguma esse direito de afrontar a lei e a sociedade, porque aí estamos contribuindo para cavar o abismo no qual poderemos cair todos no futuro próximo.
Hoje apita-se e amanhã atira-se.
Há os que dizem que o novo Código de Ética é inconstitucional porque fere o Artigo 5º, se for assim, que se revogue o Artigo 5º, porque o que não pode continuar é a situação como está com uma PM política e politiqueira e uma sociedade insatisfeita e encurralada.
Há os que pregam “o fim do militarismo” na PM. Ora veja, se com o militarismo a PM chegou a essa situação que exige um novo Código de Ética, imagine sem o militarismo como não estaria. Seria o caos.
Vamos lembrar que militar não é emprego; militar é vocação. Vamos lembrar também que a PM alagoana tem relevantes serviços prestados à nação e não apenas a Alagoas. Quem não sabia fique sabendo: a PM alagoana mandou tropa para a Guerra do Paraguaia; foi a PM alagoana que acabou com o cangaço no Nordeste - mas, isto, quando realmente era "briosa".
Pela PM alagoana passaram ilustres, bravos e competentes oficiais e não por coincidência, eram todos profissionais. Foi numa época onde a sociedade orgulhava-se da PM – que hoje, infelizmente, na contramão da história, parte para a vala comum das manifestações politiqueiras.
Lamentável.
PS - A jornalista Priscila Régia informa que o presidente da Associação dos Sargentos e Subtenentes da PM, Theobaldo Almeida, não é candidato a vereador.
Olhe aí: estava tudo sob controle, mas eis que os “soldados da campanha eleitoral” voltaram a atacar em Boca da Mata.
Em Boca da Mata? Unh...
Mais uma vez: unh...em Boca da Mata foi?Foi. Em Boca da Mata.
Em Boca da Mata a agência do Banco do Brasil bateu o recorde mundial de assaltos; na eleição de 2002, por exemplo, foi assaltada quatro vezes e nada se apurou.
O número exagerado de assaltos ao Banco do Brasil em Boca da Mata levou a direção do BB em Brasília a cogitar do fechamento da agência.
Desta vez, os “soldados da campanha eleitoral” pouparam a agência e atacaram a casa lotérica.
Dizem que a “tropa” chegou ameaçadora e exibindo armas que só a polícia possui – quer dizer: só a polícia possuía, porque os “soldados da campanha eleitoral” também tem.
E como conseguiram essas armas? Sei não, isso é melhor você perguntar lá no Posto Ipiranga.
Uma sugestão: perguntem aos “soldados da campanha eleitoral”, que foram presos, qual o nome do “comandante” deles, pois isso é fundamental. Eles vão dizer que agiram por conta própria, mas não acreditem. Tem sim o “comandante”.
Nada como um serviço de inteligência eficiente não desvende o mistério e localize o “quartel” dessa tropa que fica bivacada bem ali, ó!
Os “soldados da campanha eleitoral” estão agindo no desespero porque o “comandante” tem pressa e está liso – gastou muito do dinheiro que amealhou em roubos e a eleição este ano é caríssima.
Depois da agência do BB em Traipu e da loteria em Boca da Mata, a próxima ação dos “soldados da campanha eleitoral” será...será...
Deixa pra La.
PS – Meus parabéns ao cabo PM José Eduardo, atingido por um tiro pelos “soldados da campanha eleitoral”, mas que conseguiu prender dois "conscritos".
Quem assistiu a cobertura da visita do Papa Bento 16 a Cuba apenas pelo Jornal Nacional da Rede Globo ficou sem saber o verdadeiro motivo da visita de Sua Santidade à Ilha. Aliás, o Jornal Nacional já não é o mesmo – a cobertura está fraquíssima.
Mas, quem saiu trocando de canal e sintonizou os outros canais se satisfez com o noticiário completo e, ainda que “enxuto” devido à submissão ao tempo, ficou sabendo o motivo de o papa ter ido se encontrar com as lideranças cubanas.
E qual o motivo da visita do papa a Cuba? Foram basicamente dois:
1) Obter autorização para o ensino religioso Católico, Apostólico e Romano, claro, mas escolas cubanas.
2) Obter autorização para fundar universidades em Cuba, do tipo Universidade Católica, evidentemente paga.
É verdade que o fim do regime comunista na Europa tem a ver, e muito, com o trabalho pastoral do falecido Papa João Paulo II. Tanto é assim, que o protestante George W. Bush se viu obrigado a reverenciá-lo na Casa Branca.
Afinal, o que o exército mais poderoso do mundo não conseguiu à bala, João Paulo II conseguiu no verbo – ou seja, na conversa, na pregação, nas homilias.
E como tudo na vida é política, principalmente a religião e seja ela qual for, Bento 16 entregou nas mãos da Virgem do Cobre o futuro dos presos políticos cubanos que ousam desafiar o regime – que nada tem de comunista, até porque o comunismo só existiu na pré-História, mas se apresenta erroneamente como tal.
Quem diria, pois, que um dia a foice e o martelo iriam se juntar ao crucifixo dentro de uma sacristia. Ou, mais precisamente, que o marxismo se ajoelhasse entorpecido pelo “ópio da humanidade”.
E que Fidel Castro pedisse ao papa para lhe indicar um livro capaz de fazê-lo entender o que é a vida – que a religião simplifica na sua origem e muitos velhos, à aproximação da morte, terminam por se apegar ao que em vida considerou demasiadamente simplório para acreditar.
Todos exigem a Ética, mas primeiro para os outros. O novo Código de Ética da Polícia Militar é a tentativa de recolocar a PM alagoana em forma, mas não é fácil porque a corporação tem duas bandas – na verdade são três: a banda boa, a banda podre e a banda de música.
Com exceção da banda boa e da banda de música, que toca afinada, a banda podre tratou de se proteger escudando-se na Assembleia Legislativa e tem lá aliados poderosos, que podem barrar qualquer tentativa de torná-la boa – ou seja: qualquer tentativa para deixar de ser banda podre.
Para a sociedade é um estorvo, mas os que integram a banda podre estão satisfeitíssimos e vão às últimas consequências contra as tentativas de recolocar a PM alagoana em forma. A sociedade que se exploda!
O germe do mau que contaminou a corporação é antigo e resistente, e já causou estragos morais – a PM alagoana foi a única no país a sofrer intervenção federal; e profissionais – a PM alagoana é a única no País com maior número de comandantes que disputaram um mandato na Assembleia Legislativa.
Uma polícia política e politiqueira, com um sindicato travestido de associação, lutando em defesa dos que já não são mais policiais nem servem mais à sociedade, conforme se comprometeram.
A esculhambação geral contaminou o Corpo de Bombeiros, a corporação militar do gênero no País com o maior número de oficiais por metro quadrado – o que, inevitavelmente, levou às denúncias de malversação de verbas e desvio de conduta.
O novo Código de Ética é a tentativa de salvar a banda boa e de evitar que a banda podre se expanda na velocidade estonteante que se expandiu nos últimos anos. Mas, não será fácil porque na banda boa tem trabalho; na banda podre sinecuras.
O pior é que o mal não engajou apenas na PM. E tudo isto – é preciso entender – se deve à politicagem que atingiu as instituições civil e militar. Quando um policial se aventura numa candidatura eletiva, seja para o que for, o crime ganha um aliado.
E o pior: com o agravante de o policial usar a estrutura da polícia para fazer campanha, como aconteceu, acontece e acontecerá sempre. E tudo na base de “um voto pelo crime”, o que levou muitos policiais-políticos a praticarem o que, por dever de oficio, eles deveriam combater.
Diz-se que o novo Código de Ética da PM “é injusto”, e isto porque exige que todos sejam bons e corretos – e não pode ser assim porque, assim, acaba-se com a banda podre e todos terão de trabalhar. Que absurdo esse novo Código de Ética...
Na semana passada escrevi sobre “as mentiras da imprensa do entretenimento” – que é aquela que divulga o que gostaria que tivesse acontecido e não o que de fato aconteceu.
Levei uma surra de comentários escabrosos. Não me importo e justifico que, se os comentários não foram autorizados, isto se deveu aos “chiliques” desproporcionais dos seus autores – que se destemperam nas suas frustrações e casos pessoais com esse ou aquele político.
Se atacassem apenas a mim, tudo bem, porque o blog que só contem comentários elogiosos ao autor não merece confiança – o blog é um “diário eletrônico” e ninguém me faz entender o contrário. Além do mais, se nem Jesus agradou a todos, a conclusão é o óbvio ululante: ninguém é 100% bom nem 100% mau.
Felicíssimo e de peito lavado leio que a presidente Dilma “quer Edison Lobão na presidência do Senado”.
O quê?
Vou repetir: a presidente Dilma quer Edison Lobão, atual ministro de Minas e Energia, na presidência do Senado.
Ué! E a “imprensa do entretenimento e espetaculosa” não publicou que a presidente Dilma decretou o fim da “era Sarney,da era Renan e da era Romero Jucá no Senado”?
Foi ou não foi?
Quer dizer então que tudo não passou de mais um “entretenimento” dessa parte da imprensa que desinforma apenas porque a informação que deveria publicar não é aquela que queria ver ou ler?
Para quem interessar possa, se fizerem exame de sangue em Edison Lobão o resultado será “Sarney positivo”. Edison Lobão está para Sarney assim como um rebento está para a parturiente – a única diferença é que Lobão não usa bigode.
Pois bem; a felicidade e a alma lavada, sensações com as quais chego no momento ao orgasmo jornalístico, se devem ao fato de em curtíssimo espaço de tempo ver a minha tese comprovada.
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.