Postado em 21/12/2011 às 14:58

O recado do coronel

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Brasília – Pelo telefone, o companheiro jornalista-botafoguense Marcos Rodrigues informa-me sobre a sugestão do coronel Dario Cesar.

- “Assistam o filme Tropa de elite 2. É didático” – sugeriu o secretário de Defesa Social.

Foi na entrevista concedida na Rádio Jornal AM 710, no programa que o companheiro Marcos Rodrigues comanda com sucesso.

Mas, aqui pra nós, o que alguns podem entender como sugestão eu prefiro interpretar como aviso do coronel Dario Cesar.

Um aviso sutil, pois não. Aviso aos navegantes, especialmente policiais civis e militares, que navegam na onda da criminalidade.

Para os que não têm memória curta, a lembrança do passado recente em Alagoas também leva a interpretar como aviso-advertência a sugestão do coronel Dario.

E para os que esquecem fácil o que se passou ontem e, por conseguinte, não entendem o que se passa hoje, vamos ao “arquivo memoriol”.

1) Policiais civis alagoanos se enfrentaram a bala entre si, com várias baixas, e o motivo foi o envolvimento de todos em crimes.

Crimes de todas as ordens, sobretudo o que envolve dinheiro.

2) No assalto à agência do Banco do Brasil em Colônia Leopoldina, em 2003, um policial militar da “banda boa” reagiu e foi morto por um bandido que estava na carroceria da camionete dando cobertura ao bando.

Depois de alvejá-lo, o bandido saltou da carroceria e ainda disse para o PM agonizando na calçada:

- Por que você reagiu, cara?

Dizem que só faltou bater continência, como última reverência por ter matado – um colega de farda? – quem cumpria com o dever.

Abrindo um parêntesis: alguém sabe informar se os Direitos Humanos foi prestar solidariedade à família enlutada do policial honesto?

Fechando o parêntesis.

Entre 1998 e 2006, Alagoas bateu o recorde mundial de assaltos a agências bancárias sem que a polícia tivesse prendido um só assaltante, unzinho sequer!

Pior: as autoridades policiais desse passado recente nebulosos escondiam o número, de modo que a Folha de São Paulo, para fazer uma matéria, teve de apelar para a Secretaria de Segurança Pública do Ceará.

Lembram-se disso?

Não pensem que essa “banda podre” se desfez. A “guarda mal-assombrada” que agiu impunemente em Alagoas entre 1998 e 2006 apenas está camuflada, porque não conta mais com a cobertura que tinha.

Mas, está indócil porque “a fonte secou”. Antes, quando precisava de dinheiro, ia ao Banco do Brasil – o alvo preferido – e sacava. Por favor não confundir com sacar dinheiro; esse bando sacava a arma e anunciava o assalto, sempre com a certeza de que não seria descoberto.

Não duvido – não duvidem! – se por trás dessa onda de violência em Alagoas estiver a “banda podre”. Afinal, secaram a fonte deles e não vão deixar barato.

Daí, o aviso ou o recado do coronel Dario Cesar combina com o que a sociedade sadia de Alagoas espera – que é o surgimento de um “capitão Nascimento” caeté.

Porque o “câncer” também se disfarça.
 

Postado em 20/12/2011 às 17:55

Alvíssaras! Senado vai tornar Conselho Nacional de Justiça "imexível"

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Brasília – Na véspera do Natal, a sociedade brasileira vai receber do Senado um presente de Natal inesquecível.

O que é, o que é?

Trata-se da proposta do senador Demóstenes Torres (DEM), que torna o Conselho Nacional de Justiça, o salutar CNJ, “imexível”, “irrevogável” e “inatingível”.

A proposta está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser votada nesta quarta-feira, 21, e, pela unanimidade obtida em plenário, será aprovada sem dúvida.

A senadora Ana Amélia (RS) puxou o discurso e os senadores presentes à sessão a apartearam para se solidarizar e criticar a decisão do ministro Marco Aurélio Melo, que concedeu liminar contra a atuação do CNJ.

- “Até agora, o CNJ já puniu 49 juízes por vários delitos, a maioria deles por venda de sentenças, e estava analisando outros 65 juízes, que, infelizmente, foram beneficiados por essa liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio às vésperas do recesso do Judiciário”, desabafou a senadora Ana Amélia.

O senador Pedro Taques (MS), no aparte, disse que somente no Mato Grosso do Sul foram afastados 10 juízes. Taques criticou o Supremo "por estar fazendo a Constituição", quando o seu papel é apenas o de interpretá-la.

- “O Conselho Nacional de Justiça tem uma importância fundamental e é uma exigência da sociedade, que deseja uma Justiça transparente e ética” – completou.

Presidindo a sessão desta terça-feira, a senadora Marta Suplicy disse que o Senado, igual a sociedade, “ficou atônito” com a decisão do ministro Marco Aurélio Melo.

-“Ficamos tão atônitos que, pela primeira vez, eu vejo uma sessão onde não há divergência entre os senadores” – concluiu a senadora petista.
 

Postado em 20/12/2011 às 14:48

Assembleia quer derrubar agora a Lei da Gravidade

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Brasília – Uns juram que é folclore e outros que não é. Seja como for o que parece é que a ficção em Alagoas vira realidade.

Aos fatos; primeiro ao que uns dizem ser folclore e outros que não é. Seguinte:

Contam que numa cidade do médio Sertão alagoano o prefeito pediu ao secretário de Obras para construir dois andares sobre uma casa, mas o engenheiro vetou.

Aborrecido, o prefeito foi tomar satisfação com o engenheiro:

- Por que você vetou a obra?

- Por causa da Lei da Gravidade.

- Pois então eu vou mandar um projeto para a Câmara derrubando essa tal de Lei da Gravidade e você constrói os dois andares.

Gente! Não foi mais ou menos isso o que aconteceu na Assembleia Legislativa com o projeto impedindo juiz de primeira instância de afastar deputado envolvido em irregularidade?

Guardada as devidas proporções sim.

O projeto significa, além da blindagem a posteriori, que a Assembleia alagoana legisla para o país!

Já que não pode impedir o juiz de agir, então cria-se uma lei sob medida. O “alfaiate”, ou seja, o autor da ideia, tem três razões para tal:

1) Age para se prevenir.

2) Age atendendo a pedido.

3) A terceira razão, a própria razão desconhece.

São atitudes iguais a essa que estão levando o Legislativo brasileiro à lama. Muitos desdenham da reação popular contrária e acham que não passará de “chiliques momentâneos”.

Esses podem ser surpreendidos; é aconselhável não menosprezar a Era da Internet – que já foi capaz de derrubar governos.

O voto, infelizmente, ainda continuará sendo comprado, mas o custo da eleição aumenta em progressão geométrica. E o eleitor-internauta também.

Daí, a tentativa de “derrubar a Lei da Gravidade” é mais que burrice; é, principalmente, o atestado de falência que o Poder Legislativo assina contra ele mesmo.

 


 

Postado em 19/12/2011 às 18:08

Êpa! E homossexualismo é crime? E extorsão não é crime?

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Brasília – A notícia da condenação dos padres de Arapiraca envolvidos com homossexualismo me deixou confuso.

Homossexualismo é crime?

O que se viu, inclusive com provas de filmagens e sexo explícito, foi a relação entre dois homossexuais – aliás, com dificuldade para se identificar qual dos dois era o ativo.

Se isto não bastasse teve o agravante do “crime de extorsão” – e aí também já não se sabe se extorquir é crime.

Com a decisão da condenação dos padres a conclusão é de que, pelo menos em Arapiraca, homossexualismo é crime e tem pena rígida de acordo com a “patente”: 20 anos para o monsenhor, que é mais do que padre, e 16 anos para os padres – que são menos que monsenhor.

E quanto à extorsão?

Não é crime; pelo menos em Arapiraca.
 

Postado em 19/12/2011 às 15:55

Agora, só quem sabe é Deus!

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Brasília – A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio, que restringe e muito o poder do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de investigar juízes foi um golpe fatal nos anseios da sociedade.

Deus agora pode investigar os juízes.

Dir-se- à que existem as corregedorias no Poder Judiciário e isto é verdade. Mas, também é verdade que, se essas corregedorias viessem atuando com o rigor, eficiência e a velocidade que se exige a sociedade não teria aplaudido a criação do CNJ.

Quase que concomitantemente com a decisão do ministro Marco Aurélio, o Conselho Nacional do Ministério Público colocou a mordaça nos promotores – que não podem mais entrar em detalhes sobre as apurações de crimes de qualquer monta.

Às vésperas do Natal, essas decisões são o “presente de grego” que a sociedade tão carente de justiça justa e ágil recebe e que se iguala a uma bofetada.

Há no Poder Judiciário homens íntegros que engrandecem a Magistratura, mas há também pelo menos 125 processos contra desembargadores e juízes que se comportaram mal e que o CNJ não pode mais investigar e punir.

Daqui pra frente, só Deus pode punir. E como Deus não pune ninguém, então fica o dito pelo não dito e quem não tiver colírio que use óculos escuros.

Isso me lembra o saudoso advogado e professor Paulo de Castro Silveira, numa prova de Direito Administrativo I, na Ufal, em 1975, quando, sem entender o que um aluno havia escrito numa prova o chamou-o e pediu para que ele (aluno) lesse o texto que escreveu.

O aluno respondeu:

- Professor! Quando escrevi isso só eu e Deus sabíamos o que era.

- Sim, e agora?

- Agora só quem sabe é Deus!
 

Postado em 17/12/2011 às 12:07

Arrastão é o 4º "benefício".Obrigado Fernandinho do mar, do sol de...

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(II Capítulo)

Brasília - Mais um "benefício" da obra monumental de trazerem o Fernandinho Beira-Mar para passear em Maceió. É o quarto "benefício": o arrastão.

Por favor acrescentem aí na relação de "custo benefício" que o passeio de Fernandinho Beira-Mar trouxe para Alagoas, porque os "arrastões" começaram no Rio de Janeiro no final da década de 1980 e se intensificaram na década seguinte.

Ai que saudade do céu, do sal, do sol de Maceió.

E se Fernandinho é do Mar, pois nada mais "justo" trazê-lo para cá. Nisso eu concordo. Aliás, até que alguém poderia sugerir o título de "Cidadão Honorário Alagoano" a Fernandinho Beira-Mar, diante de "tantos benefícios".

Que tal?

OS 3 ERROS DO GOVERNADOR TÉO VILELA SÃO...

Brasília – Sobre a violência em Alagoas, é fácil descobrir os três erros do governador Téo Vilela. São eles:

1) Entregou a Secretaria de Defesa Social ao coronel Dario Cesar – que é um homem de bem, probo e competente.

O secretário de Defesa Social de Alagoas tem que ser aquele...aquele...aquele...

Aquele do golpe das armas italianas, que lesou o Estado em 600 mil dólares pagos adiantados.

2) Entregou a Polícia Civil para o delegado Marcílio Barenco – que é um homem de bem, probo e competente.

O diretor da Polícia Civil de Alagoas tem que ser aquele...aquele...aquele...

Aquele que facilitava o queijo do rato e permitiu mais de 300 assaltos a bancos, sobretudo no ano eleitoral, impunes.

3) O terceiro erro do governador Téo Vilela foi não trazer o Fernandinho Beira-Mar para passear em Maceió. Erro imperdoável este, pois o Fernandinho Beira-Mar foi de “fundamental importância” para o desenvolvimento “cabriocrático e escalafobético” de Alagoas.

Graças a decisão de trazer o Fernandinho Beira-Mar para passear em Maceió é que Alagoas entrou no ranking da “modernidade criminal”.

São inúmeros os “benefícios” trazidos por Fernandinho Beira-Mar para Alagoas, mas vou citar apenas três:

1) O crack.
2) O Comando Vermelho.
3) O Primeiro Comando da Capital.

Não é supimpa! Pois então, como admitir que um governador vá na contramão do “desenvolvimento cultural e moral” do Estado!? Como admitir que um governador nomeia para o comando da segurança pública homens de bem e profissionais competentes?

Não pode; Alagoas não merece isto. Abaixo, pois, a probidade e a competência no comando da segurança pública e viva os bonifrates!

Viva!
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.