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Postado em 30/01/2011 às 16:26

Desafiando a lei e a ordem, a previsão de mortes no presídio se confirma. E agora?

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Os assassinatos dos dois detentos podem ser a gota d´agua que faltava para fazer transbordar o caldeirão que ferve nos presídios. São mortes anunciadas, o que dá ao caso a conotação de afronta à ordem.

A família dos presos assassinados culpa os agentes penitenciários, mas antes da apuração não se deve fazer acusações. Eu prefiro não acreditar porque, se for verdade, então se instalou nos presídios uma força tenebrosa que age à sombra da lei desafiando a Justiça, o Ministério Público e a própria sociedade.

Vamos aguardar a investigação.

Uma coisa é certa: para o promotor Cyro Blater o caso extrapolou o limite da tolerância; o assassinato dos presos representa o desafio que essa força estranha faz às autoridades – que terão de reagir com rigor para extirpar de vez o mal pela raiz.

O pior de tudo é que avisaram com bastante antecedência que haveria mortes nos presídios. O aviso antecipado, não sendo obra de adivinhos, então é obra de quem arquitetou as mortes.

No mínimo, é obra de quem sabia do plano criminoso e não denunciou à autoridade competente.

A família dos presos assassinados quer processar o Estado, mas antes é imperioso que o Estado descubra e puna com rigor os autores.

Senão, essa força estranha tenebrosa que age dentro dos presídios será estimulada a agir também fora dele. E aí, a sociedade alagoana terá mais um bando de delinqüentes para ameaçá-la.
 

Postado em 29/01/2011 às 12:46

Vou sim, posso sim, quero sim, o prefeito não manda em mim

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A questão da Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar o que o Ministério Público já apurou acerca dos contratos para coleta de lixo em Maceió, está descambando para o hilário.

O Ministério Público descobriu que desviaram R$ 200 milhões mediante fraudes grosseiras, que elevaram a despesa mensal de R$ 500 mil para R$ 3 milhões numa canetada só.

A Câmara Municipal deveria instalar a CEI, mas não o fez por razões óbvias. Por exemplo:

As irregularidades que o Ministério Público descobriu existiram porque a Câmara de Vereadores não cumpriu bem o papel de fiscalizar o administrador municipal.

A Câmara de Vereadores não cumpriu o papel de fiscalizar o município por dois motivos: é conivente ou omissa, e seja qual for a definição é igualmente culpada.

A CEI vai atrapalhar os planos de reeleição de alguns vereadores, que não se reelegem sem as benevolências do erário municipal.

A CEI pode ser um tiro no pé de alguns vereadores.

São necessárias sete assinaturas de vereadores apoiando a CEI e até agora só se sabe de três que assinaram: os vereadores Ricardo Barbosa e Heloísa Helena, do PSOL, e o vereador Luiz Pedro (PMN).

Os vereadores Paulo Corintho e Amilka Melo, do PDT, e Tereza Nelma (PSB), cujos nomes foram citados inicialmente como signatários da lista pedindo a instalação da CEI, hoje estão numa controvérsia.

Tereza Nelma disse que ia assinar a lista, mas depois desistiu. Vou não, posso não, quero não, ele não deixa não.

A vereadora Amilka Melo assinou a lista, mas depois de uma conversa de pé-de-ouvido mandou retirar o nome cantando a mesma música: Vou não, quero não, posso não, ele não deixou não.

E o vereador Paulo Corintho jura que também não pediu para retirar seu nome da lista, mas o presidente da Câmara, Galba Novaes, também jura que Corintho recuou.

O vereador Paulo Corintho, que passou por momentos atribulados nesse primeiro biênio da legislatura municipal, reagiu e garante cantando: Vou sim, posso sim, quero sim, ele não manda em mim.

Gente! O problema é quem ninguém sabe quem está falando a verdade. Pior: ninguém sabe se existe sinceridade nisso.
 

Postado em 29/01/2011 às 11:02

A greve dos agentes penitenciários e o "banho de sangue" no presídio

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O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Jarbas Souza, previu mortes de presos no sistema prisional em Maceió. As previsões foram feitas pela imprensa e Jarbas denunciou a existência de uma relação de quem vai morrer.

O que o líder dos agentes penitenciários não imaginava é que suas previsões e revelações são agora provas contra ele.

A ninguém é garantido o direito de tomar conhecimento de um crime, ou de um plano de crime, e calar-se; o silêncio nesse caso é enquadrado como cumplicidade e se se tratar de servidor público, aí a pena é mais grave.

No caso do Jarbas ele se enquadra perfeitamente, porque é um agente da lei que tomou conhecimento de um crime e até sabe da lista com os nomes de quem vai morrer e não adotou as providências que a lei lhe impõe.

Aliás, impõe também para o cidadão comum. A ninguém é garantido o direito de se omitir diante de um crime, já se disse isto.

O recado do governador em exercício, José Thomaz Nonô, foi curto e grosso:

- “Se houver banho de sangue a culpa é dos agentes ( penitenciários )” – disse Nonô, que é promotor aposentado e conhece muito bem o Direito.

Vamos torcer para que as previsões do presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários não se realizem e que a relação dos mortos, que disse existir, tenha sido uma invenção no calor da disputa por reajuste salarial.

Aliás, nesse movimento paredista dos agentes penitenciários a única lição que ficou deve ser decorada pelo sindicato da classe.

1) Não se decreta greve para perder; a greve é decretada para se ganhar. Pode-se não ganhar o que se pede, mas jamais sair da greve sem nada ganhar.

2) Cuidado com as palavras, que existem para ser ditas – é verdade; mas lembre-se de que as palavras também podem ser enquadradas no Código de Processo Penal para punir o dono da boca que a pronunciou.


 

Postado em 28/01/2011 às 16:11

Toledo 20 e oposição 7, esse o escore na Assembléia

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O deputado Fernando Toledo (PSDB), que deve ser reeleito presidente da Assembléia Legislativa, reuniu 17 dos 20 deputados que apóiam a sua candidatura no seu sítio Lago Azul, em Marechal Deodoro.

Quem não foi se justificou: o deputado Gilvan Barros está em Tocantins, o deputado Ricardo Nezinho está de luto pelo falecimento da mãe, e o deputado Val Gaia tinha consulta marcada com o médico.

Dos 27 deputados, 20 declararam apoio a Toledo.

A oposição tem 7 votos: 3 do PT, 3 do PMDB e o voto do próprio candidato a presidente, deputado Isnaldo Bulhões, que está pensando em desistir.
 

Postado em 28/01/2011 às 13:09

Tudo lindo! Assaltantes presos pela PM já estão na rua para roubar você

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Li aqui no Cada Minuto, o melhor portal de notícias do Estado e é isso o que todos dizem, que depois de um minucioso e competente trabalho de inteligência a Polícia Militar prendeu a quadrilha que assalta ônibus na área do Tabuleiro do Martins.

Há tempo essa quadrilha inferniza a vida dos usuários de ônibus.

A sociedade agradeceu o trabalha da PM, mas a alegria durou pouco porque tão logo os policiais foram embora o delegado Cícero Rocha mandou a quadrilha de volta para a rua. E lá se foram todos para casa, de ônibus.

Estranho, sem dúvida, para dizer o mínimo.

O presidente da Associação dos Delegados, Antônio Carlos Lessa, defendeu o delegado Cícero Rocha dizendo que não havia mandado de prisão contra a quadrilha – que também não foi presa em flagrante.

Tecnicamente está correto, mas sabe-se que não é assim que a polícia trabalha. Outra coisa, as câmeras de vídeo da Empresa São Francisco mostram a quadrilha em atuação.

A pergunta que não obteve resposta até agora é: por que o delegado não deu seqüência à investigação?

E porque não foi dada seqüência à investigação, então tem mais uma quadrilha solta na rua pronta para atuar.

Eu quero dar os parabéns à PM, que agiu em defesa da sociedade, e quero também dar os parabéns à quadrilha pelo tratamento “vip” que recebeu na delegacia.

Tudo lindo!
 

Postado em 27/01/2011 às 14:55

Ele voltou e será presidente da Assembléia. Quer apostar?

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O deputado Antônio Albuquerque (PTdoB) é um líder, gostem dele ou não, e a questão aqui não é discutir santidade, mas competência. E ninguém há de negar que ele é competente.

Depois de articular a eleição do conselheiro Luiz Eustáquio Toledo para a presidência do Tribunal de Contas do Estado, Albuquerque articulou a formação da chapa vitoriosa por antecipação na disputa pela presidência da Assembléia – e cujo presidente é o deputado Fernando Toledo.

Foi ele quem encaixou as pedras no tabuleiro e deu o xeque-mate na candidatura de oposição. Albuquerque volta ao palco político como personagem principal e ele mesmo protagonista do enredo.

É o vice-presidente, mas vai assumir a presidência porque o desejo do deputado Fernando Toledo é ser conselheiro do Tribunal de Contas – e vai ser conselheiro do TCE, especialmente depois dessa composição na Mesa Diretora da Assembléia.

É a volta.

Na verdade, é a volta de quem nunca foi por inteiro. Mesmo no auge da crise com a “Operação Taturana”, os fantasmas dele se multiplicavam numa velocidade estonteante.

Pronto! Mesa posta agora é só recomeçar porque estava escrito nas estrelas. Espernear não adianta porque Albuquerque se confunde com a presidência da Assembléia.

É ou não é?
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.