Postado em 06/01/2012 às 13:45

Sabe quando vai melhorar? Eu sei

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Se o delírio deve ser por experiência com coisas reais, então vamos à realidade das experiências.

Experiências traumáticas, pois não, mas fazer o quê se somos os herdeiros das virtudes que perdemos?

Como sugere a Martha Suplicy, é relaxar e gozar – ainda que no gozo haja a pitada de masoquismo.

Falamos sobre as deficiências da policia alagoana e cobramos uma polícia eficiente, sem levar em conta a origem dessa polícia. Pior: esquecendo o que fizeram com a polícia.

Temos a banda boa, a banda podre e a banda vôo porque envolveram a instituição policial na política, do mesmo modo que usaram politicamente o Produban.

O Banco do Estado quebrou; e a polícia, que é o Estado e não pode quebrar, nada mais é do que a projeção do Estado que nós construímos – ou seria destruímos?

Mata-se para se experimentar a pistola nova. Um rapaz foi covardemente assassinado em Viçosa, na passagem do Réveillon, e se a família não permanecer em vigília o caso será apenas mais um no “arquivo morto” da polícia.

Enquanto não bate à própria porta, a violência tem sido apenas um acontecimento que só bate à porta dos outros.

Fomos deixando acontecer: a política na polícia, que se fragmentou em “bandas”, além da banda de música – e esta salutar e regulamentada.

Tem a banda de música, a banda boa, a banda podre e a banda vôo.

A banda vôo é formada por aqueles que não querem nada; uns conseguem vagas nas assessorias militares, outros se desestimulam com a impunidade e acham que não vale à pena correr atrás.

A banda podre tem sempre liquidez e a banda boa, mal remunerada, é tentada a mudar de lado diante da “prosperidade” dos colegas da banda podre.

E lá vamos nós exigindo que a polícia pegue o criminoso, se já nem sabemos de que lado vem o crime. Acho que estamos sendo demasiadamente exigentes.

E sabe quando vai melhorar? Quando o sargento Garcia prender o Zorro.
 

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Postado em 05/01/2012 às 18:02

No dia em que o deputado Dudu Holanda ía morrer

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A pergunta que o deputado Dudu Holanda faz e a família dele também é como a Polícia Federal de Pernambuco sabia onde ele iria passar o réveillon?

De fato, é algo intrigante mesmo.

Dudu se assustou quando ouviu o relato exato do local onde ele iria passar a noite de 31 para 1º de janeiro - que era na casa de veraneio dos pais dele, numa praia.

Segundo a polícia revelou ao deputado, ele (Dudu) seria assassinado na passagem do Ano Novo por sicários contratados em Pernambuco – que seriam policiais-pistoleiros.

Dudu gelou diante dos detalhes.

E como se daria o crime? Dizem que Dudu seria provocado e, como reagiria, a sua morte ficaria por conta dos “rompantes da juventude” do deputado – que já se envolveu em muita confusão na rua.

Todo mundo iria acreditar.

Dizem também que o melhor alvo, por conta desses “rompantes” e desse passado recente de brigas de rua, era mesmo o deputado Dudu.

O deputado Maurício Tavares era alvo mais difícil, pois não tem esse “histórico” que ajudaria a confundir a investigação.

Mas, esses são detalhes que estão surgindo em doses homeopáticas e vazando à imprensa “em off”. O que se quer agora são as provas.

O deputado Cícero Ferro, acusado como autor do plano, nega veementemente a acusação e se diz perseguido. Ferro também cobra as provas.

Imaginemos que estamos frente a frente a um disse-me-disse descabido, inoportuno e que só serve para confundir no lugar de explicar.

É difícil acreditar que a Polícia Federal iria repassar uma informação falsa; mas será que é fácil acreditar num plano macabro tão ousado?

PS - O deputado Dudu Holanda vai pedir ao governador Téo Vilela que libere o capitão PM Rocha Lima para ser o seu chefe de segurança.
 

Postado em 05/01/2012 às 14:17

Agora, só está faltando as provas

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A notícia sobre o plano para matar os deputados Maurício Tavares e Dudu Holanda surgiu como uma bomba, da qual se esperava vários estampidos.

Mas foi só boom! E pronto.

Ressabiada com tragédias e traumas recentes, a sociedade alagoana faz as suas conjecturas e age com a idiossincrasia peculiar do alagoano. É como se tudo fosse muito normal.

E não deve ser.

Imaginem as conseqüências da notícia para as supostas vítimas e, concomitantemente, para o suposto acusado como mentor do plano.

Até o crepúsculo da atual Legislatura, os deputados Maurício Tavares e Dudu Holanda não podem pegar nem gripe!

Essa dúvida atroz que prevalecerá atiça o estado de sobressalto em que todos vão viver, inclusive a sociedade.

Ainda que essa maneira de ser ative entre nós alagoanos o sentimento de normalidade onde não há, esse estado de sobressalto não é bom para ninguém.

Na entrevista que o deputado Cícero Ferro concedeu pela manhã, os deputados Maurício Tavares e Dudu Holanda foram anunciados como presentes e não compareceram.

É preciso, então, que a notícia que sacolejou o começo do ano seja destrinchada. Se há provas, que elas apareçam.

Já!
 

Postado em 04/01/2012 às 12:54

Êita! 2012 é o ano dos mistérios da meia-noite...

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A matéria do Cada Minuto sobre o plano para matar os deputados Maurício Tavares e Dudu Holanda foi o furo de reportagem do início do ano, que vai fazer de 2012 o ano de suspenses.

Para o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Fernando Toledo, é mais que um ano de suspenses; é também de sobrecarga.

Se já não bastasse os problemas que o deputado João Henrique Caldas está causando – e pode causar ainda mais – surge agora essa denúncia de ameaça de morte contra dois deputados.

Matar o deputado Maurício Tavares ou Dudu Holanda, além do candidato a prefeito da Barra de São Miguel, é para uns ousadia demais e esse entendimento leva à dúvida sobre a veracidade da denúncia.

Ao mesmo tempo, as autoridades de segurança pública não iriam blefar; seria o fim da picada se a polícia se desmoralizasse com uma denúncia vã ou mesmo ignomínia.

Essa dúvida atroz é que vai fazer a diferença de 2012 – um ano de muito suspense.

O que o amigo internauta acha?

1) A polícia iria correr o risco de difundir uma mentira?

2) Os deputados Maurício Tavares e Dudu Holanda estão mesmo marcados para morrer?Um ou outro?
 

Postado em 03/01/2012 às 15:58

E a impunidade matou mais 1

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É conhecida a estória do inglês, e imagino que seja mesmo estória, que viajou para o Brasil. De volta à Inglaterra, os amigos curiosos lhe perguntaram o que achou do país e ele respondeu:

- “O Brasil é um país interessante; tem muitas leis que ninguém cumpre e no final dá tudo certo”.

Será que é assim?

Tem tudo a ver a estória do viajante inglês e isso é o ruim da história, porque nos reduz a um bando de idiotas que criam leis para não serem cumpridas.

O pior de tudo é que, na prática, a sociedade vê – e alguns fingem não vê; a sociedade sofre – e finge não sofrer; e a sociedade só reage quando é vítima.

Vive-se naquela de que pimenta nos olhos dos outros é refresco, daí a sociedade brasileira e alagoana não reage à impunidade – que é a mãe da violência.

Falar no combate à violência, antes de acabar com a impunidade, é o mesmo que tentar cortar o vento.

Nos últimos trinta dias a impunidade matou um garçom na Avenida Leste-Oeste e na passagem do Ano Novo a impunidade matou outro em Viçosa.

As vítimas são vítimas contumazes – aquelas que desejam sempre resolver um problema conversando; e os criminosos são criminosos contumazes – aqueles que matam porque alguma autoridade lhe dá cobertura.

Vamos punir então essa autoridade – que é o embrião da impunidade.

E vamos também reagir sem que seja necessário conhecer a violência ou o crime à porta, como tem sido comum na base do “se mexeram com você, comigo não mexeram não”.

Lembrem-se de que, além da autoridade que protege os bandidos, a sua omissão contribui e muito para a impunidade.

E, no final, a autoridade protetora de bandidos e você, com a sua omissão e individualismo mesquinho, têm ajudado a matar inocentes.

E a proteger bandidos.

Abaixo a impunidade ou saia da frente que uma bala vem atrás. Tal qual o poeta da Paraíba:

Bala,bala,bala,bala

Tem uma bala no meu corpo

Bala,bala,bala,bala

Só não é bala de côco.
 

Postado em 02/01/2012 às 16:49

O novo prazo para o estaleiro de Alagoas

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O estaleiro EISA não vem para Alagoas porque seria a mesma coisa de anunciar o Estádio do Maracanã para Maceió; EISA significa Estaleiro da Ilha do Governador Sociedade Anônima” – que já está muito bem instalado no Rio de Janeiro e é humanamente impossível arrancá-lo de lá.

Também não caberia chamar de EISA o estaleiro que não está mais na ilha. Com certeza daria-se outro nome para o estaleiro alagoano.

Deixando os detalhes de lado, o certo é que o estaleiro alagoano tem agora novo prazo para ser instalado. Dizem que é em fevereiro e vamos esperar, apesar de ter cá comigo a dúvida sobre em fevereiro inicia-se a obra ou anuncia-se a licença ambiental.

Aguém sabe informar?

Sim, porque sem a licença ambiental não tem estaleiro. A licença ambiental é mais importante que a vontade de construi-lo e o dinheiro em caixa. E a licença ambiental para o estaleiro alagoano é nó cego que ninguém conseguiu desatar.

Dizem que esse “nó cego” foi dado pelos interesses das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Norberto Odebrecht – que possuem projetos para estaleiros na Bahia e no Espírito Santo. É bom ficar atento porque se a licença para as empreiteiras sair antes da licença para Alagoas, então nessa sopa tem cabelo.

Vamos torcer para que, em 2012, tudo se defina satisfatoriamente.
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.