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Postado em 10/05/2010 às 11:08

Collor, em nova versão, faz critica amena ao governo Téo

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O senador Fernando Collor (PTB) falou pausadamente, na entrevista ao radialista França Moura, para dizer que é candidato ao governo do Estado e declarar seu voto para presidente da República.

Pausado e comedido, até mesmo para destacar que não desmerecia os demais candidatos, mas que apoiará a ex-ministra Dilma Rousseff.

Do estilo antigo, à base da contundência das palavras, ficou apenas a critica ao governo Téo Vilela – sem citar nome – por não destacar a ajuda do governo federal às obras que estão sendo realizadas no Estado.

E, ainda assim, uma critica negativa amena.

- Claro que tem a contrapartida do Estado, mas 90 por cento são recursos federais e o governo não destaca isso nas obras – disse.

Sem duvida, é um outro Collor; ele pareceu ter desmontado o palanque antigo, com ataques e denuncias contundentes.

Vem aí, o Collor versão 2010.

O que o amigo internauta achou da entrevista do Collor ao radialista França Moura? Ele falou mesmo como candidato a governador?
 

Postado em 08/05/2010 às 09:46

Collor retoma obra dele quando foi prefeito há 30 anos

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Trinta anos depois de aterrar e dragar a Lagoa Mundaú para fazer o Dique-Estrada, quando foi prefeito de Maceió, o senador Fernando Collor (PTB) anuncia a rodovia Presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que é a complementação do projeto, três décadas depois.

Está marcada a entrevista dele no programa Cidadania, apresentado pelo radialista França Moura, na Rádio O Jornal, segunda-feira. Vai bombar.

Quem gosta dele vai ouvir e quem não gosta também; e quem disser que não o ouviu estará mentindo. Todos vão ouvi-lo.

Mas, vamos falar do projeto.

Se hoje é possível se fazer o famoso passeio das nove ilhas pela Lagoa Mundaú; se hoje os bairros da parte baixa no entorno da lagoa não inundam mais, isto se deve ao projeto do Collor quando foi prefeito.

A Lagoa Mundaú é a grande fossa a céu aberto de Maceió e o Collor, no começo da década de 80, trouxe a Ster – a draga que foi usada na obra do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Aterrou a lagoa para ampliar o espaço urbano e abriu um canal com 12 metros de profundidade, sem o qual os catamarãs que hoje singram pela água lagunar conduzindo turistas não poderiam navegar.

Ao anunciar a rodovia Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, margeando a lagoa até o distrito do Rio Novo, Collor dá continuidade ao projeto que a má índole dos políticos alagoanos, de ordinário irresponsáveis e invejosos, não deram.

Se tivessem continuado, a Avenida Fernandes Lima não estaria hoje esgotada. O Dique-Estrada não era para ficar restrito entre o Pontal da Barra e a Vila Brejal – era para chegar até Rio Novo.

E por que não chegou?

Não chegou pelo mesmo motivo que um governador, em 1995, informou ao governo federal que Maceió não precisava do Hospital Geral; não chegou pelo mesmo motivo que, em 1995, um governador paralisou a construção do Canal do Sertão.

Ou seja, má índole dos nossos políticos.

Imagine alguém recusar um Hospital Geral do porte do que foi construído perto do Conjunto José Tenório! Imagine alguém suspender uma obra como o Canal do Sertão! Imagine o administrador não dá seqüência a um projeto como o Dique-Estrada!

Pois bem; na condição de gerente das obras do PAC, o Collor volta agora anunciando que vai concluir o projeto iniciado há três décadas.

E nem falou que o Dique-Estrada é um projeto dele. Pois é. E o medo que faz é a má índole dos nossos políticos – que não costumam dar continuidade; pior: costumam destruir o que encontraram pronto ou encaminhado.

Triste Alagoas. Oh! Quão dessemelhante.

 

Postado em 07/05/2010 às 12:26

Lula se irrita com Alagoas e se recusa a comentar sobre sucessão no Estado

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O presidente Lula, que desde quinta-feira à noite está bem perto de Maceió hospedado num hotel em Boa Viagem, em Recife, se irritou com a situação sucessória em Alagoas e não quis receber nem conversar com ninguém sobre o processo político no Estado.

O pré-candidato pela Frente de Oposição, Ronaldo Lessa, tentou um encontro com Lula nesta sexta-feira, mas o ministro do Trabalho, Carlos Luppi, que foi o intermediário, o desaconselhou a conversar com o presidente, pelo menos agora.

- Vamos deixar isso para a semana que vem – sugeriu Luppi.

Lula chegou ao Recife na noite de quinta-feira; ele desembarcou na Base Aérea do Jordão e seguiu direto para o hotel pedindo para não ser importunado. Na manhã desta sexta-feira ele lançou ao mar o petroleiro João Cândido, o primeiro navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, instalado no Complexo Portuário de Suape.

A expectativa de Lessa é de que Lula o receba na terça-feira, 11, mas o ministro Carlos Luppi não garantiu a audiência.

Lessa confirmou ao repórter Jonathas Maresia, do Cada Minuto, que o senador Fernando Collor lhe propôs a candidatura a deputado federal, e ele recusou.

Caros internautas: o presidente Lula não está nem aí para a sucessão em Alagoas. E com a entrada do Collor em cena, aí é que o presidente não vai se envolver mesmo.
 

Postado em 06/05/2010 às 07:22

Pinto de Luna cresce e vira problema para o chapão

Chapão só pode ter dois candidatos ao Senado: um forte e outro fraco, para fazer o papel de "esteira" para Renan

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A candidatura do delegado da Polícia Federal Pinto de Luna está crescendo e, embora pareça paradoxal, a cada avanço dá-se o recuo.

Explicando: é que tem uma banda do PT que está fechada com a candidatura à reeleição do senador Renan Calheiros (PMDB) e o crescimento de Luna não é bom para eles.

Também não é bom que a Frente de Oposição apresente três candidaturas para o Senado – o ideal são apenas dois candidatos a senador: um forte e outro fraco, e este confundindo o eleitor incauto de esquerda

O parceiro ideal para Renan já foi escolhido e, usando a linguagem do vaqueiro corredor de mourão, fará o papel de esteira – que é aquele que entrega o rabo do boi para o vaqueiro principal derrubar.

Pega o boi esteira
E passa o rabo pra mim
Eu vou pegar pra valer
Ouvindo o povo dizer
Vaqueiro bom é assim

Pois é; essa banda do PT defende que o partido participe da eleição majoritária indicando o candidato a vice-governador de Ronaldo Lessa – que seria Pinto de Luna.

Aliás, na primeira conversa entre Pinto de Luna e Lessa, este insinuou a dobradinha; Pinto de Luna desconversou; ele resiste e assegura que sua candidatura ao Senado é irreversível.

Ocorre que a questão é:

1) Pinto de Luna é o legítimo dono do verdadeiro discurso de esquerda.

2) Pinto de Luna é o primeiro herdeiro dos votos de Heloisa Helena.

Embora exista circulando na praça um carro com adesivo indicando que o proprietário do veículo vota em Renan e Heloísa, não é isso o que mostram as pesquisas; esse eleitor é a exceção à regra geral.

E, embora também, o PT tenha aprovado preliminarmente a candidatura de Luna ao Senado, o grande projeto desse pleito é reeleger Renan.

Numa entrevista ao radialista França Moura, no mês passado, o presidente estadual do PT, Joaquim Brito, foi comedido nas colocações, mas deixou claro que, se o partido decidir participar da chapa majoritária indicando o candidato a vice-governador, não tem sentido indicar também o candidato ao Senado.

Trocando em miúdos: se a candidatura de Luna crescer mais do que já cresceu até agora, a Frente de Oposição vai enfrentar sério problema de ordem interna – que é: como se livrar dele, sem parecer para o grande público que lhe deram uma rasteira?

O que o amigo internauta acha?
 

Postado em 05/05/2010 às 08:48

Cai o Rei de Ouro! E quanto vale a Assembléia?

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A saída do desembargador aposentado Antônio Sapucaia, do Detran , não surpreendeu; há dias vinha se falando sobre a sua saída e, concomitantemente, falava-se sobre as negociações políticas envolvendo o órgão.

O deputado federal Benedito de Lira negou ter se juntado ao governo em troca do Detran, mas a saída de Sapucaia alimenta as suspeitas – ainda que o sucessor seja um técnico conhecido apenas na burocracia da Secretaria da Fazenda.

Afinal, nada impede o técnico de desempenhar papel de político em ano eleitoral.

Quem haveria de dizer que, depois de tudo o que aconteceu e quando se pensava que nada mais de ruim poderia haver envolvendo a Assembléia Legislativa, eis que estoura a bomba do vale de 9 milhões de reais?

Foi triste.

Definitivamente, ninguém consegue vedar o ralo por onde o dinheiro escorre livre na Assembléia. A saúde, a educação e a segurança pública não têm direito a vale e se valem mesmo é do orçamento minguado que tem.

A saída de Sapucaia e o vale de 9 milhões de reais para a Assembléia, aparentemente, nada tem a ver. Mas, tem tudo a ver sim porque mostra que nada mudou; mostra que não é correta a divisão entre o bem e o mal, pois é só o mal que eles estão fazendo bem – ou, então, o que eles dizem ser o bem, só tem feito mesmo é mal a todos.

O que o amigo internauta acha?
 

Postado em 04/05/2010 às 00:23

Benedito copia Renan com a Grande Família

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O ex-deputado federal João Caldas descobriu que o deputado federal Benedito de Lira quer imitar o senador Renan Calheiros, e formar a grande família na política.

Humorado, Caldas comparou:

- O Renan tem dois irmãos prefeitos, um irmão deputado federal, o filho vai sair para deputado estadual e o outro irmão para vereador. O Benedito de Lira tem o enteado vereador em Maceió, o sobrinho vai sair para estadual, o filho para federal e ele (Benedito) quer ser senador. É a política da grande família. É ou não é?

Caldas, e não só ele, mas também o deputado federal Carlos Alberto Canuto e Carimbão, candidatos à reeleição, e mais o deputado estadual Rui Palmeira e o ex-secretário Régis Cavalcante, não concordam como a candidatura de Artur Lira está sendo imposta.

- O Benedito chega para ser candidato a senador e traz o filha a tira-colo, como candidato a federal - dispara Caldas.

Ele contou que há um ano se formou a chapa e, agora, com a candidatura de Artur Lira, o quadro foi desfeito.

- A gente fez o bolo e o Artur, que não deu nada, vem e come o maior pedaço. É isso o que pode acontecer. Um paraquedista desce do céu e fica com a festa - acrescenta.

E o que fazer?

Caldas vai conversar com o governador Téo Vilela e expor a situação. Ele defende a formação de um chapão para deputado federal.
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.