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Postado em 27/02/2012 às 19:54

Sonho de Rui Palmeira em ser prefeito vira pesadelo

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Quem conversou com o deputado federal Rui Palmeira sentiu que ele perdeu o entusiasmo pela candidatura a prefeito de Maceió. Motivos existem – é o que eles dizem.

Por ser um tradicional reduto da oposição, a Capital traz intrínseco um forte motivo para o candidato situacionista pensar duas vezes. Mas há outros motivos que o próprio deputado Rui Palmeira destaca – que é a polarização de candidatos na base governista – e o principal deles é o deputado Jeferson Moraes.

E os motivos não ficam por aí; Rui Palmeira pressente no ar um acordo tácito que juntará peças aparentemente antagônicas, e tudo em nome de 2014.

Até agora os senadores Renan Calheiros e Fernando Collor não se pronunciaram; ninguém sabe o que eles estão pensando e o silêncio confunde.

O prefeito Cícero Almeida já anunciou o nome do secretário Mosart Amaral, mas disse ao ex-governador Ronaldo Lessa que se o deputado federal João Lyra for candidato terá o apoio dele.

Sendo o prefeito Cícero Almeida o maior eleitor de Maceió, com capacidade de decidir a eleição, o senador Renan Calheiros optou por aguardar o momento de colocar na rua a campanha de Mosart Amaral – que é o nome novo do processo.

Passado o carnaval a expectativa é para essas definições, mas já se pode vislumbrar que do lado do governo o deputado federal Rui Palmeira pode jogar a toalha.

É melhor não entrar no ringue em 2012.
 

Postado em 25/02/2012 às 13:51

O último governador

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Tudo o que funciona em Alagoas, no que se refere às ações governamentais, é obra do governador Luiz Cavalcante – que se elegeu em 1961 e governou até 1965. Conhecido como “major Luiz”, embora fosse general da reserva do Exército, ele criou a Ceal, a Casal, o Banco do Estado, as adutoras, a Bacia Leiteira e até o Trapichão é idéia dele.

Depois dele, o caos. Dos que lhe sucederam, uns não ampliaram as ações que herdaram e outros fizeram pior: destruíram o que encontraram. Houve um pequeno intervalo nessa ação nefasta, com o governo Guilherme Palmeira, que ampliou o projeto das adutoras, mas depois veio a derrocada.

Na década de 1990, que o economista e professor Cícero Péricles chama de “década perdida”, eles destruíram o Banco do Estado, a Codeal, a EDRN, a Epeal, a Emater, a Central de Inseminação Artificial de Batalha e a Bacia Leiteira, numa política de “arrasa terra” que só pode ser praticada por um inimigo.

Ou irresponsável.

Alagoas chegou ao fundo do poço. A Ceal foi trocada por três folhas de pagamento dos servidores – que acumulavam quase dez folhas atrasadas.O governo federal nomeou um coronel do Exército (Roberto Longo), especialista em finanças, como interventor para colocar ordem na desordem financeira e fiscal que levou o Estado à bancarrota.

Também na década de 1990 houve a intervenção na Polícia Militar, porque a irresponsabilidade governamental havia contaminado a corporação.

Tudo parecia sem saída, mas o Estado não é um ente concreto e não pode quebrar – o Estado não quebra, por mais que seja subtraído em tenebrosas transações.

Quando o jornal “Valor Econômico” destaca Alagoas pelo atraso endêmico, há de se perguntar:

1) Que outro Estado no país guia-se ainda por projetos elaborados há 50 anos?

2) Que outro Estado no país sofreu intervenção federal na Secretaria da Fazenda?

3) Que outro Estado do país teve um governador afastado por pressão popular?

As respostas às perguntas são também respostas para o caos que se vive na relação com os demais estados da região. Alagoas tem a maior reserva do país de gás natural, dissociado do petróleo, mas não possui a termelétrica – que está em Pernambuco, movida com o gás alagoano, porque Pernambuco não produz gás.

Existem seis reservas de sal-gema com valor comercial no país, mas nenhuma se iguala à reserva de sal-gema em Alagoas – que tem 99% de pureza. Submetida ao processo de eletrólise, o sal-gema se decompõem em cloro e hidrogênio – e em centenas de subprodutos.

Mas, o então governador Guilherme Palmeira não conseguiu viabilizar o Pólo Cloroquímico porque na disputa com o Rio Grande do Sul, os gaúchos – pasmem! – tiveram o apoio de “ambientalistas” alagoanos.

Em 1981, numa audiência com o então ministro da Indústria e Comércio, Camilo Pena, o governador Guilherme Palmeira ouviu estarrecido o ministro dizer que recebeu um abaixo-assinado de “ambientalistas alagoanos” pedindo para o governo não aprovar o pólo alagoano “porque tinha sido construído numa área de mangue, em Marechal Deodoro”.

E o ministro entregou o “documento dos traíras” para o Guilherme ler.

Ainda no governo do Guilherme, o saudoso e competente Manduca (Manoel Cavalcante), o pioneiro na expansão do turismo em Alagoas, apresentou o projeto para “interiorização do turismo” – que foi vetado no governo seguinte, sob o argumento de que o turista visita Alagoas pelas praias.

Absurdo que não se pode caracterizar fácil; não se sabe se o absurdo se dá por incompetência ou má fé.

E mesmo assim, apesar do veto, o turismo no interior de Alagoas se expandiu em Piranhas. E poderia ter se expandido mais, se não tivessem acabado com o Festival de Cinema de Pendo; se tivessem preparado a infra-estrutura sugerida pelo Manduca para se atingir Delmiro Gouveia – o berço da industrialização do Nordeste, que ninguém explora; Água Branca com os pardieiros do século 18 e Mata Grande com o pico culminante do Estado.

Se Pernambuco tem Gravatá, Alagoas tem Mata Grande. E se Gravatá se desenvolveu para o turismo, foi porque em Pernambuco não teve governador sem visão ou consideração.

A matéria do jornal “Valor Econômico” é apenas a notícia de uma tragédia anunciada. Afinal, queria-se o quê se nesses 50 anos nada fizeram – ou melhor: só fizeram destruir tudo?
 

Postado em 24/02/2012 às 16:19

Benedito de Lira vê PP perto da Prefeitura de Arapiraca

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A eleição para prefeito de Arapiraca este ano tornou-se um jogo de xadrez tão intricado, que o xeque-mate pode vir de onde menos se espera – ou se admite, no jogo político na terra de Manoel André.

A candidatura da deputada federal Célia Rocha, da maneira como foi colocada, desagradou uma parte do grupo que a apóia e se sente ressentido por ter ficado à margem da decisão.
Um empresário de destaque no setor terciário arapiraquense desabafou para o blogueiro:

- “Antes, ela (Célia Rocha) comunicava a decisão que ia tomar e este ano ela veio comunicar a decisão que já tomou”.

Quem está vibrando com a situação é o senador Benedito de Lira, que torce para que haja o confronto Célia Rocha-Rogério Teófilo, porque vê a chance de um terceiro candidato se eleger.

O senador Benedito de Lira cita o próprio exemplo, quando desafiou todos os prognósticos e saiu candidato ao Senado em 2010 e se elegeu. Ele acha que seu exemplo pode se repetir em Arapiraca com a eleição do empresário Ricardo Barreto.

- “É um nome novo (Ricardo Barreto), é um empresário de sucesso e que deseja agora entrar para a política. Ele (Ricardo Barreto) será o candidato do PP, o nosso candidato, a prefeito de Arapiraca” – adiantou.

Benedito de Lira aposta na polarização das candidaturas de Célia Rocha e Rogério Teófilo e, conforme o desenrolar da campanha, o terceiro candidato – no caso, Ricardo Barreto – seria beneficiado duplamente pelo número de abstenções – que pode ser alto entre o eleitorado de Célia; e pelo eleitorado de Rogério Teófilo – que também está no mesmo grupo de Célia.

Vamos dizer que o senador Benedito de Lira torce para o circo pegar fogo em Arapiraca, porque é a chance que o PP tem de chegar à prefeitura.

Há ainda uma “insatisfação generalizada” com o processo conduzido pelo prefeito Luciano Barbosa, que é o melhor prefeito da história do município, mas pode tropeçar nas próprias pernas.

É o que eles dizem.
 

Postado em 22/02/2012 às 14:49

Cícero Almeida diz a Lessa quem é seu candidato a prefeito

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O prefeito Cícero Almeida revelou ao ex-governador Ronaldo Lessa quem é o candidato a sucedê-lo. No xadrez político da sucessão em Maceió, várias pedras estão em rota de colisão e o prefeito tem poder de dar o xeque-mate.

A eleição para prefeito da Capital este ano tem componentes que deixa a disputa ainda mais acirrada. Por exemplo:

1) Um prefeito (Cícero Almeida) com um índice de aprovação inédito, sobretudo para quem está no segundo mandato.

2) Um campeão de votos na Capital (deputado Jéferson Moraes).

3) Um ex-prefeito e ex-governador (Ronaldo Lessa).

Almeida disse a Lessa quem era o candidato dele dentro da prioridade 1:

-“Se o doutor João Lyra for candidato terá o meu apoio” – adiantou Almeida.

Lessa o procurou para tirar o negócio a limpo e, assim, desfazer a dúvida sobre se teria o apoio de Almeida caso o deputado federal João Lyra não se lance candidato. Mas, o prefeito não pôde lhe assegurar nada porque ele (Almeida) tem o compromisso com o senador Renan Calheiros – que tem o seu próprio plano, onde Lessa não entra.

Lessa sonha com uma composição para ter o secretário Mosart Amaral como vice e, obviamente, o apoio de Almeida e Renan. É difícil dizer se essa seria a prioridade 2 do prefeito, mas é esse o sonho de Lessa.

Filiado ao PMDB e ligado ao senador Renan Calheiros, o secretário Mosart Amaral pode ser mesmo a saída que Renan procura e, quem sabe, já a tem em forma de carta na manga.

O senador Renan também tem o poder de neutralizar o governador Téo Vilela e evitar que o governo atue com desenvoltura no processo sucessório, ou seja, invista num candidato tucano.

Aliás, o deputado federal Rui Palmeira já sentiu que a sua candidatura a prefeito não decola dentro do partido porque Téo e Renan estão num processo de “reaproximação política à distância” – e que não se veja nisso absurdo; afinal, como alguém pode se reaproximar e se manter distante ao mesmo tempo?

Pode sim. Na política, tudo pode à distância ou muito perto.

E alguém pode perguntar: e o senador Fernando Collor?

Collor tem uma fatia de votos numa faixa considerável do eleitorado maceioense da classe C e D. Há redutos “coloridos” inexpugnáveis que em 2010 ajudaram Lessa a derrotar o governador na Capital – não pensem que os votos obtidos por Lessa em Maceió são todos deles.

Nesse xadrez político da sucessão em Maceió ainda tem uma pedra correndo por fora – que é o senador Benedito de Lira, que tem surpreendido nas últimas eleições com o seu PP.

Está, pois, nas mãos do prefeito Cícero Almeida e na definição do deputado federal João Lyra, sobre se aceita ou não a candidatura, o rumo da sucessão em Maceió.
 

Postado em 16/02/2012 às 13:01

Lei do Ficha Limpa é inconstitucional, diz o Abigobal

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Alguns acreditam que o Supremo Tribunal Federal está votando a legalidade da “Lei do Ficha Limpa” sob emoção. Não é o caso de todos os 11 ministros, mas há esse sentimento diante da pressão da sociedade – que se legitima com o mau-comportamento de alguns políticos.

A questão que se coloca é: alguém pode ser punido antes de esgotar todos os meios de apelação? Uma condenação em primeira instância pode ser revogada na instância superior?

Os juristas sustentam que a “Lei do Ficha Limpa” é inconstitucional porque não leva em conta a presunção de inocência; não leva em conta que ninguém pode ser considerado culpado antes da sentença final, definitiva e irrecorrível.

Mas, há os que sustentam o contrário baseado no princípio de que a “Lei do Ficha Limpa” apenas fixa a condição para o candidato, ou seja, de que só pode se candidatar aquele que nunca foi condenado por um colegiado ou renunciou ao mandato para escapar da punição.

Para esses, a “Lei do Ficha Limpa” não fere dispositivos constitucionais. A questão está posta e o imbróglio jurídico permite várias interpretações e só uma coisa é certa: tem muita gente preocupada por estar na mira da lei.

Deixemos para os especialistas, para os operadores do Direito, decidirem se a “Lei do Ficha Limpa” é inconstitucional ou não. Mas, que seria muito bom se além do sujo o mal lavado também pudesse ser atingido pela lei – isso seria sim.
 

Postado em 13/02/2012 às 17:34

Como deve ser o novo Código Penal?

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O Senado está discutindo a reforma do Código Penal, e esta é a grande oportunidade de a sociedade se pronunciar com propostas que atendam aos seus anseios.

Os secretários de segurança pública do país já apresentaram as suas propostas, que consiste em facilitar a instalação de escutas telefônicas e dificultar a aplicação da redução de pena.

Mas isso é suficiente para se chegar a um Código Penal mais ágil e moderno? O que deveria constar no novo Código Penal?
 

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.