Olá,
Esta semana se comemora o dia das mães, costumo dizer que o dia das mães é todo dia, talvez seja por isso a minha timidez nessas comemorações.
Mas vou aproveitar o embalo e comentar acerca de um e-mail que este blog recebeu hoje, sábado, sobre a possível união de duas grandes mulheres que conheço, para disputar a prefeitura de Arapiraca, cidade que tenho um enorme carinho.
Para mim que venho há mais de 30 anos divulgando a ascensão das mulheres aos cargos de comando, essas possíveis candidaturas da Dra. Célia Rocha – prefiro tratá-la de Doutora a Deputada – e da professora Cícera Pinheiro, formando uma chapa na próxima eleição, e o apoio que já se expressa, é a consumação desta tendência mundial e um motivo de alegria para este humilde professor pesquisador, por ter acertado na análise.
Este fenômeno se explica porque o mundo hoje está carente de lideranças que possuam, o que os especialistas chamam de inteligência emocional, inteligência espiritual e outas tantas denominações, o que, aliás, esta dupla reúne de sobra.
A Rocha, uma médica, reconhecidamente competente e de uma percepção aguçada para os problemas que hoje afligem a nossa população: violência sobre todas as formas; perda de valores básicos de cidadania; drogas; falta de empregos, etc.
A Pinheiro, uma professora que domina como poucos a questão educacional em nosso estado e especialmente de Arapiraca, tem os olhos atentos e voltados para a educação, a única saída que temos para construir agora no presente, o nosso futuro.
As posições políticas partidárias que essas mães ocupam hoje, não podem impedi-las de trilhar este caminho juntas. Gostaria de vê-las a frente do executivo municipal desta importante cidade, mandando ver, administrando com doses cavalares intravenosas de amor ágape, de visão de futuro; de percepção e ações voltadas para o bem comum.
Mostrando que administrar com autoridade é mais eficaz que administrar com o poder. O poder, valorizado por lideres que não possuem inteligência emocional, tem no seu DNA a repressão, “poder é força que funciona por um tempo, mas fica velho”; “Autoridade, ao contrário, é a habilidade em conseguir que as pessoas façam sua vontade por conta de sua influência pessoal”.
Um bom exemplo de autoridade são nossas mães. Elas nos serviram ao longo da vida.
Oxalá possamos ter estas duas mães juntas em um cargo de comando e que sirvam de exemplo de mudança, para esta nossa política tupiniquim exacerbada de poder e desprovida de autoridade.
COMPARTILHO COM VOCES ESTA CARTA DA AMIGA ZEZE QUE É UMA GRANDE LUTADORA POR JUSTIÇA NESTE PAÍS. ELA É COORDENADORA DO MMTR /NE- MOVIMENTO DE MULHERES TRABALHADORAS RURAIS DO NORDESTE.
Queridas amigas e queridos amigos, hoje faz dois meses que meu amado filho Tiago Tierra partiu, estar tão difícil que as vezes tenho medo de entregar os pontos, parece que o passar do tempo trás ainda mais dor.
Ao Senhor Governado de Alagoas Teotônio Vilela
E ao Senhor Prefeito de Maceió Cícero Almeida
Senhores,
Destino esta carta não a “salvadores da pátria” e sim a homens que em campanhas eleitorais se comprometeram em melhorar as condições das políticas públicas no estado de Alagoas e na cidade de Maceió, sobretudo no tocante às questões da segurança pública e da educação.
Sou Maria José da Silva, mais conhecida como Zezé, tenho 45 anos e hoje completa dois meses que meu filho Tiago Tierra foi assassinado num duplo homicídio na Praça Padre Cícero, no Benedito Bentes. E estou escrevendo esta carta não só em memória do meu amado filho, mas também em respeito a mim mesma e às mães que, assim como eu, vivem a grande dor de conviverem com a ausência física dos seus filhos e suas filhas que tiveram suas vidas ceifadas pela violência nesta capital e nos demais municípios do nosso estado. Porém, acima de tudo, escrevo esta carta em nome de todas as mães que pedem a Deus todos os dias para não estarem no meu lugar.
Em nome da minha dor, tenho que ser sincera em dizer que em suas gestões a violência aumentou assustadoramente e isto é visível, real e cruel, onde as maiores vítimas estão sendo os jovens, principalmente os das classes menos favorecidas. Quando me refiro às vítimas, não estou pensando só naqueles que morrem ou são feridos, também me refiro aos que ferem e matam.
Não posso dizer que as drogas são a causa dessa violência, pois, na realidade as drogas são a consequência da causa maior que é a falta de investimentos concretos nas políticas públicas, principalmente na educação.
Quando falo em investimentos, não estou falando apenas em equipamentos, falo também da valorização dos/as trabalhadores e trabalhadoras que precisam de salários justos, de condições dignas para exercerem a profissão e de formação continuada. Falo ainda de revisão de metodologias de ensino para que este seja de qualidade.
Lembro-lhes que a educação integral na escola é fundamental para distanciar crianças e jovens das garras do crime organizado. Mas, como falar de educação em tempo integral nas escolas se existem escolas que sequer iniciaram seu ano eletivo, como é o caso da Escola Estadual Correia das Neves?
A justificativa é uma reforma interminável que foi visitada por alguns/as alunos/as e a cena vista por eles/as foi a de operários assistindo “o vídeo show” na hora que deveriam estar trabalhando.
Isto é apenas um caso que mostra que a educação não vai tão bem no nosso estado. Estou enfatizando isto porque estou muito preocupada com a situação da juventude alagoana, pois devemos nos perguntar: “Quando essas crianças e esses/as jovens não estão na escola ou participando de ações esportivas, recreativas ou culturais, o que estão fazendo?”
A criança ou o/a jovem pobre (mesmo sendo assistida pela família) que não é assistida pelo poder público, as vezes, é assistida pelo crime organizado e aprende a ser traficante e/ou assassino. Talvez este seja o caso do (s) assassino (s) do meu filho.
Não quero com isto dizer que ele ou eles não tenha (m) culpa no crime, pois nada justifica um assassinato e sei muito bem que falta de investimento em políticas públicas + impunidade = a genocídio. E aqui em Maceió e em Alagoas estar acontecendo um verdadeiro genocídio juvenil.
Já faz dois meses e até agora não sei quem matou meu filho (só ouvi falar que os assassinos eram jovens) e o que estar sendo feito para que esse duplo homicídio não fique na impunidade como em tantos outros casos que acontecem no nosso estado? Acho até que Alagoas deveria se chamar “Terra da Impunidade”.
Na hora em que meu filho e o outro rapaz foram assinados deveria ter uma guarnição na área, contudo, essa guarnição já havia se retirado, talvez se ainda estivesse lá o duplo homicídio não teria ocorrido... Ou talvez não teria acontecido se se investisse menos em propagandas e mais em politicas publicas para a juventude.
O que quero dizer é que se faz necessário mais vontade política para garantir melhores condições de vida para a população de Maceió e de Alagoas, porque a violência é efeito e não causa. E se é efeito é preciso acabar com a causa. Porque a falta de segurança pública é um câncer que se alojou nesta capital e neste estado e que estar causando metástases na juventude e, como consequência, corações de mães se transformam em feridas expostas e incuráveis.
Deixei de mencionar os dados que mostram os piores índices em que se encontram nossa cidade e nosso estado no tocante ao Índice de Desenvolvimento Humano, à Violência e à Educação porque isto é público e notório. Todavia, lamento não serem públicas e notórias ações concretas e eficazes para reverterem esses dados.
Esta carta é um grito de dor que ecoa em meu peito e que, em vez de se transformar em ódio e desejo de vingança, se fez necessidade de transformação. Pois, só Deus é capaz de saber o tamanho dessa dor que se alojou no meu coração e que se chama saudade. E só ele tem me dado a força para continuar vivendo num momento em que viver se transformou em um fardo para mim.
Espero que esta carta seja respondida, não com palavras que cheguem até meus olhos ou meus ouvidos, mas com atitudes e ações que cheguem até às periferias de Maceió e de outras cidades do estado e às áreas rurais de Alagoas.
Muito atenciosamente,
Maria José da Silva
OBS.: Esta carta também foi enviada à população alagoana.
Maceió – AL, 23 de abril de 2012
Olá,
Esta frase acima não é minha, ela é de um internauta que nos honra com a sua audiência aqui neste blog. Achei ótima, vários outros escreveram concordando com o amigo leitor.
Me fez lembrar aquele célebre poema de Manuel Bandeira: “Vou-me Embora pra Pasárgada”. Lembram?
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente.........
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização...
Parafraseando o mestre, olha que audácia em!
Vou-me embora pra propaganda do Estado das Alagoas
Lá vou ser feliz
Encontrarei as escolas que quero, com excelentes salas de aulas refrigeradas
Professores motivados e bem remunerados
Um sistema de ensino moderno e eficiente
&
Na propaganda do Estado das Alagoas, tem tudo
É uma outra civilização
Tem segurança, tem saúde, tem empregos, tem cultura,
Tem um sistema presidiário de uma incomum concepção.
Bandido não foge nunca
Mesmo que se dê uma mão.
&
Vou-me embora pra propaganda do Estado das Alagoas
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Terei a propaganda que quero
No canal que não escolherei
Vou-me embora pra propaganda do Estado das Alagoas
Lindo, não? Se não fosse trágico.
Olá,
Quando uma empresa qualquer promete na sua propaganda algo que não é verdadeiro, que não pode cumprir, é condenada por propaganda enganosa. E quando o governo, ou algum ente governamental faz, vergonhosamente, propaganda enganosa? Pratica uma comunicação que está completamente em desacordo com a verdade, com a realidade, o que fazer? Isso também não é crime?
Fico estarrecido ao assistir a comunicação do governo do estado, falando que está tudo bem com a educação em Alagoas, filmes bem cuidados mostrando crianças alegres, felizes, quando a realidade é completamente diferente.
As aulas da rede estadual ainda nem começaram, olha, já estamos nos encaminhando para maio. Apesar da imprensa nacional e da boa imprensa local estarem divulgando diariamente que em Alagoas, o estado detentor dos piores índices educacionais do país, o ano letivo de 2012, ainda não começou, a comunicação do governo divulga que está “tudo bem”.
Vejam a matéria no cadaminuto.com. br, de hoje, sobre a centenária Escola Estadual Nossa Senhora do Bom Conselho, vejam o que declara a sua diretora:
- “O ano letivo de 2011 acabou em janeiro e no começo de março deveríamos ter começado 2012 e até agora nada”.
Tem mais, vejam a declaração de uma funcionária dessa mesma escola:
“Além do atraso no início da reforma, os trabalhos estão sendo feitos de forma totalmente irregular e prejudicial ao retorno das aulas na escola. Apenas três homens estão trabalhando na reforma, sem uniformes, sem placa de que o colégio está sendo reformado e a imagem do colégio é de entulho para todos os lados”.
Tenho recebido dezenas de denúncias aqui no nosso blog sobre irregularidades nessas reforma.
E a comunicação do governo continua a dizer que “nunca se fez tanto pela educação em Alagoas”.
E é assim na educação, na saúde, na segurança pública... A segurança pública, aliás, é outro caso. Batemos recordes de assassinatos e os filmes governamentais mostram que estamos muito bem.
Cadê os concursos públicos para a segurança pública? Os presos fugindo diariamente das carceragens - façam uma pesquisa aqui na internet - todo dia tem fuga de presos, assaltos dos mais audaciosos e para a propaganda governamental, tudo bem, vivemos em um Estado seguro.
Gente, até quando?????
Olá,
Acontecerá nos próximos dias 26 e 27 de abril deste ano, no auditório do SENAI, no Poço, o II WORKSHOP PÓS-SAFRA DO SETOR SUCROENERGÉTICO DE ALAGOAS.
O objetivo do evento é discutir pontos importantes na gestão das empresas, difundir e compartilhar experiências, conhecimentos, e abordar temas estratégicos na gestão de pessoas do setor sucroenergético de Alagoas, preparando-as para a safra 2012/2013,
A temática escolhida para esta segunda edição é: ESTRATÉGIAS INOVADORAS DE MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÃO PARA O SETOR SUCROENERGÉTICO DE ALAGOAS, abordará entre outros assuntos: Cenário Prospectivo para o Setor; Inovação; Menor Aprendiz; Mecanização e seus reflexos; Segurança do Trabalho; Redes Sociais; Sustentabilidade, Marketing Digital, Processos Organizacionais, RH e muito mais.
Tive a oportunidade de palestrar ano passado na primeira edição e recomendo a participação este ano, é um momento muito especial de encontro e troca de experiência entre os profissionais do setor e renomados palestrantes.
Para este ano a organização confirma as presenças de: Fabrício Maurício de Oliveira - Psicólogo,Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, Gestor de Pessoas da Goiasa Álcool e Açúcar; Marcelo de Souza Carvalho – Engenheiro e Diretor de Unidades do SENAI – ALAGOAS; Fernando Wander - Gerente de Informática Usina Roçadinho; Júlio Moreira Coelho - Diretor da Quality Way Consultoria; José Antônio Prudente de Siqueira - Diretor da WIABILIZA Soluções Empresarias; Jameson de Oliveira – Engenheiro de Segurança do Trabalho; Gustavo Accioly – Professor e Coordenador de Pós – Graduação do CESMAC; Emmanuel Queiroz – Administrador e Consultor de Negócios da Interativa Serviços Me; e Adalberto de Oliveira Santos - Coordenador de Recursos Humanos da Usina Coruripe.
Um grande elenco compatível com um evento de grande magnitude, resta conferir.
As inscrições poderão ser realizadas através do email: www.wpsafra2012@yahoo.com.br, ou pelo telefone 9354 2648 – Interativa Serviços.
O evento tem uma página no facebook, aqui vai o link http://www.facebook.com/profile.php?id=100003709673319, ou procurar wps safra.
Nos próximos posts trarei mais informações.
Olá,
Recebi inúmeros e-mails com relação aos últimos textos que postei sobre a educação. As denúncias são várias, escolhi dois temas que acho relevantes para qualquer investigação que se faça.
O primeiro diz respeito ao projeto de cooperação técnica MEC-PNUD-SEE/AL, concluído em 2009 e iniciado a sua implantação em 2010, que foi sumariamente descartado assim que o atual secretário assumiu a pasta.
Foram milhões investidos neste programa, dinheiro do MEC, PNUD e do próprio governo do estado. O programa é muito bom, posso afirmar que a sua correta implantação poderá mudar radicalmente para melhor a gestão da educação alagoana, pois tive a oportunidade de participar como consultor contratado pelo MEC/PNUD.
Este projeto denominado aqui “GERAÇÃO SABER”, está sendo implantado em várias estados e capitais do país, inclusive Maceió, mas para Alagoas, para o novo gestor da educação alagoana, não serve.
O segundo ponto que deve ser investigado é o Sistema I-educar. Com o advento do Geração Saber, e a necessidade de se ter um sistema para controle efetivo das escolas, o MEC se propôs a customizar este sistema de graça para uso na SEE, contratando naquele momento os técnicos que desenvolveram o sistema em Itajaí e mais uma gama de outros técnicos para customizá-lo e deixá-lo nos moldes da necessidade de Alagoas.
Após a customização o mesmo foi implantado na Escola Maria José Loureiro, no CEPA para teste e treinamento da equipe que iria socializar com as demais escolas do estado. Vale salientar que foi realizado treinamento com técnicos de todas as escolas estaduais.
Com a chegada do atual secretário da “GERAÇÃO JURÍDICA”, esse projeto foi abortado e segundo informações, o novo sistema foi comprado a peso de ouro.
Tá aí dois grandes fatos a serem apurados, pois formará o tripé essencial para a reversão do quadro caótico na educação: Estrutura Física (já sendo apurado), Gestão (abandono do Geração Saber) e Sistema (I –educar).
Esperemos.
Em Tempo: continuem mandando seus comentários, opiniões e denúncias, este blog vai ser a trincheira de defesa da educação. Conto com vocês, divulguem.