Postado em 21/07/2010 às 09:08 por Redação em Política

Acusação de elo PT-Farc já rendeu punição do TSE a Serra; veja histórico

A troca de acusações sobre as supostas ligações do PT com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que vem ocupando o noticiário nos últimos dias não é inédita na vida política brasileira. Desde 2002, quando José Serra (PSDB) disputou a Presidência da República pela primeira vez contra o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o tema ressurge recorrentemente, em especial nos períodos que antecedem as eleições. Confira:

Serra

Em outubro de 2002, no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, Serra tentou vincular o PT às Farc durante sua propaganda eleitoral obrigatória. Foi multado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que concedeu aos petistas 1m30s da propaganda tucana para serem utilizados como direito de resposta. No ano seguinte, em setembro, Lula, já como presidente da República, oficializou uma oferta ao seu homólogo colombiano, Álvaro Uribe, para que o território brasileiro pudesse ser usado como local neutro para negociações entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

Revista Veja

No entanto, as supostas ligações do PT com as Farc só passaram a ter uma repercussão mais ampla com a publicação, em março de 2005, de uma reportagem de capa da revista Veja. Segundo o periódico, que utilizou supostos documentos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para corroborar a denúncia, o partido teria recebido US$ 5 milhões para o financiamento de campanhas eleitorais.

Na ocasião, o diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo de Lima e Silva, disse que a agência foi "usada" para atingir a imagem do governo federal e do PT. Além disso, a própria revista admitiu em seu texto que "não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT". A publicação causou reação imediata. José Genoíno (PT-SP), à época presidente da sigla, afirmou, por meio de nota, que o partido "jamais teve relações financeiras com as Farc".

No início da década de 1990, o PT e as Farc foram dois dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade que reúne organizações de esquerda de toda a América Latina. Em julho de 2005, a guerrilha foi impedida de participar formalmente de uma reunião do Foro realizada na cidade de São Paulo. O pedido de participação foi negado pela secretaria executiva da entidade, dominada na ocasião pelo PT.

Tráfico de influência?

Em julho de 2008, o tema voltou à pauta com a publicação de uma reportagem da revista Câmbio, da Colômbia, em que se afirma que as Farc tentaram influenciar integrantes do alto escalão do governo Lula. Com base em informações supostamente retiradas do computador de Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional da guerrilha, a publicação diz que "a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também comprometeu importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT".

Entre os nomes citados, estavam o do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu; de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais; o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho; e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, dentre outros.

Outro dos nomes mencionados é o do ex-padre Olivério Medina, a quem o governo brasileiro tinha como interlocutor das Farc desde a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Nos anos 2000, ele foi preso e liberado sucessivas vezes, até que o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) concedeu status de refugiado ao colombiano. Ainda em 2008, Medina aceitou convite da Comissão de Relações Exteriores da Câmara para explicar suas relações com o governo brasileiro.

Institucionalização

As Farc tentaram abrir em 1998 - durante o governo FHC - um escritório em Brasília para facilitar negociações de paz com a participação do Brasil. Na ocasião, Medina e Hernán Ramírez, à época um dos comandantes da guerrilha, chegaram a se reunir com o hoje senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), à época secretário-geral do PSDB.

Reacendendo a polêmica

Na última sexta-feira (16), Indio da Costa (DEM), vice de José Serra (PSDB) na disputa à Presidência, disse que "todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso". A declaração foi dada ao site "Mobiliza PSDB", ligada à campanha do candidato tucano, na tentativa de atingir a candidata petista à sucessão, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

Não tardou e as reações logo se sucederam. Aliados de Serra tentaram atenuar as declarações. "Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc", afirmou Rodrigo Maia, presidente do DEM. O PT prometeu entrar com ação contra Indio da Costa por injúria, difamação e danos morais, além de pedir à Justiça Eleitoral direito de resposta no site do PSDB.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, qualificou de "medíocre" o vice de Serra; Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento do governo Lula, chamou Costa de "idiota". "A oposição se comporta como um bando de tresloucados, lancando calunias ao vento", escreveu Dutra em seu twitter.

Serra, por sua vez, reafirmou os laços dos PT com as Farc, mas não respaldou as declarações de seu vice no que diz respeito às supostas ligações do PT com o narcotráfico. "O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem", afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente do PSDB.

Postado em 21/07/2010 às 05:30 por Redação em Política

Roraima e Tocantins terão voto 'mais caro' para governador

Levantamento do G1 mostra relação de gasto de campanha com eleitorado. Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo têm menor custo por voto.

Roraima, Tocantins e Rondônia terão o voto para governador “mais caro” do país na comparação entre os gastos declarados pelos candidatos e o tamanho do eleitorado. O custo da campanha para convencer um eleitor em Roraima seria suficiente para tentar conquistar 28 votos no Rio de Janeiro, de acordo com levantamento feito pelo G1 com base na previsão de gastos informada pelos candidatos e nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o eleitorado brasileiro.

Em Roraima, os cinco candidatos ao governo do estado estimam gastar R$ 30,5 milhões na tentativa de convencer os 271,8 mil eleitores aptos para votar no estado, segundo dados divulgados pelo TSE nesta terça-feira (20). Com isso, o “custo” de cada voto é de R$ 112,10.

O valor é mais que o dobro do segundo colocado na lista – Tocantins. No estado, o voto individual custará R$ 53,63 aos dois candidatos que disputam o cargo de governador. O estado tem 948,9 mil eleitores e o custo previsto das duas campanhas é de R$ 50,9 milhões.

Na divisão entre gastos de campanha e eleitorado, Rondônia tem o voto um pouco mais “barato” do que Tocantins –R$ 40,85. O estado amazônico tem cerca de um milhão de eleitores e os cinco candidatos que disputam o governo estimam gastar até R$ 44,1 milhões.

Na outra ponta, três estados do Sudeste aparecem como os que terão o voto “mais barato”. No Rio de Janeiro, a relação gastos de campanha/eleitorado faz com que o custo estimado de um voto fique em R$ 3,96. O eleitorado fluminense soma 11,5 milhões – o terceiro maior do país. Juntos, os seis candidatos ao governo local declararam um gasto de campanha de R$ 45,9 milhões.

Em Minas Gerais, cada voto vai “custar” R$ 6,30 se for dividido o gasto total de campanha dos candidatos pelo número de eleitores. Os oito candidatos informaram ao Tribunal Regional Eleitoral do estado que pretendem gastar até R$ 91,6 milhões.

São Paulo, o maior colégio eleitoral do país (30,3 milhões) e a campanha mais cara neste ano, terá um custo por voto de R$ 6,45. Nove candidatos disputam o governo estadual. Juntos, devem gastar R$ 195,6 milhões.

Presidenciáveis
Se considerados os três principais concorrentes ao cargo de presidente da República – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB) – o custo para buscar o voto de um dos 135,8 milhões de eleitores brasileiros seria de pouco mais de R$ 3.

Somados, os valores de gastos de campanha informados pelos candidatos mais bem colocados nas pesquisas chegam a R$ 427 milhões. Dos três, Serra é o candidato com a campanha mais cara: R$ 180 milhões, seguido de Dilma Rousseff, com R$ 157 milhões, e Marina Silva, com R$ 90 milhões.

Por essa proporção, o candidato tucano teria um custo de R$ 1,32 por voto. Para Dilma, esse custo é de R$ 1,15. Marina gastaria menos: (R$ 0,66).

Postado em 21/07/2010 às 04:02 por Redação em Política

Quase 136 milhões de pessoas estão aptas a votar no Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta terça-feira (20) o número de cidadãos aptos a votar no pleito de outubro: 135.804.433 em todo o País. Segundo o ministro, houve um crescimento de 7,8% em relação a 2006, quando pouco mais de 125 milhões de pessoas estavam aptas a votar.

Contudo, houve uma queda no número de jovens que tiraram o título de eleitor antes da idade obrigatória de 18 anos. Em 2006, os jovens entre 16 e 17 anos com condições de votar somavam 2,5 milhões. O número chegou a 2,9 milhões em 2008, mas caiu para 2,3 milhões este ano.

"Muitos fizeram 18 anos e, portanto, mudaram de faixa, não há como dizer que é questão de desinteresse", argumentou o assessor-chefe da Corregedoria da Procuradoria Geral Eleitoral, Sérgio Cardoso.

As mulheres seguem como maioria entre os votantes, correspondendo a 51,8% do total. Apenas nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima o percentual de votantes do sexo masculino supera o eleitorado feminino

Postado em 21/07/2010 às 10:22 por Redação em Política

Collor abre o jogo e fala sobre Jingle : “Assim eles estão contra a Dilma”

"A música é muito boa"

O candidato a governador e ex-presidente da república Fernando Collor de Mello em declaração ao Cadaminuto, falou pela primeira vez sobre a polêmica envolvendo seu jingle que usa os nomes de Dilma Roussef, candidata a presidência e Luiz Inácio Lula da Silva atual presidente.

“Eles tem que entender que a Dilma e o Lula tem dois palanques em Alagoas, isto faz parte do processo democrático e o próprio presidente se disse satisfeito por ter duas candidaturas fortes apoiando seu nome” explicou Collor.

O senador disse ainda que a tentativa de proibição do seu jingle é descabida pois a música, que é muito boa na opinião dele, já estaria na boca do povo.

“Com esta atitude eles parecem estar contra a Dilma, afinal o importante em ser aliado é poder divulgar o nome de nossa candidata a presidente, ou será que só eles tem direito de votar na Dilma” explicou o ex-presidente.

Fernando Collor estará hoje as 10 horas na sabatina promovida pelo Fecomércio, ontem foi a vez do governador Teotônio Vilela e amanhã estará lá o candidato Ronaldo Lessa, o Cadaminuto estará presente em todas estas entrevistas .
 

Postado em 20/07/2010 às 17:39 por Redação em Política

Juiz nega liminar da coligação de Lessa, contra música de Fernando Collor

Decisão ocorreu hoje

Cortesia : Alagoas 24 Horas

O juiz eleitoral Antônio Gouveia negou agora à noite o pedido de liminar para impedir a reprodução da música da campanha do candidato a governador Fernando Collor (PTB) e, também, impedi-lo de citar o nome do presidente Lula e da candidata do PT, Dilma Rousseff .

A informação foi prestada ao Cada Minuto pelo advogado Fábio Ferrari, que defende o candidato a governador pelo PTB.

A liminar foi pedida em representação apresentada pelos advogados Marcelo e Daniel Brabo, que defendem a coligação "Frente de Oposição", liderada pelo candidato do PDT, Ronaldo Lessa.

Postado em 20/07/2010 às 15:52 por Redação em Política

Lessa diz que Vilela precisa acordar e ver que Alagoas regrediu

Ex-governador rebate críticas de Téo

“O governador precisa acordar e ver que Alagoas regrediu com sua administração; todos os índices são negativos mas ele continua com a cantilena de tentar me responsabilizar pelo marasmo do seu governo”.Assim o candidato da Frente Popular por Alagoas ao governo, Ronaldo Lessa, reagiu às críticas feitas por Téo Vilela durante sabatina promovida pela Fecomércio (Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Segundo Lessa, Vilela tenta justificar o injustificável: “ele recebeu um Estado equilibrado mas dormiu no ponto e deixou que o caos se instalasse, por isso estamos preparando um Plano de Governo para recuperar Alagoas e fazer o Estado volta a crescer”, disse Lessa.

Segundo o candidato da Frente Popular, o próprio Téo Vilela reconheceu, em documento encaminhado ao governo federal, que a dívida era menos da metade do que hoje alardeia: “se levarmos em contas os ativos, constatamos que ele recebeu Alagoas equilibrado, basta fazer o encontro de contas, ao contrário do que aconteceu conosco em 1999”. Lessa afirma quando assumiu o governo recebeu uma dívida de R$ 5 bilhões, R$ 1,2 bilhão das letras “podres” e R$ 876 milhões de dívidas vencidas na mesa: “e ademais, em 2006 montamos uma equipe de transição e eles tiveram total acesso à realidade econômica do Estado. O próprio Téo teve seguidas reuniões com o meu sucessor, Luis Abílio. Portanto, após 4 anos dizer que não trabalhou por causa da dívida é balela”.

Ronaldo Lessa disse ainda que ou o governador é ingênuo, ou mal informado ou usa de má fé: “alguém precisa a ele que as viaturas para a segurança pública não foram adquiridas, foram alugadas; o efetivo policial foi reduzido e mais de 6 mil pessoas foram assassinadas entre 2007 e 2009. Este ano já chegamos a 900 assassinatos. Volto a dizer que é preciso que o governador acorde”.

Lessa afirmou que a situação de Alagoas o preocupa tanto que o Plano de Governo já prevê ações emergenciais assim que assuma: “de imediato implantar as UPA’s (Unidade de Pronto Atendimento), pois se trata de saúde; mais policiais na rua e, a médio prazo, concursos para a segurança, e recuperar os hospitais e escolas; não só o governo não construiu escolas como não ofereceu manutenção às que fizemos”.

O candidato da Frente fez menção ainda à lei de incentivos fiscais: “se ele hoje diz que está atraindo empresas para Alagoas é por mérito nosso, fomos nós que regulamentamos a lei e criamos uma legislação em defesa das microempresas. E vamos fazer muito mais, pois não dormimos em serviço”, finalizou Lessa.
 

Postado em 21/07/2010 às 03:02 por Redação em Política

Eleitorado cresce 7,8% e chega a 135,8 milhões

TSE havia informado que crescimento foi de 8,5%, mas corrigiu o número. DF e Rio têm maior proporção de mulheres votantes; eleitorado jovem diminuiu.

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nesta terça-feira (20) dados consolidados sobre o eleitorado brasileiro que mostram que 135,8 milhões de eleitores estão aptos a votar nas eleições de outubro. O número é 7,8% maior que o da última eleição presidencial, de junho de 2006, quando o total de eleitores brasileiros era de 125,9 milhões. Os dados foram repassados ao TSE pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

Inicialmente, o TSE havia divulgado que o número havia crescido 8,5% em relação à eleição presidencial passada, mas o número foi corrigido pelo próprio tribunal.

O principal colégio eleitoral do país continua a ser o estado de São Paulo, com 22,3% do total de eleitores brasileiros –30,3 milhões de pessoas aptas a votar neste pleito–, seguido de Minas Gerais, com 14,5 milhões de eleitores (10,6% do eleitorado).

Em seguida, os estados com mais eleitores são o Rio de Janeiro (11,5 milhões de eleitores e 8,5% do eleitorado nacional), a Bahia (9,5 milhões e 7%) e o Rio Grande do Sul (8,1 milhões e 5,9%). O menor colégio eleitoral é Roraima –271,8 mil eleitores (0,2% do total).

A maioria do eleitorado brasileiro é composto de mulheres –51,8% das pessoas aptas a votar, ou 70,3 milhões de eleitoras. Os homens representam 65,2 milhões de votantes. Em 2006, o eleitorado feminino correspondia a 51,5% (64,8 milhões de votantes) e o masculino, a 48,3% (60,8 milhões).

Com 984,6 mil eleitoras (53,6% do total), o Distrito Federal é a unidade da federação com o maior proporção de mulheres votantes, seguido do Rio de Janeiro, com 6,1 milhões de eleitoras (53,2% do total).

Segundo o TSE, 200,3 mil eleitores devem votar no exterior. O voto para quem está fora do país vale apenas para os cargos de presidente e vice-presidente.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, o perfil básico do eleitor brasileiro são pessoas do sexo feminino com idade entre 25 a 34 anos. A maioria dos estados tem maior percentual de mulheres eleitoras, com exceção de Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia.

Postado em 20/07/2010 às 17:57 por Redação em Política

Conselho gestor da APA de Santa Rita quer providências para coibir crimes ambientais no rêgo dos mamões

O Conselho Gestor da área de Proteção Ambiental da Ilha de Santa Rita e Reserva do Saco da Pedra voltou a se reunir nesta terça-feira, 20 de julho, na Sala de Reuniões da Secretaria de Estado do meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH). Da extensa pauta debatida, o assunto que suscitou maiores discussões foi a constatação de que o córrego conhecido como Rego dos Mamões e suas margens continuam sofrendo todo o tipo de ações degradantes.

No curso das discussões, lembrou-se que os diversos proprietários cujos terrenos se estendem até o Rego dos Mamões já sofreram autuações dos órgãos ambientais e já firmaram Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público Estadual, comprometendo-se a recuperar as áreas degradadas e não cometer novos crimes ambientais. Apesar disso, num balanço geral feito por diversos membros do Conselho, novos e antigos focos de poluição e degradação foram observados.

Encerrado o debate, os conselheiros decidiram, por unanimidade, convidar representantes de vários órgãos ambientais, notadamente do Núcleo de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, para retomar as ações referentes ao Rego dos Mamões e diversas construções irregulares que se multiplicam na praia da Reserva Ecológica do Saco da Pedra.

Duplicação da rodovia

Com relação ao acompanhamento das condicionantes das licenças ambientais concedidas para a duplicação da Rodovia AL-101 Sul, que liga a cidade de Maceió à Barra de São Miguel, o Conselho resolveu reiterar convite ao empreendedor, no caso o Departamento de Estradas de Rodagens (DER), para fazer um balanço da aplicação das medidas compensatórias, sobretudo nos locais inseridos dentro dos limites da APA de Santa Rita.

O destaque, na reunião a ser feita com o DER, será o projeto de replantio de vegetação de manguezal como compensação pela supressão desse tipo de vegetação no trecho inicial da obra, logo após a Ponte Divaldo Suruagy. A idéia é replicar o replantio nos locais onde a operação não pôde ser completada e atingir a meta de restaurar uma área três vezes maior do que aquela que foi sacrificada para permitir a duplicação no local do manguezal.

Encerrando a reunião, mais um assunto referente às atividades de fiscalização foi ventilado: trata-se da presença de artefatos não licenciados de pesca, a exemplo das caiçaras, no contexto do complexo lagunar. Depois de assinalar a data de 9 setembro para a realização da próxima reunião, o Conselho decidiu convidar as entidades parceiras da gestão da APA para formar um consenso em relação à pesca predatória.

Postado em 20/07/2010 às 13:17 por Redação em Política

MPF ingressa com ação contra quatro advogados de Arapiraca

Eles são acusados de lesar beneficiários da Previdência Social, em sua maioria idosos e deficientes

O Ministério Público Federal, em Arapiraca, ingressou com ação civil pública, com pedido de liminar, nesta terça-feira (20/7) contra os advogados Francisco de Assis Chaves Júnior, Paulo Fernando Oliveira Silva, Wanessa Karla Magalhães Roque e Max Uri Cruz de Morais. Os quatro são acusados de cobrar honorários advocatícios de forma abusiva no âmbito da Justiça Federal, de forma a lesionar segurados da Previdência Social incluindo idosos e deficientes.

De acordo com os procuradores da República Samir Nachef e José Godoy, que subscrevem a ação, há nos autos uma série de relatos das vítimas, com relação à forma ilegal como os advogados vêm agindo.“Na maioria dos casos, o valor dos honorários advocatícios eram reconhecidos pela Justiça Federal e devidamente pagos pelo INSS. Após isso, os advogados exigiam que os clientes entregassem uma parcela dos valores retroativos, sob o pretexto de que teria direito sobre este. Sem o esclarecimento necessário, os beneficiários, em geral de baixa escolaridade, idosos e/ou deficientes, entregavam as quantias pedidas ilicitamente”, relatam os representantes do MPF.

Ainda segundo os procuradores da República, há nos autos casos agravados pelo fato de os advogados sequer justificarem a apropriação de valores pertencentes aos segurados. “Não raro, os próprios advogados acompanham os beneficiários à instituição bancária, quando do recebimento de valores referentes às parcelas retroativas, para apropriar-se de parte ou da totalidade do dinheiro, ou mandam alguém do respectivo escritório com essa incumbência”, acrescentam.

Pedidos liminares

Para o MPF, a situação demonstra a vulnerabilidade dos titulares de benefícios previdenciários que, na qualidade de consumidores dos serviços advocatícios, têm seus direitos lesionados. Por isso, os procuradores da República pedem, liminarmente, a revisão das cláusulas dos contratos de honorários firmados pelos réus acima de remuneração superior a 20%; a anulação das cláusulas relativas à compensação ou o desconto da remuneração diretamente por eles; e a anulação dos poderes de receber e dar quitação.

O MPF também pede, liminarmente, que os réus sejam impedidos de levantar diretamente quaisquer valores devidos aos autores das ações previdenciárias ou a título de honorários advocatícios contratuais, bem como que seja determinado ao INSS e à Caixa Econômica Federal que não efetuem o pagamento de valores decorrentes de condenação ou acordo judicial diretamente aos réus; que os mesmos sejam impedidos de celebrar novos contratos de honorários advocatícios com cobrança excessiva de honorários advocatícios, restringindo-os ao patamar máximo de 20% do valor da condenação e, por fim, aplicação de multa de R$ 5 mil, para cada hipótese individual de descumprimento da decisão judicial aguardada.


Os dois procuradores da República afirmam que a quantidade de ações desse tipo patrocinadas pelos quatro advogados é bastante significativa, “o que revela a violação, contínua e sem qualquer controle de direitos individuais homogêneos de idosos e portadores de deficiência, muitas vezes analfabetos, os quais são pessoas hipossuficientes”.

Postado em 20/07/2010 às 11:38 por Redação em Política

Jeferson Morais e Benedito de Lira são multados por propaganda antecipada

Multa é no valor de R$ 5 mil

Benedito de Lira

Google

Os candidatos a deputado estadual, Jeferson Morais, e a senador, Benedito de Lira, foram condenados pela Justiça Eleitoral pela prática ilegal de propaganda antecipada. De acordo com a representação proposta pela Procuradoria Regional Eleioral (PRE) em Alagoas, Jeferson Morais utilizou adesivos e Benedito de Lira, a internet, para promoverem suas candidaturas antes do prazo legal (após 5 de julho). Condenados, terão que pagar multa de cinco mil reais, cada, segundo decisão do juiz eleitoral Sebastião Vasquez.

Ajuizadas pelo procurador regional eleitoral auxiliar José Godoy, as representações eleitorais têm por base procedimentos administrativos que comprovaram a divulgação dos nomes dos pré-candidatos fora do período estipulado pela legislação eleitoral (depois de 5 de julho).

Segundo argumentou o membro do Ministério Público Federal (MPF), “a utilização antecipada dos adesivos, bem como de páginas na internet, contribui decisivamente para difundir, ainda que subliminarmente, as mensagens das candidaturas no meio social, “o que, por certo, o deixa em situação vantajosa na disputa eleitoral”.

As decisões foram proferidas nos dias 11 ( Benedito de Lira) e 15 ( Jeferson Morais) de julho.

Postado em 20/07/2010 às 09:33 por Redação em Política

Vídeos:Téo diz que não imaginava encontrar rombo de R$ 400 milhões

Segundo governador, isso só aconteceu até saber de déficit de R$ 400 milhões

Beto Macário

O candidato à reeleição ao Governo do Estado, Teotonio Vilela Filho (PSDB), declarou que não se arrepende de ter elogiado o seu antecessor, Ronaldo Lessa (PDT), na administração estadual. Ele esclarece que isso só aconteceu porque não sabia do rombo de R$ 400 milhões deixados por sua administração.

“Cada Governo vive ou viveu as suas circunstâncias. A partir do momento que eu tomei ciência do acontecido, fui obrigado a expor para a sociedade”, justificou o tucano. Ele aponta que é obrigação do Governo tornar isso público, exercendo uma administração transparente. “Só pelo fato de ele ter sido meu aliado, eu não poderia omitir isso para a sociedade”, justificou.

Vilela declara que Lessa desaprovou a ‘publicação’ do rombo. Mas, mesmo assim, assumiu o compromisso do déficit de restos a pagar e está quitando-o. “Até agora, já honramos com R$ 300 milhões de uma dívida que não é nossa. E concluiu que sua administração termina o mandato sem dever um centavo ‘a ninguém’.

Discurso governista

Desde o começo da sabatina, Téo Vilela adotou o discurso governista. Todas as suas respostas eram embasadas em comparativos, entre os dois mandatos. A começar pelo percentual de pobreza absoluta: com 56,6% da população vivendo com metade do salário. “Há 36 anos, Alagoas era o ‘filé mignon’ do Nordeste, com um dos melhores indicadores da região. Mas as outras administrações não conseguiram dar o retorno”, antecipou o candidato.

O atual governador apontou que a mais recente pesquisa foi um levantamento de 2005 a 2008, durante a administração de Lessa. No entanto, ele explica que estes indicadores estão sendo flexionados. “Nós não estamos apenas dando uma mão de tinta na casa. Estamos fazendo uma reforma profunda. Todos os indicadores sociais estão sendo revertidos, positivamente”, declarou o tucano.

Índices de violência

Ao ser questionado sobre a violência, Vilela garantiu que ao assumiu o palácio, o Estado já era o primeiro em violência. “A partir daí, os números começaram a despencar. De 2008 para 2009 o número caiu. Em 2010, o número cai ainda mais. É uma redução muito grande, em função do trabalho de nossa segurança pública”, explicou.

Ações como ampliação da frota de automóveis, policiamento ostensivo em pontos críticos da capital e do interior, dentre outros pontos. “O conjunto Selma Bandeira, por exemplo, era um dos bairros com maior índices de homicídio. Hoje esse número foi reduzido a praticamente zero”, pontou.

Postado em 20/07/2010 às 08:06 por Redação em Política

Concorrência para vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas é a 16ª do país

Número de candidatos em Alagoas é de 319 para as 28

Cortesia Luis Villar - Alagoas 24horas

Um levantamento realizando pelo portal G1 a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontaram que a Assembleia Legislativa de Alagoas ocupa a 16ª posição entre os parlamentos mais concorridos nesta eleição. Ao todo são 319 candidatos, disputando as 28 vagas, para a Casa de Tavares Bastos, o que traz uma concorrência média de 11,3 por vaga.

Para calcular o índice de candidatos por vaga, o G1 cruzou o número de cadeiras nos parlamentos estaduais com as informações do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro de candidaturas nos 26 estados e no DF.

Dados atualizados até as 17h de sexta-feira (16), mostram que 14,5 mil políticos solicitaram registro para concorrer a 1.074 mandatos estaduais em todo o país.

O levantamento não considerou os pedidos de impugnação de candidaturas, que serão julgados pela Justiça Eleitoral e já somam 2,8 mil em todo o país.

Alvo de sucessivos protestos durante o escândalo do mensalão do DEM de Brasília, a Câmara Legislativa do Distrito Federal será o parlamento mais disputado do país nas eleições de outubro. Com 24 vagas para 840 pretendentes, a capital do país terá 35 concorrentes por cadeira do Legislativo local.

A segunda eleição mais concorrida será a da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com 25,2 pretendentes para cada um dos 70 postos. Maior colégio eleitoral do país, São Paulo aparece apenas em terceiro, com 1.812 postulantes a 94 lugares no Legislativo, média de 19,2 por vaga.

No extremo oposto, a Assembleia Legislativa de Sergipe, com 24 cadeiras e 139 concorrentes, deve ter uma eleição menos disputada: serão 5,7 candidatos por vaga. O Legislativo do Piauí, com 30 parlamentares, terá sete candidatos disputando um assento.

Regiões

Na região Norte, a assembleia mais concorrida será a de Roraima, com 24 cadeiras, onde cada vaga deve ser disputada por 16,9 candidatos. Já no Sul, o Paraná terá 11,3 concorrentes por vaga, seguido de Santa Catarina (8,8 por vaga) e Rio Grande do Sul (10,8).

No Nordeste, Alagoas e Ceará terão pouco mais de 11 candidatos por cadeira no Legislativo. No Centro-Oeste, Goiás é o que mais poderá se aproximar do DF: serão quase 13 candidatos por vaga.