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Postado em por eduardocardeal em NotíciasPolítica

Vantagem de Serra vai de 13 pontos no Nordeste a 40 em SP

A menor diferença entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff, de acordo com a nova pesquisa Datafolha, ocorre entre os eleitores dos Estados das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Em compensação, no Estado de São Paulo, governado por Serra, o levantamento aponta ampla vantagem do pré-candidato do PSDB a presidente.

No Nordeste, onde Serra fez diversas incursões recentemente, ele tem 31% das intenções de voto contra 18% de Dilma --13 pontos de diferença, a mesma vantagem que tem nas regiões Norte/Centro-Oeste.

Em suas análises eleitorais, a direção petista avalia que Dilma tem potencial para encostar em Serra e até superá-lo no Nordeste, onde Lula foi bem na eleição de 2006 --teve 77% dos votos válidos no segundo turno contra o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Mas o próprio PT reconhece que a situação dela é preocupante em São Paulo e irá incrementar sua agenda no Estado.

Serra tem 51% das intenções contra apenas 11% da petista entre os paulistas. Ciro Gomes (PSB), que também cogita concorrer ao governo de São Paulo, está empatado tecnicamente com Dilma. Ele alcança 12%.

Os tucanos avaliam que, se Serra abrir sobre Dilma uma diferença de 4 milhões de votos no Estado, ele amplia ainda mais sua chance de se tornar o próximo presidente. O cálculo leva em conta o fato de o governador ser bem conhecido nas demais regiões, pois já foi ministro da Saúde e disputou a eleição presidencial de 2002.

Reservadamente, os petistas paulistas compartilham o raciocínio, mas afirmam que Dilma está longe de seu teto em São Paulo. Na semana passada, a ministra participou de uma grande festa da militância do PT na capital do Estado.

Até o final do ano, a ministra deverá intensificar sua agenda entre os paulistas vistoriando obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Quando o candidato tucano é o governador mineiro Aécio Neves, o melhor desempenho do PSDB ocorre na região Sudeste, onde ele chega a atingir 31%. Mas, em São Paulo, Aécio empata com Dilma em 14% no principal cenário para ele. Ciro tem 24%.

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Filha de novo titular da Receita deixará de trabalhar para senador

O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou ontem que sua filha, Leda Camila Cartaxo, pedirá amanhã exoneração do cargo que ocupa desde março no gabinete do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) -acusado pelo Ministério Público Federal na Paraíba de envolvimento em um esquema de sonegação de impostos.

De acordo com reportagem publicada na revista "Época", Leda Camila assumiu o posto um mês depois de Cavalcanti ocupar o lugar do senador titular José Maranhão (PMDB), que deixou o Senado para assumir o governo da Paraíba.

"Conversei com Camila e, embora não exista nenhuma ilegalidade, não haja nenhum ato secreto, não é funcionária fantasma, está lá todos os dias, ela decidiu que pedirá exoneração", disse Cartaxo.

"Quando ela procurou por interesse próprio esse emprego, cheguei a aconselhá-la do contrário, para que estudasse para um concurso público", completou. O secretário disse que, devido ao cargo que ocupa, seria "desconfortável" a situação da filha no Senado.

O senador Cavalcanti foi citado no chamado "Escândalo da Fazenda Nacional". O Ministério Público apurou que as empresas envolvidas quitavam débitos por valores muito abaixo da dívida real. Ele nega as acusações. Cavalcanti é amigo da família Cartaxo há muitos anos e, segundo ele, seu gabinete precisava de uma assessora e Camila é formada em direito.

Cartaxo foi efetivado como secretário da Receita na última quinta-feira, depois de ocupar o posto interinamente por quase um mês. Ele substitui Lina Vieira, demitida depois de ficar apenas 11 meses no cargo.

Postado em por carlinhos em NotíciasPolítica

Lula passa por crise sem perder alta aprovação

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consegue, até o momento, atravessar a mais nova crise política nacional e manter sua popularidade entre os brasileiros no mesmo patamar, informa reportagem publicada hoje pela Folha

Segundo a pesquisa, para 67%, seu governo é ótimo ou bom, variação dentro da margem de erro na comparação com a última pesquisa, feita em maio, quando Lula atingiu 69% de aprovação

O instituto indica que 25% dos brasileiros acham o governo regular, ante 24% na última pesquisa. Para 8%, a administração do petista é ruim ou péssima; eram 6% no levantamento anterior.

Com os 67% de ótimo ou bom que registra agora, Lula está a apenas três pontos de seu recorde pessoal (70%), atingido em novembro de 2008.

O presidente foi o principal fiador da permanência de José Sarney (PMDB-AP) na Presidência do Senado. Em 17 de junho, chegou a declarar que o senador não poderia ser tratado como "uma pessoa comum".

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Dilma passa por mais uma sessão de radioterapia

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, passou por mais uma sessão de radioterapia neste sábado (15), em São Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa da ministra, Dilma deve retornar a Brasília na segunda-feira (17).

A assessoria também informou que a ministra deve passar por outras sessões nos próximos dois dias. Ela faz o tratamento no hospital Sírio-Libanês

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Congresso tem índice de reprovação de 44%, mostra Datafolha

O Congresso atingiu índice de reprovação de 44 por cento, segundo pesquisa Datafolha divulgada na edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo. No último levantamento, realizado em maio, esse índice estava em 34 por cento.

A pesquisa publicada neste domingo indica ainda que 74 por cento dos brasileiros defendem a saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Para 66 por cento dos brasileiros, o senador está envolvido em irregularidades.

Nessa seara, 36 por cento dos entrevistados preferem um afastamento temporário de Sarney e 38% defendem a renúncia.

A pesquisa Datafolha ouviu 4.100 pessoas entre os dias 11 e 13 de agosto

Postado em por carlinhos em NotíciasPolítica

Escândalo: Família Sarney usa em SP apartamentos de empreiteira

Há três décadas, a família Sarney tem como endereço cativo em São Paulo o edifício Solar de Vila América, situado na alameda Franca, nos Jardins.

Até 2006, era um apartamento apenas. Hoje, além do apartamento número 82, comprado em 1979, a família tem à sua disposição outras duas unidades.

Os apartamentos 22 e 32 foram comprados há três anos. São usados pelos Sarney, mas estão registrados em nome de uma empreiteira, que cuidou da negociação e pagou os imóveis.

A empreiteira é a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda, cujo dono é o empresário Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

De acordo com os registros da empresa na Receita Federal, a Aracati – cuja razão social foi formalmente alterada para Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria – tem hoje como principal nicho de negócio o setor elétrico, conhecido feudo dos Sarney no governo federal.

Há dois anos, a empresa começou a atuar em projetos de construção de usinas termelétricas. Apesar de pequena e desconhecida, é um caso de sucesso em seus negócios no ramo de energia.

Num dos apartamentos, o 22, mora um neto do presidente do Senado, Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA).

O outro apartamento, o 32, costuma abrigar assessores e convidados dos Sarney, mas também hospeda a família.

Em junho passado, por exemplo, foi utilizado pelo próprio senador José Sarney, em viagem a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção um aneurisma cerebral.

Por um mês, o Estado mapeou a história da aquisição dos dois apartamentos. Em Porto Alegre, a reportagem localizou o economista Felipe Jacques Gauer, de 46 anos.

Ele conta que, assim que decidiu vender o apartamento 22, após mudar de São Paulo para a capital gaúcha, foi contatado por um neto de Sarney. Segundo Gauer, foi José Adriano, filho mais velho do deputado Zequinha, quem o procurou, por telefone. Estava interessado em comprar o imóvel.

"Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", disse Gauer ao Estado.

Tudo aconteceu conforme o neto de Sarney combinou. Dias depois, Gauer foi procurado por Maria Rosane Frota Cabral, irmã e sócia de Rogério Frota na Aracati. "Percebi que, por alguma razão, não queriam que o sobrenome Sarney aparecesse na história", diz o economista.

Maria Rosane acertou de encontrar Felipe Gauer pessoalmente para fechar a compra. Em 20 de fevereiro de 2006, os dois viajaram para São Paulo. Ela saiu de Brasília, onde mora, e ele, de Porto Alegre.

A pedido de Rosane, se encontraram no Aeroporto de Congonhas. O negócio foi sacramentado no saguão: a sócia da Aracati levara ao aeroporto um escrevente do cartório de Sorocaba, interior paulista, e a escritura, que já estava pronta, foi assinada ali mesmo.

"Ela (Rosane) ligou para o banco e mandou fazer a transferência do pagamento. Telefonei para a minha gerente e, assim que recebi a confirmação de que o dinheiro tinha caído em minha conta, assinei a escritura", conta Gauer.

Indagado se não estranhou a maneira atípica como se deu a transação, o economista respondeu: "Eu achei estranho, mas estava precisando vender o apartamento".

Fechado o negócio, o próprio José Adriano, que aparecera no noticiário recente como dono de uma empresa que intermediava crédito consignado no Senado, passou a morar no apartamento.

À época, José Adriano trabalhava em São Paulo. Depois que ele se mudou para Brasília, o apartamento ficou por conta do irmão, Gabriel. Um apartamento no prédio vale, hoje, cerca de R$ 300 mil.

A história da compra do outro apartamento, o de número 32, é semelhante. Deu-se dez meses depois, em dezembro de 2006. A venda foi feita pelo empresário Sidney Wajsbrot, 43 anos, dono de uma fábrica de plásticos em Guarulhos, e pela mulher dele, a psicóloga Liza Heilman.

Ao Estado, Wajsbrot contou que, antes mesmo de pôr o apartamento publicamente à venda, foi procurado pelo zelador do prédio. "Ele me disse que o senador Sarney estava procurando um apartamento, que ele já tinha dois apartamentos no prédio e queria um terceiro, para um assessor dele", afirmou o empresário.

A partir do contato do zelador, o próprio Rogério Frota apareceu para tratar do negócio. Primeiro, fez uma visita para conhecer o apartamento.

Na hora de fechar a compra, a exemplo do que ocorrera na aquisição do apartamento 22, foi a irmã de Rogério Frota, Rosane, quem viajou de Brasília para São Paulo a fim de resolver.

Novamente, estava acompanhada de um funcionário do cartório de notas de Sorocaba.Ela veio com o rapaz do cartório, trouxe um cheque nominal, da empresa, e assinamos a escritura", diz Wajsbrot. "Legalmente, o nome dele (Sarney) não aparece."

O Estado falou nas últimas semanas com moradores e funcionários do condomínio Solar de Vila América. Eles acham que a família Sarney é proprietária de três apartamentos no prédio: o 82, desde 1979 em nome de Fernando Sarney, e os dois comprados e registrados em 2006 pela empreiteira de Rogério Frota.

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Datafolha: Serra na frente,Dilma em segundo e Heloísa em quarto

Pesquisa Datafolha que foi publicada neste domingo (16) pela Folha indica que o governador José Serra (PSDB-SP) está na frente na preferência dos eleitores na sucessão presidencial em 2010.

Serra tem 37% das intenções de voto. Em segundo lugar, estão empatados a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com 16% e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) com 15%.

Já a alagoana Heloísa Helena (PSOL) tem 12% e está em quarto lugar.

A pesquisa mostra que a possível entrada da senadora Marina Silva (PT-AC) na disputa ainda não provocou grandes mudanças. Cobiçada pelo PV, ela atinge só 3% das intenções e quase não altera os índices dos líderes.

O levantamento aponta que Ciro lidera nos dois cenários sem Serra. E Dilma tem sua melhor performance na hipótese em que Ciro, como quer o Planalto, não concorre

A pesquisa ouviu 4.100 entrevistados entre os dias 11 e 13 de agosto, em 171 municípios. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos

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Ex-diretor de Recursos Humanos nega ter informado, em maio, Sarney sobre atos

O ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, Ralph Siqueira, negou ontem (15) que tenha dito ao jornal "Estado de São Paulo” que comunicou, em maio, a existência de atos secretos ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Em nota, Siqueira disse que entre 28 e 29 de maio informou Sarney que iria integrar uma comissão de sindicância, instituída após indícios da existência de atos não publicados, e que “ela levantaria a quantidade de boletins antigos que haviam sido disponibilizados na rede pela Secretaria de Recursos Humanos, bem como apuraria se a falta desses boletins na rede teria ocorrido por erro técnico ou por omissão deliberada”.

Siqueira afirmou que naquela ocasião, e mesmo após o término dos trabalhos da comissão, não se podia afirmar “categoricamente” que existiam atos secretos. Após 15 dias de trabalho, a comissão concluiu apenas que ausência de publicação pode ter sido originada por “falha humana, erros operacionais, deficiências na tramitação e na publicação dos atos”. Depois da conclusão dos trabalhos dessa comissao, outra foi instaurada para apurar a responsabilidade pelo fato.

O ex-diretor também negou que os 468 novos atos secretos, divulgados na semana passada, tenham sido ignorados pela comissão e publicados “às escondidas”, conforme noticiado em jornais. De acordo com Siqueira, esses atos não figuraram ao lado dos outros 663 porque eram anteriores a 9 de junho de 2000, quando ainda não existia Boletim Eletrônico e os boletins eram impressos pela Gráfica do Senado e distribuídos pelo Serviço de Portaria, além de publicados, segundo ele, no Diário Oficial da União ou no Diário do Senado Federal. De acordo com Siqueira, por isso a comissão entendeu que os atos anteriores, desde que tivessem registro de tiragem no rodapé dos boletins, tinham sido impressos e distribuídos, e não os computou como atos não publicados.

Mais cedo, a assessoria do presidente do Senado confirmou que o senador tem conhecimento sobre a existência de atos não publicados, que ficaram conhecidos com atos secretos, desde maio, por meio de relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição contratada pela presidência da Casa para a elaboração de uma reforma administrativa.

Em nota, a assessoria contestou entrevista do ex-diretor de recursos humanos do Senado Ralph Siqueira ao jornal "O Estado de São Paulo". Segundo o jornal, Siqueira teria contado a Sarney em 28 maio sobre a existência de atos secretos e da publicação às escondidas. A reportagem, de acordo com a assessoria, "não traz novidade", já que Sarney já havia sido informado da irregularidade no dia 12 daquele mês.

A assessoria do presidente do Senado argumentou que os atos não podiam ser considerados "secretos" à época em que Sarney tomou conhecimento deles, em maio. Segundo a assessoria, a classificação correta seria atos não publicados. A assessoria do parlamentar enfatiza que só foi possível descobrir que a não publicação dos atos fora proposital com o resultado da comissão de sindicância instalada pelo presidente do Senado em 19 de junho.

Siqueira é apontado como responsável pela inserção das medidas, de maneira oculta, no sistema que divulga essas informações. Ele se defendeu das acusações de que tentou legalizar cerca de mil atos secretos – 511 foram divulgados em junho e 468 referentes a 1998 e 1999 vieram à tona na última quarta (12).

De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo", Siqueira teria informado todos os seus superiores: o diretor-geral, o primeiro-secretário e o presidente da Casa.

“Ao presidente Sarney, comuniquei que havia sido nomeada essa comissão da qual eu participava e que havia indícios de omissão deliberada. Era meu dever falar ao presidente o que já tinha falado ao diretor-geral. Nesse despacho, eu disse que esses atos tinham sido disponibilizados na rede. Ele sabia”, disse o ex-diretor ao jornal.

A assessoria de Sarney também esclareceu que comissão especial da qual Siqueira fez parte foi instituída por ato da Primeira Secretaria em 28 de maio, após a revelação, 16 dias antes, no relatório da FGV, de indícios da existência de atos secretos. O objetivo da comissão era, segundo a assessoria do presidente do Senado, fazer um levantamento de todos os Boletins de Pessoal publicados a partir de 1995.

Postado em por carlinhos em NotíciasPolítica

Senado deve demitir mil comissionados

O comando do Senado, em meio à trégua de ataques entre oposição e base governista, anunciou mais medidas sobre transparência na Casa. Depois das denúncias de irregularidades em contratos firmados pelo Senado com empresas terceirizadas, a Casa decidiu mudar as regras para a contratação de novos serviços. Ato publicado no boletim administrativo criou comissão para elaborar proposta de contratação de mão-de-obra de auxiliar de escritório dentro da regra de redução de 30% no número de terceirizados.

A comissão terá o prazo de 60 dias para concluir os trabalhos e vai receber sugestões de diversos órgãos do Senado para a elaboração de proposta de contratação. A Lei de Licitações prevê a elaboração de projetos básicos antes da contratação de serviços terceirizados, mas a prática não era comum na Casa. Com as denúncias, o Senado decidiu instituir a elaboração dos projetos por meio de comissões especiais para evitar novos desvios.

Atualmente, o Senado possui 3.516 funcionários terceirizados – montante superior ao de pessoal de carreira, estimados em 2,5 mil. A esperada “reforma administrativa” que deve ser anunciada na Casa nos próximos dias, sob coordenação da FGV (Fundação Getúlio Vargas), sugere um corte de 30% no número de funcionários terceirizados e comissionados. O Senado já descobriu irregularidades nos 16 contratos para o fornecimento de mão de obra analisados por uma comissão de servidores.

Foram detectados casos de nepotismo, pagamentos por serviços nunca prestados e perpetuação de empresas por aditivos da era do ex-diretor Agaciel Maia – afastado depois que se descobriu que ele não declarou a posse de uma mansão de R$ 5 milhões.

Hoje, o Senado possui contratos de prestação de mão de obra com 34 fornecedores, ao custo anual de R$ 155 milhões. Nenhuma das prestadoras foi escolhida por pregão eletrônico, a modalidade mais eficaz contra fraudes. As licitações não foram precedidas dos projetos básicos, obrigação prevista na Lei das Licitações.

O Senado identificou o ex-diretor de Recursos Humanos da Casa Ralph Siqueira como responsável pela publicação de novos 468 atos secretos em boletins administrativos da rede de intranet da Casa. A Primeira-Secretaria do Senado, sob o comando do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), reuniu indícios que responsabilizam Siqueira pelos novos atos sigilosos – referentes a medidas tomadas nos anos de 1998 e 1999.

O chefe de publicação do Senado, Franklin Landim, teria sido uma testemunha essencial para a identificação de Siqueira como responsável pela publicação tardia dos atos. Landim já havia apontado os ex-diretores Agaciel da Silva Maia (Direção Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) como os responsáveis pelo esquema de atos secretos na Casa. Heráclito sinalizou que ex-diretores seriam responsáveis pela edição dos novos atos secretos. O primeiro-secretário chegou a classificar de “sabotagem” a inclusão das medidas depois que o Senado já investigava a edição de atos secretos na instituição.

Postado em por carlinhos em NotíciasPolítica

Senado deve lançar blog corporativo para rebater críticas

Uma das primeiras medidas adotadas pelo novo secretário de Comunicação do Senado, Fernando Cesar Mesquita, deve ser o lançamento de um blog corporativo para rebater as notícias publicadas contra a Casa. Mesquita assumiu o cargo esta semana com a incumbência de controlar o conteúdo divulgado pela televisão, pelo rádio e pela Agência Senado.

O blog deverá estar no ar dentro de 15 dias. Segundo Mesquita, a ideia é usar o espaço para responder quaisquer notícias sobre a Casa. A página deve reunir informações administrativas, gerenciais e financeiras da diretoria-geral do Senado e da 1ª secretaria da Casa.

De acordo com a publicação, adversários do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acreditam que o blog poderá se transformar em mais uma das medidas para amordaçar a Casa. Eles citam como exemplo outras ações adotadas nos últimos dias como a proibição de visitas às dependências do Senado, a criação de um cordão de isolamento por onde Sarney passa e a prisão pela Polícia Legislativa de estudantes que foram protestar contra o parlamentar.

Postado em por carlinhos em NotíciasPolítica

Sarney fica!!! Renan Calheiros é o grande vencedor ao amansar a oposição

Saiba aqui todos os detalhes dos bastidores desta semana

Passou a fase do heroísmo afirmativo no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva amansou a bancada do PT, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), acuou o oposição e o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), vai permanecer no cargo, informa o blog do Josias.

 

Segundo o blog, ao final de uma semana em que tentara pôr de pé a tese da inevitabilidade do desarquivamento de uma ação contra Sarney, o petista Aloizio Mercadante prostrou-se.

 

"Fiquei totalmente isolado. Estou tomando porrada sozinho. Sumiu todo mundo", desabafou. Mercadante falava a um amigo, pelo telefone. Parecia rendido à evidência de que, no PT, o pior tipo de solidão é a companhia dos companheiros de bancada.

 

Ideli Salvatti, Delcídio Amaral e João Pedro, os petistas que votam no Conselho de Ética recusam-se a levar adiante os planos de Mercadante e acusam o líder de fazer jogo de cena: sabe que Sarney safou-se, mas faz média com o eleitorado esclarecido de São Paulo.

 

"O partido tinha apoiado a minha tese. Retirou o apoio. Fiquei numa situação difícil", Mercadante se lamuriava ao amigo. Ele antevê as manchetes do dia seguinte: "Se o Sarney caísse, a culpa seria minha. Se o Sarney fica, a culpa é do PT".

 

O blog informa ainda que, na quarta-feira, o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), recebeu um telefonema de Renan.

 

O líder do PMDB, chefe da milícia congressual que quebra lanças por Sarney, pediu um encontro reservado. Agripino o recebeu à noite, em seu apartamento. Renan sondou Agripino sobre os votos do DEM. Ouviu o mesmo que Bornhausen: os "demos" votarão pelo desarquivamento. Perdendo, o partido recorrerá ao plenário.

 

Segundo o blog, Agripino gere uma bancada cujo ânimo anti-Sarney tem a consistência de um pote de gelatina. Porém, decidido a acomodar todas as culpas no colo do PT, acautelou-se.

 

Antes de reunir-se com Agripino, Renan foi a Lula e queixou-se de Mercadante. E ouvira palavras tranquilizadoras. O petismo, o presidente lhe assegurara, não abandonaria Sarney.

 

Na conversa telefônica de ontem, Mercadante acusou o golpe: "O governo veio com a mão pesada pra cima da bancada. Os partidos da base, inclusive o PT, não sustentaram a nossa posição. O PMDB radicalizou. A oposição sumiu do cenário".

 

O blog informa que, em privado, Agripino pronunciou, na noite de sexta a frase fatídica: "O Sarney fica. Mas será um presidente em farrapos. Renovação do Senado, só na eleição de 2010".

 

Conselho de Ética

 

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou sumariamente as 11 denúncias e representações contra Sarney com o argumento de que foram baseadas em notícias de jornais. A oposição, no entanto, entrou com recurso para desarquivar todas as ações.

 

As representações arquivadas tratam do suposto envolvimento do senador com a edição de atos secretos no Senado, da suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores da Casa e de ter supostamente usado o cargo em favor da fundação que leva seu nome e mentido sobre a responsabilidade administrativa pela fundação.

 

As ações tratam ainda da denúncia de que Sarney teria vendido terras não registradas em seu nome para escapar do pagamento de impostos sobre as propriedades, de que teria sido beneficiado pela Polícia Federal com informações privilegiadas sobre o inquérito que investiga o seu filho, Fernando Sarney, e de negociar a contratação do ex-namorado de sua neta na Casa.

 

Além disso, a oposição pede que o senador seja investigado sobre a acusação de que teria omitido da Justiça Eleitoral uma propriedade de R$ 4 milhões.

 

Se as denúncias forem acatadas pelo conselho, as punições para Sarney vão desde uma simples advertência verbal até a cassação de seu mandato. A pena tem que ser decidida pela maioria dos conselheiros e em seguida referendada pela maioria do plenário.

 

Os recursos também têm que ser analisados pelo plenário do Conselho de Ética para o desarquivamento dos pedidos de investigação. A oposição tem cinco das 15 vagas titulares no conselho, por isso espera o apoio dos três senadores do PT para que as investigações contra Sarney sejam instauradas.

Postado em por carlinhos em NotíciasPolítica

PT do Acre promete a Lula que Marina não baterá em Dilma

Um "pacto de convivência" entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora Marina Silva e seu grupo político no Acre foi acertado, ontem, em encontro no gabinete do presidente Lula.

O acerto precede o anúncio da saída da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do PT, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Participaram Lula, seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, e três petistas que, ao lado de Marina, comandam a política do Acre há 15 anos: o ex-governador Jorge Viana, o atual, Binho Marques, e o senador Tião Viana. 

A reunião teve como objetivo distensionar a relação entre o Palácio do Planalto e o PT do Acre com a provável filiação de Marina ao PV na próxima semana.

Segundo relatos, o presidente Lula ouviu dos interlocutores a garantia de que, numa eventual candidatura presidencial da senadora, não haveria um discurso crítico ao seu governo e nem à política ambiental.

Os três petistas garantiram a Lula que, nesse cenário, Marina fará uma campanha propositiva contra o governo e sua provável adversária no PT, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sem ataques pessoais.

Em 2008, Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente depois de duros embates com Dilma por causa de entraves ambientais para a construção de obras de infra-estrutura.

Na conversa, Lula reconheceu todas as dificuldades para avançar na área ambiental. Mas ponderou que ser governo significa assumir responsabilidades mais amplas e que, nesta condição, não é possível atuar de forma restrita, pensando apenas num setor específico.

Lula também disse aos petistas do Acre que não haverá retaliação à senadora por causa de sua saída do partido. Ele ainda afirmou que ninguém do governo deve trabalhar para desconstruir a imagem de Marina Silva, ou mesmo a sua gestão como ministra do governo durante quase seis anos.

- Este é um momento de dificuldade para o nosso grupo político no Acre. Estamos muito tensionados. Mas o presidente Lula estava tranquilo e nos passou essa calma. Agora, é uma maldade essa versão de que haveria a desconstrução da imagem de Marina por parte do governo ou qualquer retaliação, caso ela deixe o PT. Isso não existe - afirmou o ex-governador Jorge Viana, evitando dar detalhes do encontro.

Na conversa, Lula voltou a repetir o que já dissera na noite de quarta-feira, num jantar com integrantes da cúpula do PSB: não fará gesto algum para impedir a candidatura de Marina.

Ele lembrou que ele não poderia fazer isso, até porque já disputou cinco eleições presidenciais. Embora tenha lamentado a decisão da senadora, Lula repetiu que também não conversaria com ela.

Postado em por eduardocardeal em NotíciasPolítica

Justiça Eleitoral manda PT retirar outdoors em Teresina (PI)

O TRE-PI (Tribunal Regional Eleitoral) do Piauí determinou a retirada, em 24 horas, de outdoors com propaganda do PT em pelo menos 15 pontos de Teresina (PI). Segundo a decisão, o partido teria feito propaganda irregular e antecipada.

De acordo com o Ministério Público, o juiz aceitou o argumento do procurador regional eleitoral Marco Túlio Lustosa de que na publicidade há um nítido cunho eleitoral, uma vez que os outdoors trazem nomes de deputados estaduais pelo partido que possivelmente serão candidatos no próximo ano e os vinculam a obras públicas realizadas na cidade.

Segundo o Ministério Público, o juiz Ricardo Gentil, argumenta na decisão que a publicidade leva a crer que os deputados estaduais e o partido são diretamente responsáveis pela realização daquelas obras para a sociedade local.

O juiz entende que é possível perceber na publicidade objetivos diferentes da felicitação da cidade pelo aniversário. Esses objetivos, no entendimento do juiz, teriam relação com a candidatura para as eleições 2010.

"Ressalto, ainda, que a publicidade é ostensiva, dada que exposta nas principais vias públicas de intenso fluxo e de excelente visibilidade, com amplo poder de comunicação, e na tentativa clara de realçar futuras candidaturas, capazes de desequilibrar a disputa eleitoral", destacou Gentil na decisão.

A reportagem procurou o Diretório Estadual do PT no Piauí para comentar a decisão, mas não conseguiu contato.

Postado em por teresa em NotíciasPolítica

PV já articula apoio à candidatura de Marina Silva

 Ainda que a senadora Marina Silva (AC) não tenha batido o martelo sobre a sua permanência no PT, lideres do PV articulam um leque de apoio que dê envergadura eleitoral à eventual candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente ao Planalto em 2010. O presidente nacional da legenda, o vereador José Luiz de França Penna (SP), já fala em diálogos com PSB, PPS, PSOL e PDT. "Vamos marcar alguns encontros e cumprir uma agenda mais pontual para as próximas semanas", antecipou. "Mas antes precisamos ter uma resposta da Marina Silva sobre se ela aceitará o nosso convite."

O primeiro passo do partido será a escolha de um nome que componha uma chapa mista com a eventual candidata do PV. Entre lideranças da sigla consultadas pela Agência Estado,onomedosenadorCristovamBuarque(PDT-DF)éunanimidade."OPDTéumbompartidoeoCristovamseanimoubastantecomoconvitequefizemosaMarina",dissePenna."Restasaberseeletopariaagregarvalorànossacandidatura."

Outros nomes como o da presidente nacional do PSOL, Heloisa Helena, e o da presidente da Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, Maria Helena (PPS-RR), também são apostas de membros do partido. "Temos muitas alternativas em mente. Mas nenhuma se compara à de Cristovam. Ele é quase consenso entre os verdes", avalia uma liderança do PV.

Desde a reunião que selou o convite do PV para que Marina Silva dispute a Presidência da República em 2010, em 29 de julho, Cristovam Buarque já estava cotado pela Executiva Nacional da legenda para ser o vice da ex-ministra em uma eventual candidatura. Além de ser um nome conhecido pelo eleitorado brasileiro - o parlamentar disputou a sucessão ao Planalto em 2006 -, o pedetista agregaria conteúdo ao programa do partido, que pretende passar por uma "refundação" para 2010, diz o líder do PV. Intelectual e professor universitário, Cristovam é um dos maiores entusiastas de um sistema educacional básico de qualidade no País.

"Nós conversamos por telefone e ele tem colaborado bastante com ideias que a sigla pode adotar em seu programa partidário", disse Penna. O carro-chefe da campanha do PV em 2010 é a proposta de implementação de um desenvolvimento sustentável no País. Contudo, a sigla tem consciência de que um palanque monotemático não vence eleições. O partido tem dialogado nos últimos dias com intelectuais e acadêmicos para a inovação de suas referências programáticas. "Temos também de dar resposta aos outros problemas do País, como segurança e saúde", propõe o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ).

Biografia

Em conversa com interlocutores, Cristovam manifestou o desejo de ser candidato a vice de Marina em uma eventual eleição, caso o PDT não tenha candidatura própria. O senador anunciou às suas bases no Distrito Federal que "não voltará tão cedo" a disputar como cabeça de chapa uma sucessão ao Planalto. De acordo com correligionários do senador, ele teria dito "que não ficaria bem para a sua biografia" entrar em uma corrida eleitoral sem chances de vitória.

Uma alternativa que surgiu também nas últimas semanas é a possibilidade de o PV disputar a Presidência da República com uma chapa puro-sangue, o que Penna avalia ser uma hipótese para ser levada em conta apenas se não houver um nome competitivo de outra legenda. "Esse negócio de puro-sangue é coisa para cavalo", brincou o vereador. "Vamos articular com outros partidos. Só com alianças se vence uma eleição." Caso a sigla opte por um dos integrantes do quadro partidário, lideranças do PV apontam que o nome mais indicado é o do deputado Gabeira.

Postado em por eduardocardeal em NotíciasPolítica

Governo tem dinheiro para construir mais de 1 milhão de moradias, diz Lula

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o governo tem dinheiro para construir mais de 1 milhão de moradias no país. “Temos dinheiro, as prefeituras já estão fazendo o cadastramento, se o cadastramento passar de um milhão de casas, vamos fazer mais de um milhão de casas nesse país”, disse se referindo ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida no lançamento do programa Moradia Digna, do governo do estado de Goiás.

Muito elogiado nos discursos feitos pelo prefeito de Goiânia, Íris Rezende (PMDB), e do governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PSDB), Lula criticou o ex-governador do estado, Marcone Perrilo (PSDB), que, segundo ele, quis levar o mérito pela obra de duplicação da BR-060, que liga Goiânia a Brasília.

“Essa obra não foi reivindicada por ele [Marcone Perillo], por que se ele gostasse tanto dessa obra, ele, que foi governador por oito anos, a poderia ter feito”, disse. Perillo atualmente é senador  do PSDB e teve como vice-governador, Alcides Rodrigues, a quem apoiou nas últimas eleições.

Em seu discurso, o presidente da República que o governante que não usa o coração para as necessidades do povo, não serve para governar. “Se uma criança com fome não toca a alma de um governante, se o desemprego não toca a alma de um governante, se a violência sexual contra as meninas desse país não toca a alma de um governante, ele não serve para ser governante desse país, nem de lugar nenhum”, afirmou.

Ao lembrar as eleições passadas, Lula disse que, naquela época, ouviu de muitas pessoas que deveria tomar cuidado com os formadores de opinião pública, pois eles iriam trabalhar contra o seu governo. Mas, de acordo com o presidente, a época dos formadores de opinião pública deixou de existir. “A era dos formadores de opinião pública acabou, quem forma opinião púbica hoje é o povo brasileiro, que não se permite mais enganar”, disse.