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Alagoas, 12 de março de 2010

Paulo Marcelo / Últimos Posts

09/03/2010 15:25

 

Moradores reclamam que alunos de auto escolas atrapalham o trânsito

Aprendizes deixam ainda mais lento o complicado centro de Arapiraca

A ocupação de vias públicas de Arapiraca pelos veículos das auto escolas tem atrapalhado o trânsito, notadamente no centro comercial da cidade. Há inclusive quem defenda a criação de um local próprio e único para a realização das provas e das aulas de direção, como acontece com as motos, por exemplo. Os exames de motos acontecem, na grande maioria, nos arredores do parque Ceci Cunha em locais determinados e separados da faixa destinada ao fluxo normal do trânsito. Já no caso dos carros, é permitido circular em qualquer rua ou avenida da cidade.

O trânsito de ruas movimentadas como Domingos Correia, Estudante, 30 de Outubro, Nossa Senhora de Fátima e 15 de Novembro são agravados pela falta de experiência dos alunos das auto escolas. Um amigo da 5ª Ciretran (não quis se identificar) concorda com este aspecto, mas diz que também é preciso ver o outro lado. “É arriscado e dificulta o trânsito, sim. O ideal seria uma pista simulada para o treinamento diário. Mas é fundamental aproximar os alunos da realidade do trânsito, até mesmo psicologicamente”, ressalta.

A solução seria uma portaria que regulamentasse o uso das vias públicas para este fim, (lugar e horários) incluindo as balizas que hoje também são feitas no parque Ceci Cunha. Sei que os “aprendizes” devem se aproximar mais da realidade do trânsito, mas sem prejudicar os outros motoristas em ruas de movimento intenso. Outro dia tinha uma fila enorme de carros esperando pela manobra de um aluno que estava ao volante de uma carreta em pleno centro e perto do horário de pico. É brincadeira. Provavelmente, em pouco tempo isto também acontecerá em outras ruas no caótico trânsito de Arapiraca e será um verdadeiro Deus nos acuda.

Espero que os Centros Formadores de Condutores possam ajudar a diminuir as imprudências no trânsito. Na correria do dia-a-dia, na falta de tempo e no estresse natural adquirido no trânsito, as pessoas se esquecem de ser educadas e de que ali, do outro lado, também existe um ser humano.

Entendo que os novatos não podem atrapalhar o trânsito e ao mesmo tempo precisam adquirir conhecimento nas ruas da cidade, mas não no centro comercial de Arapiraca, por favor.

 

sugestão de pauta: paulomarcello106@yahoo.com.br

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Tags: Trânsito alunos auto escolas

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05/03/2010 15:54

 

Medidas absurdas tentam acabar com a criminalidade em Alagoas

Leis municipais vão de encontro com o Código Nacional de Trânsito

Em alguns momentos somos surpreendidos com iniciativas que tentam minimizar os problemas da violência em nossas cidades. Leis mais rígidas entram em vigor e levam à cadeia que anda com revolver ou pistola e sem porte, mas isso não diminuiu a incidência de crimes com arma de fogo. O bandido continua possuindo arma e os assaltos e assassinatos são cada vez mais rotineiros.

Agora, algumas cidades alagoanas começam a imaginar que é possível reduzir a criminalidade simplesmente proibindo o cidadão de se proteger. O contra censo é por conta de uma lei aprovada pelas câmaras municipais das cidades de São Sebastião, Mata Grande e Inhapi que vai de encontro ao Código Nacional de Trânsito. É que esses municípios querem proibir o uso do capacete para motociclistas e passageiros.

Será mesmo que o bandido motorizado vai deixar de roubar e matar por que não pode usar capacete na cidade? Esse é o mesmo engano que se teve quando casas, empresas e bancos resolveram colocar câmeras de segurança pra evitar o roubo; não resolveu nada e ainda tem ladrão que dá uma olhadinha só pra sair na TV.

No restante do país, ainda não se fala em proibir capacetes. Qualquer alteração das leis de trânsito só pode ser feita por órgãos federais - nunca pelo Estado ou por municípios. E uma pergunta está no ar: quem vai fiscalizar o uso do capacete na cidade. Será ridículo colocar a PM ou os guardas municipais na rua pra parar o condutor de moto que estiver usando o capacete pra se proteger.

Ainda tem um deputado alienado do Rio Grande do Sul, Enio Bacci (PDT), que tem um projeto que pode alterar como se anda de moto no Brasil. "Vamos discutir, quem sabe, até a limitação do carona em áreas urbanas, se não for em todo o território nacional", diz o parlamentar.

Outra medida proposta pelo deputado: copiar o que foi feito na Colômbia. Lá, a placa da moto é estampada no capacete e no jaleco. No caso de um crime, fica fácil identificar o dono da moto. Mas será que o criminoso vai usar o capacete com a identificação de sua própria moto? Imagine quantas pessoas serão presas porque emprestaram a moto ou tiveram a mesma roubada e ainda assim serão suspeitas de praticar uma ação delituosa.

Tudo não passa de mais uma ação isolada e que não vai alterar em nada a criminalidade. Não existe uma medida milagrosa para resolver esse problema nas cidades.


 

 

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Tags: CNT não capacete

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05/03/2010 14:16

 

Cidade vive drama diário de combate ao lixo e aos entulhos

Moradores fecham acesso de ruas e calçadas com resto de construção

Muito entulho, lixo doméstico e materiais diversos como sofás, cômodas, capacetes, colchões e até caixa de som são vistos, todos os dias, espalhados em áreas residenciais de Arapiraca, impróprias para o descarte.

Para combater o descarte irregular a prefeitura realizou, recentemente, um mutirão da equipe da secretaria de limpeza e iluminação (Selip), mas foi só um paliativo. Ao encontrar os terrenos baldios livres do lixão o “povo” (alguns, claro) resolveu mandar lixo de novo; e tome lixo. Basta um lugarzinho numa esquina, um terreno, um paredão e pronto. Uma boa parte da população tem o hábito de achar que lugar de lixo é em todo lugar, menos na porta da própria casa.

Mas ainda existem outros que fazem construção e reforma em casa e deixam os entulhos ali mesmo na porta da residência e depois ainda reclamam que a prefeitura não mandou ninguém pra pegar. Muitas vezes são carroceiros ou caminhões que estão descarregando o lixo em terrenos que margeiam rodovias, sem se importar com o flagrante, pois isso ocorre em plena luz do dia.

Na Avenida Governador Luiz Cavalcante, no Alto do Cruzeiro, por exemplo, há entulho em quase toda a extensão próxima a Universidade Estadual de Alagoas. Tem tanta metralha que em alguns pontos só dá pra passar um automóvel de cada vez. Ao lado do Campo Santo São Francisco de Assis (cemitério Parque das Flores) o caso é ainda mais grave e as pessoas colocam restos de animais abatidos ou mortos em acidentes.

A cidade vive o seu maior momento no campo imobiliário com inúmeros prédios sendo erguidos, residências e casas comerciais sendo construídas ou reformadas, obras e obras, pra todo o lado, mas o cidadão tem o direito de andar a pé ou de carro sem ser atrapalhado pelos entulhos da construção civil, pelo lixo que se acumula dia após dia ou por obras inacabadas.

Isso é ridículo e mostra que muitas pessoas são mal educadas e contribuem para a sujeira urbana de nossa terra. É a treva.
 

 

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Tags: Lixo lixo lixo

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02/03/2010 14:22

 

Oposição bate cabeça e Zé Muniz quer enfrentar Teotônio Vilela

Figura pitoresca de Alagoas diz que é homem pra enfrentar o governador

Não faltam curiosidades nas eleições do país, notadamente, na época dos pleitos municipais. Na eleição pra vereador eles (os candidatos pitorescos) aparecem e fazem um show à parte. Não se sabe de onde e por que eles aparecem, mas é um festival de gargalhada quando paramos pra ver ou ouvir o horário da propaganda eleitoral gratuito.

Essas figuras revelam, com certeza, um lado pitoresco da atividade política, ao mesmo tempo em que levam a refletir sobre o que faz esse tipo de coisas acontecerem. Algumas talvez sirvam para exemplificar certos aspectos característicos do povo brasileiro, como o bom humor e a irreverência. Outros servem como amostra de problemas que a democracia ainda não resolveu em nossa cultura política.

Eis que surge, mais uma vez, em Alagoas, a figura mais pitoresca de todos os tempos: o Zé Muniz. Toda vez que começa a campanha no rádio e na TV o público fica esperando pra ver o tal Muniz com seus disfarces, mímicas, fantasias e mensagens contra tudo e contra todos. Muniz acaba de anunciar que se não houver oposição em Alagoas ao governo atual ele (mesmo) será o candidato para tentar evitar o segundo mandato do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB).

Só mesmo a figura hilária do Zé Muniz para tirar o clima tenso que antecede as convenções e dar um pouco de graça neste processo que, até agora, oficialmente, só apresenta uma candidatura - previamente anunciada - que é a do governador Téo Vilela. O mais é só conversa fiada e afiada, mas que pode ter um desfecho até a próxima sexta-feira quando o grupo de oposição promete revelar quem é quem na corrida eleitoral deste ano.

Os elementos pitorescos da campanha eleitoral estão em toda parte para nos oferecer verdadeiras performances na propaganda livre pela televisão ou talvez seja mesmo só pra garantir alguns minutos de fama.

E você votaria no Zé Muniz pra governador de Alagoas?

 

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Tags: Zé Muniz eleição Alagoas

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01/03/2010 14:10

 

ASA perde, irrita a torcida e prova do seu próprio Veneno

Atleta não consegue disputar três partidas seguidas sem receber cartão vermelho

Parte da torcida do ASA anda desconfiada da postura do time arapiraquense depois das últimas três partidas (dois empates e uma derrota) sendo duas pelo certame estadual e uma pela Copa do Brasil, no empate sem gols contra o Nacional de Manaus. O que estaria acontecendo com o ASA que está deixando uma grande dúvida no ar quanto ao posicionamento da equipe e/ou quanto ao time que entra em campo comandado pelo experiente Vica?

Os especialistas em futebol estão divididos e a magia, que é o futebol, agrada e desagrada ao mesmo tempo. Só não concordo quando a mesma torcida que coloca o professor Vica nos braços é a mesma que apedreja quando o time comete alguns erros. Dois pesos e duas medidas.

O ASA teve uma apresentação abaixo da média e, por conta disso, o alvinegro foi derrotado ontem à tarde pelo Murici, no Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, palco do time de Arapiraca este ano por conta das reformas no estádio Fumeirão. O resultado foi um reflexo exato do que as duas equipes apresentaram. Enquanto o ASA ficou apagado depois na enésima expulsão do zagueiro Edson Veneno (esse daí, não tem jeito) o Murici aproveitou as poucas chances que teve e transformou-as em gols. Foram três cartões vermelhos em dez jogos. É a treva.

Se a torcida já pegava no pé da turma alvinegra com o 0x0 contra o fraquíssimo Nacional (AM) a derrota para o Murici foi a gota d’água numa tarde sem brilho e muito chuvosa. Inconformada com o fraco desempenho do ASA, a torcida soltou o verbo e entoou coros como “olé!” e o irritante “timinho!”.

Vale lembrar, que na sabedoria popular, "a voz do povo é a voz de Deus". Mas, neste caso, acho que o antídoto é outro por que esse Veneno já deu o que tinha que dar.

 

 

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Tags: ASA olé Veneno

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25/02/2010 13:50

 

População alagoana tem medo de ir a delegacia

Dados de pessoas desaparecidas são diferentes da realidade

Os dados sobre a violência em Alagoas são muito diferentes da realidade e uns dos motivos pode ser o medo que a população tem de ir à delegacia prestar queixa ou por não acreditar que alguma coisa será feita em seu proveito. Sem queixa a Secretaria de Defesa Social não tem condições de ter, por exemplo, os números oficiais de pessoas vítimas de roubo, assalto, estupro e até mesmo o número real de desaparecidos.

Pra tentar minimizar o sofrimento de famílias que perdem o contato com seus entes queridos, o Ministério da Justiça e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos estão finalizando a criação de um sistema que permitirá o registro de pessoas desaparecidas. A iniciativa do governo federal engloba o atendimento de uma lei de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), aprovada em dezembro de 2009, que determinou a criação de um cadastro nacional para crianças e adolescentes desaparecidos, e o início imediato das investigações logo após o registro.

Além de crianças e adolescentes, o sistema cadastrará pessoas adultas de qualquer faixa etária. As informações serão processadas e acessadas por meio da rede Infoseg, que desde 2003 reúne dados dos órgãos de Segurança Pública, Justiça e de fiscalização, como criminosos procurados e veículos furtados. Segundo o governo, o cadastro nacional de pessoas desaparecidas deve interligar dados das delegacias de Polícia Civil, das polícias rodoviárias, dos conselhos tutelares e de organizações não governamentais.

O sistema estará acessível para a população em lugares diferentes das delegacias de polícia já que, como consta na matéria, acredita-se que muitas pessoas têm medo de ir à delegacia de polícia. É que alguns desaparecidos podem estar envolvidos em algum tipo de crime.

Outro lado bom do sistema é que ele vai, além de registrar os desaparecimentos, operar um banco de dados mais complexo com a indicação de órgãos especializados, orientação aos parentes, literatura de psicologia e informação sobre o DNA das pessoas desaparecidas. Isso servirá para identificar as pessoas não reconhecidas no Instituto Médico Legal também.

 


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Tags: Medo delegacia

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