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Alagoas, 10 de março de 2010

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13/12/2009 20:16

 

Dicas de estudo para a carreira de analista para o Banco o Brasil

São oferecidas 350 vagas para cargo de analista (nível superior) e 150 para técnico (nível médio)

por JC Concursos

Dicas de estudo para a carreira de analista para o Banco o Brasil

A primeira etapa de provas do concurso do Banco Central do Brasil (Bacen) deverá ocorrer em 31 de janeiro de 2010, mas para quem aguardava ansioso a divulgação dos editais, o plano de estudos já começou. O processo seletivo, considerado como um dos mais importantes pelos concurseiros, oferece 350 oportunidades ao cargo de analista (nível superior) e 150 ao posto de técnico (nível médio). Os salários oferecidos chegam a R$ 12,4 mil, mas o valor poderá sofrer reajuste.

Conhecimentos gerais

Língua portuguesa – Na opinião do professor Marcondes Júnior, mestre em português para concursos na rede de ensino LFG, a banca examinadora aplicará uma prova bem diversificada, com predominância nos exercícios de texto (60%) e de gramática (40%).

Para resolver as questões de texto, ele sugere que o candidato estude as relações entre os parágrafos, relações de causa e consequência, tipologia textual e o significado das palavras no contexto. Quanto aos testes de gramática, é necessário atentar-se a pontuação, concordância, crase, regência, análise do pronome relativo e uso dos conectivos.

Além de destacar que a redação discursiva requer um texto claro, objetivo e com linguagem simples, o professor orienta: “uma boa dica para o estudo da língua portuguesa é separar pelo menos três dias na semana para revisar os conteúdos e responder pelo menos uma prova da Cesgranrio”.

Direito constitucional – O consultor legislativo, advogado e professor da rede de ensino LFG, Leo Van Holthe, após fazer uma análise de provas já aplicadas pela organizadora, afirma que pelo menos 70 a 80% do conteúdo é pautado no texto constitucional, já os outros 20 a 30% baseiam-se nos ensinamentos dos livros doutrinários e nas decisões judiciais da Suprema Corte brasileira.

De acordo com Van Holthe, para obter sucesso no exame é preciso conhecer de maneira aprofundada a Constituição Federal de 1988. Com a análise das últimas avaliações, ele concluiu que os assuntos mais cobrados foram os seguintes: princípios fundamentais da Constituição (arts. 1º ao 4º da CF/88); direitos e garantias individuais e coletivos (art. 5º); direitos sociais (arts. 7º a 11º); e finanças públicas: normas gerais (arts. 163º e 164º) - além de conceitos sobre administração pública.

O professor aconselha que os candidatos à carreira de analista do Banco Central “estudem incansavelmente o texto constitucional, leiam um livro doutrinário que os auxiliem na compreensão do texto da Carta Republicana de 1988 e façam provas de concursos anteriores”. Outra dica importante é usufruir a ferramenta “Constituição em áudio”, disponível no site da Câmara dos Deputados.

Direito administrativo – A tese de que rever as últimas provas é o melhor caminho para focar os estudos também é defendida pelo professor Luís Gustavo Bezerra, da Academia do Concurso. “Isso é essencial, pois você não pode se dar ao luxo de errar uma questão que já caiu anteriormente ou que possua conteúdo idêntico”, adverte. Baseado neste argumento, ele acredita que os exames da Cesgranrio poderão questionar sobre a lei nº 8.112/90 (ênfase na parte de provimento e vacância e regime disciplinar), a lei nº 9.784/99 (processo administrativo federal), o código de ética (decreto nº 1.171/94), a responsabilidade civil do Estado e os atos administrativos.

Sistema financeiro nacional – Segundo Cláudio Filgueiras, analista do Bacen, o edital deste ano traz algumas inovações. Um tópico sobre a lei nº 4.595/64 (reforma do sistema bancário e criação do Bacen) e outro cujo tema é o Banco Central do Brasil destacam-se no conteúdo programático.

Os dois assuntos já foram cobrados em concursos anteriores, mas ele compreende que essa explicitação pode significar a exigência de tópicos específicos da lei – como as funções, atribuições legais e competências do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do próprio Bacen.

A sugestão de Filgueiras para o plano de estudos dos concurseiros é analisar os exames mais recentes da Cesgranrio sobre sistema financeiro nacional. Os últimos concursos por ela elaborados foram: analista de finanças da Casa da Moeda (2005), técnico superior de finanças e orçamento da Empresa de Pesquisa Energética (2006), economista júnior da Transpetro (2006) e contador do BNDES (2005, 2007 e 2009). Conforme constatou o analista, os assuntos abordados nessas provas versavam sobre a área de atuação das instituições financeiras e a segmentação do subsistema normativo em órgãos reguladores e entidades supervisoras. Filgueiras ainda ressalta que vale a pena observar a prova de analista da Finep, deste ano, elaborada pelo Cesp, pois foram inseridos tópicos ainda não abordados sobre a disciplina – e que podem ser úteis às avaliações do Bacen.

Economia – Por se tratar de uma disciplina presente nos últimos concursos do Banco Central, o economista e professor da rede de ensino LFG, Carlos Ramos, cita que é possível relacionar os temas mais cobrados pela organizadora. No assunto macroeconomia, ele recomenda dar atenção especial às contas nacionais e ao cálculo do PIB ou de algum de seus componentes. Balanço de pagamentos e sistema monetário com ênfase no multiplicador bancário são outros tópicos importantes. Também é possível que caiam perguntas teóricas sobre política fiscal, monetária, sua relação com o regime de câmbio e as metas de inflação.

Na área de microeconomia, Ramos aconselha estudar os pontos que afetam as curvas de oferta e demanda e as alterações no equilíbrio de mercado. De acordo com ele, o candidato deve entender as diferenças entre concorrência perfeita, monopólio e oligopólio.

Referente à economia brasileira, é aconselhável estudar o comportamento da inflação e do PIB no período que vai dos anos 70 aos dias atuais. “Não se assuste com as diversas fórmulas que você vai encontrar, procure entender bem o que elas representam. Quanto aos gráficos, eles podem parecer meio complicados no início, mas seu enorme poder de síntese lhe ajudará a enfrentar muitas questões, como por exemplo, aquelas sobre política fiscal e monetária”, garante o economista.

Raciocínio lógico-quantitativo – Nesta área, o estilo Cesgranrio é bem característico, avalia o professor Benjamin Cesar, da Academia do Concurso, que indica uma análise de provas anteriores da organizadora (BR-Distribuidora, IBGE, Petrobras e Prominp). “Rever probleminhas de matemática com raciocínio elementar e estudar a lógica das proposições” são exercícios que o professor considera indispensáveis. Para não se confundir ao elaborar as respostas, ele enumera alguns tópicos que merecem atenção especial: sequências numéricas e com letras; negação de proposições simples ou compostas; análise de tabelas e consequentes deduções; e interpretação de enunciados.

Já o professor Joselias da Silva, mestre na rede de ensino LFG, diz que para resolver as questões o candidato deve ter familiaridade com o tema estrutura lógica, como tabela verdade, tautologias, contradições e contingências. Segundo ele, “a prova deverá contar, também, com argumentos válidos e argumentos não-válidos”. Além disso, os testes poderão exigir um raciocínio verbal, matemático ou simples deduções de relações arbitrárias.

Língua inglesa – Para definir a característica das questões também é preciso recorrer às provas anteriores da Cesgranrio, como a do BNDES, analisa Roberto Witte, professor nos cursinhos Canal dos Concursos, Central de Concursos, Damásio de Jesus e Federal Concursos. Na opinião dele, os testes costumam ser longos e cansativos, além de requererem bons conhecimentos de gramática, noções de vocabulário e rapidez de leitura. Como as questões exigem que o candidato leia vários trechos do texto para verificar qual alternativa está correta, o professor recomenda que os concurseiros leiam os enunciados antes de ler o texto. ““A maioria das questões começa da seguinte forma: “O trecho ‘Economies around the world...’ (linhas 23-26) expressa...”, ou seja, você sabe em que trecho do texto está a resposta para tal pergunta. Se você ler os enunciados antes, você não perde tempo lendo o texto por completo para depois descobrir que para responder determinada pergunta bastava ler algumas linhas””, orienta.

Na parte de gramática, Witte destaca que os advérbios, as conjunções, os pronomes e as preposições costumam ser muito explorados. “Para situar o leitor, são palavras do tipo ‘even’, ‘thus’, ‘nevertheless’, ‘however’ e assim por diante, por isso, é bom conhecer muito bem o significado dessas palavras”, conclui.

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20/10/2009 11:36

 

Veja dicas gerais de estudo para 700 vagas de analista da Receita Federal

por G1

Os candidatos que já vinham estudando para o cargo de auditor-fiscal da Receita Federal e que decidiram prestar também o concurso para analista-tributário levam vantagem.

 

A Receita Federal abriu inscrições na segunda-feira (19) para 700 vagas de analista-tributário, cujo salário é de O salário é de R$ 7.624,56.

São 10 matérias em comum nos dois editais: língua portuguesa, espanhol, inglês, raciocínio lógico-quantitativo, direito constitucional, administrativo, previdenciário e tributário, comércio internacional e contabilidade geral.

Já as disciplinas que não estão no edital para auditor e que estão no de analista são direito internacional público, administração financeira e orçamentária e administração geral.

Em relação ao edital anterior para analista, foram acrescentadas as disciplinas de raciocínio lógico-quantitativo, direito internacional público, administração financeira e orçamentária e administração geral.

 

Menos matérias

Para Fábio Gonçalves, consultor em concursos e presidente da Academia Brasileira de Educação, Cultura e Empregabilidade (Abece), quem estuda para auditor da Receita está estudando simultaneamente para analista.

“Na verdade, para analista há menos matérias a serem estudadas. Quem vai se candidatar deve ficar atento ao que é mais exigido: língua portuguesa, sempre como matéria principal, e noções de direito constitucional, administrativo e tributário, além de matemática financeira e estatística, mais as específicas”, diz.

Segundo ele, as disciplinas que têm maior peso são as de direito (constitucional, administrativo, tributário e previdenciário) e língua portuguesa, por isso, é nelas que o candidato deve se focar mais.

“Os candidatos tendem a se assustar muito com matemática financeira e estatística [as disciplinas estão dentro de raciocínio lógico-quantitativo], mas as duas, juntas, somam apenas 3% da prova. De 10 questões, se o candidato acertar 4 passa”, diz.

 

Teste de conhecimento

Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do Siga Concursos, o candidato deve prestar os dois concursos mesmo. “Se ele está interessado em ser auditor tem boa chance de passar no de analista. E fazer o concurso para auditor será um bom teste de conhecimento caso ele queria ser analista. Além disso, é diferente de pegar depois a prova na internet porque ao fazer o exame ele ganha experiência”, diz.

De Lucca aconselha o candidato que já estava se preparando para auditor a continuar investindo nesse concurso. Se ele optar pelo de analista tem que focar nas matérias que não estavam previstas para cair em relação ao edital anterior. Mas se o candidato tem poucas chances de passar no de auditor deve focar agora no de analista.

Segundo ele, as disciplinas que não estavam no edital anterior de analista são de leitura. “É possível o aluno conseguir estudar e ir bem na prova porque não exigem conhecimentos anteriores de matérias correlatas”, afirma.

De acordo com o coordenador, o peso das matérias em comum entre os editais de auditor e analista é o mesmo, o que muda é a quantidade de questões.

De Lucca destaca que em relação ao edital anterior para analista o candidato tinha que escolher a região onde iria concorrer. Agora o concurso é de âmbito nacional e não regionalizado, ou seja, o preenchimento das vagas será feito respeitando a ordem de classificação, e os candidatos concorrerão para o total de vagas oferecidas (700), e não mais para uma região específica.

Outra novidade é a inclusão da prova discursiva, que será feita por 1.680 candidatos classificados nas provas objetivas. “Não é para ficar desanimado por causa da redação. Tem que garantir a classificação na prova objetiva para fazer a dissertativa, por isso agora é o momento de focar na prova objetiva”, diz De Lucca.

De acordo com Henrique Cantarino, especialista em direito administrativo da Academia do Concurso Público, os programas de direito administrativo de auditor-fiscal e de analista-tributário são idênticos, seguindo os modelos das provas passadas e incluindo os tópicos cobrados na antiga disciplina ética na administração pública.

“Sugiro, devido ao pouco tempo para a prova e à grande quantidade de matérias, focar na resolução de provas anteriores da Esaf, pois a tendência é que as questões sejam similares. O que for muito diferente, a tendência é que a maioria dos candidatos erre”, diz.

Segundo ele, pela similaridade entre os conteúdos programáticos, quem já vinha estudando para auditor leva vantagem. “Considerando que as provas serão realizadas em datas diferentes, o ideal é fazer as duas provas”, conclui.

 

Estratégia

Rogerio Neiva, juiz do trabalho, professor de curso preparatório para concursos e autor do livro “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”, diz que o edital de analista não trouxe grandes surpresas – as matérias fazem parte de concursos da carreira fiscal de forma geral. Por isso, quem já vinha estudando pode reforçar o conteúdo já visto.

Ele diz que o candidato deve compreender a relevância no edital de cada uma das disciplinas para determinar em qual delas haverá mais investimento de tempo de estudo. “O candidato precisa pensar de forma estratégica levando em conta o tempo que tem de estudo e o conhecimento das matérias”, afirma.

Mas ele ressalta que não se deve esquecer as pontuações mínimas necessárias de cada disciplina. “Não pode deixar de estudar as matérias de peso menor e menos questões porque existe a pontuação mínima”, diz.

Para Neiva, o candidato deve se dedicar agora para revisar e suprir deficiências que existam em matérias que ainda não tenham sido estudadas. “Se ele vinha estudando para auditor muitas matérias já foram estudadas para analista”, diz.

Tags: Receita Federal

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06/10/2009 19:34

 

Em ano de mudanças no vestibular, tensão aumenta entre alunos

Ansiosos e frustrados com o cancelamento do Enem, muitos estudantes se desencantaram com o exame

por Folha Online

Fotomontagem

Em ano de mudanças no vestibular, tensão aumenta entre alunos

A USP mudou as regras do vestibular, a Unesp também, a gripe suína adiou o início das aulas e o Enem --que mudou para valer vaga nas universidades federais-- vazou e foi cancelado a dois dias da primeira prova. É fato: 2009 tem deixado os vestibulandos atordoados.

"Este ano está muito difícil porque é um ano todo de mudanças", diz Mariana Vergueiro, 19, que vai prestar economia e faria o Enem para ajudar na nota da USP e da Unicamp. "A gente se prepara psicologicamente para fazer uma prova e agora não tem mais. Isso vai abalando."

Luísa Lisboa, 18, é outra a lamentar o cancelamento do Enem em meio ao ano turbulento. "Justo neste ano, quando tudo mudou, quando o Enem estava sendo mais importante que nos outros anos, que seria mais difícil, acontece isso." Ela quer medicina na Unifesp.

Quem lida com os alunos concorda: mudanças e ano de vestibular compõem uma combinação tensa. "Estamos dizendo que os alunos deste ano serão lembrados futuramente, porque neste ano aconteceu de tudo. Será a turma que viveu o ano das mudanças", diz Florinda Manuchaguian, coordenadora do ensino médio do colégio Albert Sabin.

Na escola, o esquema para o Enem já estava preparado: na véspera da prova, o colégio faria sessões de relaxamento e atividades para reforçar a autoconfiança dos alunos. Até que, quinta-feira passada, veio a notícia: Enem cancelado. "Ninguém comemorou. Estávamos com espírito preparado para fazer o Enem", diz Florinda. Depois, o plano era focar nos vestibulares de Fuvest e Unicamp. "Foi uma frustração. Muitos alunos queriam tirar isso do caminho, se livrar dessa etapa."

Para Miguel Augusto de Toledo Arruda, coordenador de ensino médio do colégio Santo Américo, tantas novidades aumentam a ansiedade do vestibulando. "Qual o antídoto? Levar a ele informações, na medida do possível." No caso da Fuvest, o colégio esclareceu aos alunos as mudanças nas disciplinas cobradas na segunda fase; para o Enem, aplicou simulados. "De repente, essa bomba [a prova que vazou]. Agora estamos à espera de informação para mostrar aos alunos se ainda dá tempo de usar o Enem."

Desencanar do Enem

Ansiosos e frustrados com o cancelamento do Enem, muitos estudantes se desencantaram com o exame, diz a coordenadora do Sabin. "Se tiver de optar entre Enem e outro vestibular, opto por outro, porque usaria os pontos do Enem só para a USP e a Unicamp", afirma Mariana Vergueiro, a estudante do segundo parágrafo.

Colega dela no cursinho Anglo, Thaís Galli, 18, é outra que pode deixar o Enem de lado. "Estou com medo de que o Enem coincida com outros vestibulares. Eu ia fazer vestibulares que aceitariam só o Enem e outros que contariam pontos. Agora não sei mais", diz. "As federais do ABC e de Mato Grosso só usariam o Enem. Na UFSCar, o Enem vale a metade da pontuação. Estava contando muito com o exame para poder passar. A Fuvest só conta pontos, mas também ia ajudar."

Justamente por ser usado em tantas universidades, há quem argumente que desistir do exame não é tão simples assim. "O problema é o que o Enem é a primeira fase da Unifesp, que tem uma das faculdades de medicina mais concorridas do país. Tem gente que está há três anos no cursinho. Eles estavam indo prestar o vestibular da vida deles", diz Fernanda Passos, 18, que prestará vestibular para medicina na federal paulista.

Assim com as colegas de cursinhos Luisa Lisboa, Carolina Rovai e Aline Bastos, todas com 18 anos, Fernanda acha que o principal efeito do adiamento do Enem será afetar a preparação psicológica dos alunos.

Tags: Enem

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